22 de novembro de 2016

1/3 das áreas produtivas do planeta foram destruídas em apenas 40 anos

O intenso uso de agrotóxicos e o desmatamento são as principais causas deste problema.
1/3 das áreas produtivas do planeta foram destruídas em apenas 40 anos
São necessários 500 anos para que apenas 2,5 centímetros de solo seja recomposto naturalmente. | Foto: iStock by Getty Images

Foram necessárias quatro décadas para que 33% das terras produtivas do planeta fossem perdidas. De acordo com um estudo publicado pela Universidade de Sheffield, no Reino Unido, o intenso uso de agrotóxicos e o desmatamento são as principais causas deste problema.
A situação é alarmante, pois, ao mesmo tempo em que a terra fica imprópria para o cultivo, a demanda mundial por alimentos aumenta. Os cientistas responsáveis pela pesquisa estimam que a produção de alimentos tenha que aumentar 50% até 2050 para garantir o abastecimento global. Mas, se não houver mudanças drásticas nos padrões atuais, isso não deverá ser possível e o desastre pode ser irreversível.
Após diversas análises, o estudo concluiu que o modelo de lavoura, combinado ao uso intenso de fertilizantes tem degradado o solo em ritmo muito acelerado. A erosão, por exemplo, acontece cem vezes mais rápido do que a taxa de formação do solo. Segundo os pesquisadores, são necessários 500 anos para que apenas 2,5 centímetros de solo seja recomposto naturalmente.
Não é apenas a produtividade que está ameaçada. A erosão do solo ocorre devido à perda de estrutura e por uso contínuo para a lavoura. De acordo com o estudo, quando ele é preparado repetidas vezes para o plantio, ele é exposto ao oxigênio, o que ocasiona perda de carbono e qualidade. Isso impacta diretamente em sua capacidade de armazenar água, o tornando inútil como base eficiente e também no combate a inundações.
Os acadêmicos apresentaram algumas alternativas para minimizar o problema. Substituir os fertilizantes químicos por adubos orgânicos é a primeira delas. Eles ainda sugerem sistemas rotativos entre agricultura, pecuária e árvores, para aliviar a pressão exercida sobre a terra arável. Em entrevista ao The Guardian, Duncan Cameron, um dos líderes do estudo, explicou que, acima de tudo, é necessário contar com o apoio governamental, criando políticas públicas que ajudem os agricultores a adotarem métodos mais sustentáveis.

Filhos? Não, obrigada.

Por Raquel Novaes

Quando a gente é criança – principalmente menina – aprende que, quando crescer, vai casar e ter filhos. Durante toda a infância brincamos com bonecas e cuidamos delas como se fossem filhinhas. Depois a gente cresce, vai para a faculdade, começa a se interessar pela carreira e se empenhar no trabalho. E não importa o quanto você esteja se saindo bem nesse caminho, todo mundo te pergunta: “E o namorado? Quando vai ser o casamento?” E você, para não responder o que está com vontade, respira fundo e faz uma cara de paisagem. Aí você encontra um cara legal e resolve ficar com ele definitivamente. E a pergunta que ouve passa a ser: “Quando vem o bebê? Vai ficar para titia?”
O que sempre me intrigou foi essa obsessão por casamento e filhos. Por que simplesmente as pessoas não te perguntam: “Como você está? Está feliz?” Como se sinônimo de felicidade fosse casar e ter filhos!

E a situação piora quando sua resposta não é o que os outros querem ouvir: “Não, eu não quero ter filhos”. Aí o mundo desaba, acontece o apocalipse e você é condenada, passa a ser a pior pessoa do universo, insensível, sem coração, fria.
Uma vez, uma amiga (veja bem, uma amiga!) me disse que eu era egoísta. Nunca entendi isso… como assim, egoísta? Egoísta com quem? Com o mundo, em não querer colocar mais um ser humano no planeta? Egoísta com a humanidade por não ajudar em sua continuidade? Penso que egoísta eu seria se tivesse um filho e negligenciasse a educação dele para cuidar só de mim. Mas o filho nem existe! Como posso ser egoísta?
Aliás, conheço muita gente assim, que delega a educação dos filhos. O sonho era só engravidar? Só ver o filho nascer? Assim é fácil… não gostaria de ser uma mãe que deixasse nas mãos de babás, escola, avós os ensinamentos a meu filho. Se eu tivesse – ou tiver – um filho, gostaria de ser a melhor mãe do mundo. Mas me parece que muitas vezes ter filho é status, serve para dar uma resposta à sociedade, é dever cumprido, só isso.
Não sou muito boa com números, mas para mim é claro que há duas possibilidades: você pode escolher ter filhos ou não. É 50% de chance pra cada lado. Se existe essa opção, por que você não tem direito de escolhê-la? Parece que as mulheres são obrigadas a querer ter filhos. Se não tiver, só é perdoada se não pode, se tem alguma doença… Se simplesmente não quer, está condenada. 
Muitas das minhas amigas, enlouquecidas por engravidar, vivem repetindo: “Quero ter um bebê, quero ter um bebê!” Depois que parei para pensar sobre ser mãe ou não, considero a seguinte questão: não, você não vai ter um bebê. Vai ter um filho. Vai ser bebê durante dois anos, depois cresce. Ou alguém sonha em ter um adolescente? Nunca ouvi nenhuma delas dizendo isso…
Tem também a ideia de não dormir direito nunca mais, que não me agrada. A meu ver, no começo você não dorme porque a criança chora à noite. Depois, fica doente, vai pra sua cama procurando conforto. Cresce um pouco e o motivo de te tirar o sono muda: vai pra escola, pode não conseguir fazer amigos, briga, tem problemas. Depois você perde o sono preocupada se seu filho está bebendo, usando drogas… Daí você não dorme porque ele não conseguiu entrar na faculdade, depois porque não consegue arranjar um emprego… e por aí vai. Esses cenários são todos negativos? Sim. Mas são perfeitamente plausíveis. Pode acontecer tudo isso, não pode? Mas também já ouvi: “Isso é pequeno perto do que se sente, é um amor sem limites, que você nunca imaginou sentir, que supera tudo isso.” Acredito. Piamente. Mas não quero.
O curioso é que hoje em dia há um discurso muito forte sobre aceitação. Todo mundo tem direito a ser o que quiser, ter a opinião que tiver… mais ou menos. Hipocrisia. A sua opinião é aceita se for igual à dos outros, ou se for o que querem ouvir. Se for diferente, deixa de ser opinião e passa a ser preconceito. Para mim, preconceito não é opinião diferente. Preconceito é emitir uma opinião sem conhecer o assunto ou sem parar para pensar no que está sendo dito.
Num mundo com tanta diversidade, preconceito é crer que há um padrão universal que deve ser seguido por todos, o que é bom para um é bom para todo mundo. Há mulheres que acham melhor não ter filhos. E a escolha delas é pessoal, legítima e não diz respeito a mais ninguém. Por que essa decisão não pode ser respeitada? Tem sempre que vir rotulada? E, pior: geralmente os comentários e olhares de reprovação partem de outras mulheres! Parecem se sentir ofendidas…
Não, obrigada, mas não quero criar filhos num mundo assim.
Enfim… acho que tudo seria melhor se, em vez de perguntarem quando vai ser o casamento ou quando vem o bebê, as pessoas se preocupassem em saber, apenas, se o outro está feliz. Porque há felicidade, sim, fora dos ditos padrões. E, afinal, é isso o que importa, não é?
Raquel Novaes é jornalista. Apresentadora do Edição das 10, na Globonews.

12 de novembro de 2016

31 árvores que você pode plantar em sua calçada, produzem frutos, sombras e flores, não destroem calçadas e nem danificam a rede elétrica

Rua de Caxambu MG com tons diferentes de quaresmeiras e outras especies adequadas para calçadas
As árvores são fundamentais nas ruas e avenidas. Além de embelezar, elas tem um importante papel no equilíbrio térmico, refrescando onde quer que estejam.
Também colaboram com a redução da poluição sonora e do ar, fornecem sombra, refúgio e alimento para as aves. Os benefícios não param por aí, poderíamos falar de fixação de carbono, produção de oxigênio, proteção contra ventos, etc. Mas a escolha da espécie correta é fundamental.
Se você deseja plantar uma árvore na sua calçada, o primeiro passo é procurar a prefeitura. Muitas delas tem um plano de arborização urbana, com espécies de árvores indicadas por profissionais capacitados. Não raro, você poderá solicitar o plantio à prefeitura, ou buscar as mudas você mesmo no viveiro municipal.Fique atento, o plantio da árvore errada pode provocar muita dor de cabeça no futuro, como tubulações de água e esgoto estourados, calçadas levantadas, problemas na rede elétrica, galhos que ameaçam cair a qualquer momento, frutos pesados que caem sobre carros, ramos espinhentos que atrapalham os pedestres, sujeira e mal cheiro advindo de frutos, folhas ou flores caídos, entre muitas outras situações desagradáveis a perigosas. E geralmente você não pode fazer muita coisa. Na maioria das vezes o corte ou poda é permitido apenas à prefeitura e companhia elétrica. O corte inautorizado pode lhe render multas pesadas e, dependendo da espécie, ser considerado crime ambiental. Você terá que solicitar o serviço e aguardar que aprovem. Portanto, escolha bem. Uma árvore é maravilhosa e para além da vida toda. Abaixo segue uma lista de espécies que são indicadas para calçadas. As espécies que alcançam até 10 metros são boas para calçadas com fiação elétrica, enquanto as maiores podem ser plantadas em calçadas sem fiação.
01 – Noivinha: Euphorbia leucocephala.
Embora, ela tenha outros nomes populares, além de Noivinha. Ela é conhecida também com os seguintes nomes: mês de maio, neve da montanha, cabeça branca, leiteiro-branco, cabeleira-de-velho, flor-de-criança, chuva-de-prata.Durante o mês de maio, suas folhas verdes, ficam brancas, tornando-a linda e encantadora. Em junho suas folhas já voltam a colocaração verde normal. É uma árvore de porte pequeno, que não atinge 3 metros. Não agride a calçada e nem prejudica a fiação elétrica.
02 – Ipê.  Tabebuia sp:
Ipê-amarelo demora um pouco para crescer, mas transforma a paisagem (Foto: Wikimedia Commons)
Os ipês são de grande porte, com raízes profundas que não danificam as calçadas e exige poucos cuidados. É vastamente usado como árvore decorativa devido à sua florescência colorida e anual.Gênero de árvores, em sua maioria nativas, decíduas, de tronco e ramagem elegantes, madeira resistente e florescimento exuberante nas cores amarelo, branco, rosa e roxo. Atingem de 10 a 35 metros, dependendo da espécie. São adequados para calçadas sem fiação elétrica.
03 – Jacarandá Mimoso – Jacarandá mimosaefolia
Um verdadeiro clássico. Árvore decídua, de floração exuberante. Ideal para arborização de ruas, praças e avenidas. Sua altura é de 8 a 15 metros. Suas raízes são profundas, não danificam calçadas e nem redes subterrâneas. Por atingir 15 metros, melhor ser plantada contra a rede elétrica.
04 – Extremosa ou Resedá – Lagerstroemia indica.
Arvoreta largamente utilizada na arborização urbana. Tem florescimento esplendoroso, é decídua e tolerante a podas drásticas. Atinge 8 metros de altura.
05 – Manacá da Serra – Tibouchina mutabilis 
Belíssima arvore, em que é possível admirar flores em três cores diferentes simultaneamente, branca, rosa e roxa, de acordo com a idade da flor. Atinge 6 metros de altura.
06 . Alfeneiro – Ligustrum lucidum
Uma das espécies mais cultivadas na arborização urbana do sul do Brasil. Oferece boa sombra, mas a floração de muitos exemplares ao mesmo tempo pode intensificar os casos de alergia à pólen.
07 –  Magnolia – Magnólia spp
Essa espécie de magnólia, além de bela e perfumada faz lembrar os ipês rosas, são muito interessantes para arborização urbana por seu porte pequeno. Decíduas e próprias para o clima subtropical e temperado. Alcançam de 5 a 10 metros de altura.
08 – Pata-de-vaca – Bauhinia foficata
Árvore brasileira, nativa da Mata Atlântica, de porte médio com uma das mais belas flores e folhagens. Possuem raízes profundas que não estouram as calçadas. Uma ótima opção para ser usada como decoração e em regeneração de matas degradadas.
09 – Quaresmeira Tibouchina granulosa
É uma árvore nativa de pequeno porte, raízes profundas, ela é elegante e bela e apresenta uma linda floração roxa que ocorre duas vezes por ano, possui um fruto pequeno. É uma das principais árvores utilizadas na arborização urbana no Brasil.
10 – Murta-de-cheiro, Dama-da-noite, Jasmim-laranja, Murta, Murta-da-índia, Murta-dos-jardins – Murraya paniculata
A murta-de-cheiro é um arbusto grande ou arvoreta, que pode alcançar até 7 metros de altura. Muito utilizada para a formação de cercas-vivas, a murta-de-cheiro apresenta ramagem lenhosa e bastante ramificada. Suas folhas são pinadas, com 3 a 7 folíolos pequenos, elípticos, glabros, perenes,Durante todo o ano produz inflorescências terminais, com flores de coloração branca
11 – Ipê-Mirim (Stenolobium stans)

Pode chegar a sete metros de altura, tem floração entre os meses de janeiro e maio.
12 – Candelabro (Erytrina speciosa)
Fotografia de Luciana Yoshime (Flickr)
Sua altura varia de quatro a seis metros. A floração vermelha acontece entre junho e setembro.

13 – Flanboyant Mirim (Caesalpinia pulcherrima)
Tem altura média de três a cinco metros. Sua floração é bastante diversificada, aparecendo nas cores: rosa, vermelha, amarela e branca, entre os meses de setembro e maio.
14 – Cambuci (Campomanesia phaea)
Com altura entre três e cinco metros, esta árvore tem flores grandes e brancas. Mas, seu principal destaque são os frutos, que costumam aparecer entre os meses de fevereiro e março.
15 – Pitangueira (Eugenia uniflora)
Sua altura varia de dois a quatro metros. A árvore produz pequenos frutos e flores brancas, ideais para alimentar abelhas.
16 – Jabuticabeira (Eugenia cauliflora)
Esta espécie pode chegar a dez metros de altura. Ela costuma florescer entre a primavera e o verão, produzindo grandes quantidades de frutos.
17 – Oiti – Licania tomentosa
Árvore frutífera, largamente utilizada na arborização urbana no sudeste do país.
18 – Escova-de-garrafa – Callistemon ssp
Espécies de árvores de pequeno porte, nativas da Austrália, e muito resistentes à seca. Floração exuberante.A bela floração da Chuva-de-ouro.
19 – Cinamomo – Melia azedarach
Árvore bastante utilizada na arborização urbana. Indicada para clima subtropical. Floração ornamental e frutos atrativos para avifauna. Alcança até 20 metros de altura.Também conhecido como santa-bárbara e lilás-de-soldado, o cinamomo, além de produzir lenha, é ornamental; os frutos são redondos e carnosos.
20 – Amoreira-preta – Morus nigra
Árvore frutífera, muita atrativa para os passarinhos. Atinge 10 metros de altura.
21 Jasmim-manga – Plumeria rubra
Árvore de flores muito perfumadas e aspecto escultural. Ideal para calçadas, praças e parques. Atinge 6 metros de altura.
28 – Cerejeira-do-japão – Prunus serrulata
Avenida em Maria da Fé MG.
Árvore decídua, de grande valor ornamental, por ser florescimento espetacular. Própria para clima subtropical e temperado. Alcança 6 metros de altura. Deve ser cultivada sob sol pleno ou meia-sombra, em solo fértil, neutro, bem drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente. Planta de clima temperado, necessita de estações bem marcadas para florescer de forma satisfatória. Por este motivo não é indicada para regiões equatoriais e tropicais, salvo em regiões de altitude elevada. Seu crescimento é moderado e a floração é precoce. Não tolera encharcamento e podas drásticas. Resiste ao frio, geadas e curtos períodos de estiagem. Multiplica-se por enxertia, estaquia e mais facilmente por sementes.
29. Aroeira – Schinus molle e Schinus terebinthifolius
Árvores belas e atrativas para avifauna. São de pequeno porte, atingindo de 8 a 10 metros de altura.
30. Pau-fava – Senna macranthera
Fotografia de Mauro Guanandi
Árvore nativa e de pequeno porte, com floração ornamental e aspecto elegante. Atinge até 8 metros de altura.
31. Canafístula-de-besouro – Senna spectabilis
Árvore decídua, nativa do nordeste, de florescimento ornamental e pequeno porte. Alcança 9 metros de altura.
A lista não para por aí. Você também pode usar uma variedade de coníferas, que apesar de seu formato geralmente cônico a colunar, desde à base, são escolhas interessantes para calçadas largas. As palmeiras, em sua maioria (com exceção das entouceiradas, espinhentas e as de porte gigante), são muito indicadas para ornamentar ruas, avenidas e calçadas. A diversidade de árvores é enorme e você pode gostar justamente de uma que viu em algum lugar. Veja as características que uma árvore para arborização de calçadas deve ter:
– Não possuir raízes superficiais ou agressivas
– Não ter frutos ou flores grandes
– Não possuir espinhos
– Não ser tóxica
– Não ser de grande porte (mais de 20 metros de altura)
– Não possuir madeira frágil, suscetível à quebra ou ataque de cupins (evite árvores de crescimento muito rápido)
– Não ser invasora
Fonte parcial das informações: site www.jardineiro.net