30 de agosto de 2014

Bondade

”Em tudo há bondade. Nosso objetivo é encontrá-la. Em cada pessoa, o melhor existe. Nosso trabalho é reconhecê-lo. Em cada situação, o positivo existe. Nossa oportunidade é vê-lo. Em cada problema, a solução existe. Nossa responsabilidade é aplicá-la. Em todo o revés, o sucesso existe. Nossa aventura é descobri-lo. Em cada crise, as razões existem. Nosso desafio é compreendê-las.Uma vida de bondade é uma vida de riqueza.”
Brahma Kumaris

28 de agosto de 2014

Por que não usam mais chapéu?


 Frank Sinatra

27 de agosto de 2014

Pílulas para a alma (50) A felicidade não é incompatível com a razão

"Existe uma palavra grega (eudaimonia) que significa, dentre outras coisas, felicidade. A busca da felicidade era o objetivo de vida traçado por praticamente todos os filósofos da Antiguidade. Essa doutrina é conhecida como eudaimonismo (ou eudemonismo). A vida natural das pessoas seria guiada pela felicidade, pelo prazer, sem desprezar a razão. Prazer comedido, diria Lucrécio, o poeta romano (em 50 a.C.). “A natureza tornou possível para todos a felicidade, desde que saibamos usá-la” (afirmou Claudiano). A felicidade não se opõe à razão, mas é a sua finalidade natural. Segundo Aristóteles: “A felicidade é um princípio; é para alcançá-la que realizamos todos os outros atos; ela é exatamente a inspiração de nossas motivações.” A doutrina do eudaimonismo (ao lado da razão) sinaliza o caminho de desenvolvimento pleno da nossa vida. Avante!"

Luiz Flávio Gomes.

26 de agosto de 2014

CASTELO RÁ-TIM-BUM: PORQUE TUDO PODE TER UM POUCO DE VIDA

PUBLICADO POR 

"Por dentro de uma pequena criança, há sempre um grande castelo. Uma palavra a ser descoberta ou uma nova mágica a ser inventada. Dentro de uma criança, o lúdico é realçado e a inteligência aguçada em tons de rima e jogos de adivinhação. O Castelo Rá-Tim-Bum, série que marcou a geração infantil dos anos 90, apenas tomou consciência disso e bateu em nossas casas, fazendo uma simples e amigável pergunta: posso brincar?!

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Só é adulto quem já foi criança - e crescido quem já foi pequeno. Eis um fato que não podemos negar; antes de sermos donos do nosso próprio nariz – ou chafariz - um dia já nos divertimos com um rápido lavar de mãos. E podemos confessar, sem vergonha alguma, nossa mais autêntica e convicta ingenuidade ao ter respondido em voz alta o personagem maquiado do outro lado da televisão.
As imagens vividas na própria infância, podem ser sentidas e guardadas somente por quem as viveu. E por essa clara razão, é tido a cada um a medida exata daquelas que mais marcaram. Ninguém melhor para reconhecer a textura e o cheiro que exalam; e ninguém mais apto para saber - sem se enganar - quais despertam uma sensação única ao serem "tocadas".
Resgatar essas lembranças é, sem dúvida, uma atividade inteiramente particular, e palavras se tornam insustentáveis para explicar seu rico valor subjetivo . Mas, mesmo assim, ainda é possível encontrar um traço homogêneo, que liga gerações e gerações numa espécie de memória coletiva. Esse traço, precisamente no ano de 1994, teve um toque especial com a série infantil Castelo Rá-Tim-Bum, que soube reunir num só lugar: sonhos, magia e - principalmente - educação.
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Apesar de ser um grande desafio, a inserção do método educativo no meio televisivo não foi uma combinação considerada nova para a época, visto que produções como O Sítio do Pica-Pau Amarelo (teleteatro em 1951 e telenovela em 1977) e Vila Sésamo (1972) – adaptação tupiniquim do influente norte-americano Sesame Street (1969) – já haviam servido como fonte de conteúdo e pesquisa para posteriores criações.
Castelo Rá-Tim-Bum, nosso objeto de "apreciação", recebeu inspiração direta de outros programas já realizados pela emissora de onde surgiu: a TV Cultura; que havia nos presenteado alguns anos antes com Rá-Tim-Bum (1990) e também Mundo da Lua (1991).
Sua idealização veio do dramaturgo Flávio de Souza e do diretor Cao Hamburger (O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias Xingú), ambos nascidos em São Paulo. Daí um dos fatores para situá-lo entre edifícios - que é uma imagem bem mais próxima do público - e não em uma sombria montanha.
A primeira intenção, foi a de integrá-lo no cogitado projeto denominado Rá-Tim-Bum II, e se restringia a um curto trecho pedagógico, que seria apresentado pelo personagem Doutor Victor. Mas, assim como o oceâno não pode ser engarrafado, os elementos adicionados a esse possível quadro não cabiam numa duração tão breve. Logo, se fez necessário sua ampliação, para dar luz a outro "invento", que acabou por ganhar corpo no extenso material de 90 episódios.
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Grande equipe que se empenhou na realização de um grande programa
Para uma criança tudo é tocável, quando não pelas mãos, pelos olhos. E nesse sentido, o cenário do castelo é um prato cheio para se admirar. Passagens secretas, objetos tomados de cores que chegam a saltitar e móveis desenhados sinuosamente, convidam a todo instante o espectador de primeira viagem - e até o mais experiente - a mergulhar nos mistérios da história. Sua arquitetura, não menos enigmática, traz o ar de Antoni Gaudí (1852-1926), brilhante personalidade que se inspirava pela infinita estética da natureza.
Lareira.Ok.jpg Convidativa sala de música, apenas esperando alguém se sentar em frente a lareira, para assistir uma agradável apresentação de marionetes
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Da esquerda para a direita: fotografias da família Stradivarius, o enfeitado relógio e o hall de entrada, com a porta que muitas crianças já quiseram abrir.
A força do enredo, por sua vez, é distribuída entre a peculiaridade e trejeito de certos personagens, que se alternam em cada capítulo. Alguns através de curtos blocos que se encaixam durante o desenrolar de ações e outros que interagem diretamente com os habitantes do castelo.
O centralizador de tudo e todos é o aprendiz de feiticeiro, de 300 anos, chamado Antonino Stradivarius Victorius II, popularmente conhecido como Nino - que por via de curiosidade, possui um sobrenome muito semelhante ao do famoso luthier italiano Antonio Stradivari (1644-1737), que viveu há mais de três séculos e jamais teve o segredo das suas técnicas de construção totalmente desvendadas.
Interpretado pelo ator adulto, Cássio Scapin, Nino nunca frequentou uma escola, devido a idade nada comum que possui, e por isso, sente-se solitário sem ninguém para brincar. Até o dia que, por meio de uma magia aprendida com o tio, consegue atrair para o castelo aqueles que seriam seus queridos amigos e fiéis companheiros de aventura: Pedro, Biba e Zeca.
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Nino, Pedro, Zeca e Biba: algo não saiu como o esperado.
Tal encontro, foi o pontapé inicial para a exploração de um vasto universo, que harmonizava o que de melhor existe na educação sadia com o que tem de mais legal na curiosidade envolvente do aprendizado. Seu diferencial, aliás, não estava somente no inerente teor lúdico, mas sim, na sutil tentativa de descobrir a linha tênue entre realidade e conto de fadas.
O castelo tratou de quase tudo - considerando esse "tudo", a lacuna preenchida deliberadamente pela imaginação de uma criança. Tratou da higiene pessoal à relações familiares, da matemática e português à história, geografia e ciências.
Quando menos se percebia, num "passe de mágica", todos os personagens se articulavam em cima do assunto da vez. E contribuíam não apenas para o aspecto cognitivo, mas também no caráter estético que agregava à personalidade daqueles que os assistiam.

O clássico "Lavar as mãos", que mostrava como essa "arte" pode ser divertida, traz a voz do cantor Arnaldo Antunes.

Tia Morgana e Tio Victor levavam sabedoria e ordem, respectivamente. Morgana, com seus impressiontes 6 mil anos, conseguia abarcar boa parte dos acontecimentos da humanidade, relatando, por exemplo, conversas tidas com Salvador Dalí e Freud; ou então, descrevendo eventos que estava presente, como nos bailes do rei Luís XIV, na França.
Já o Tio Victor, com 3 mil anos, estabelecia as responsabilidades do sobrinho, proibindo-o de fuçar em suas coisas, quando saia para trabalhar. E sua furia, em determinados momentos, evocava em voz alta os "raios e trovões", que chegavam a refletir no vidro das janelas.
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Morgana, tio Victor e a curiosa Adelaide; concentrados em um jogo mágico de xadrez,
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Tio Victor conhecia o sobrinho que tinha, por isso um aviso nunca seria demais.
As charadas aos visitantes eram elaboradas pelo porteiro, um ser de lata azul, com chapéu amarelo e nariz de palhaço. Que somente permitia a passagem pela porta principal se as mesmas fossem solucionadas, dizendo sua onomatopéica frase - "Plift, ploft, still, a porta se abriu!". O alvo, na maiorioria das vezes, era o animado trio formado por Pedro, Biba e Zeca.
Juntando-se ao Nino, os três criavam o elo afetivo dentro do castelo. Tanto é, que em diversas ocasiões, todos podiam colaborar na construção de uma ideia ou proposta de brincadeira. Pedro sempre sugestivo e Biba, a mais responsável da turma, tinham idade escolar muito próximas. Zeca, caçula e sapeca, também era responsável, mas pelas chamadas do quadro "Porque sim, não é resposta!"; que além de instigar a busca pela compreensão de certas coisas - como a causa do pensamento - trazia o hoje apresentador de televisão Marcelo Tas, no papel de Telekid.

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Todos se ajudavam para desmascarar o Dr. Abobrinha.
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Mais uma, das centenas tentativas de Nino em aplicar feitiços que recém aprendeu.
Nino, quando não inventava o que já existia, montava aparelhos no mínimo curiosos, como no dia em que fez a "matemáquina". Instrumento tecnológico com função de operar cálculos matemáticos em objetos reais, incluindo, por exemplo, a acidental duplicação do extraterrestre Etevaldo - interpretado pelo ator Wagner Bello, que devido uma fatalidade maior que essa, a AIDS, veio a falescer no período de gravação. A decorrente explicação dentro do castelo para essa ausência, foi a sua mudança para um longínquo planeta.
A delicadeza como eram conduzidas tais mensagens, fazia-se visível na figura do mau, representado por um indivíduo que só fala "abobrinhas": o vilão Pompeu Pompilho Pomposo, ou melhor, o próprio Doutor Abobrinha - que foi cortejado com o apelido após sua primeira aparição, onde perdeu a voz depois de um feitiço proferido por Morgana.
Suas tramóias, literalmente aparatadas dos pés a cabeça, sempre caiam por água abaixo quando alguém puxava parte do disfarce. A revelação de sua falsidade alegórica, por fim, atestava a inevitável derrocada da ganância pelo poder e a inútil tentativa de ludibriar os moradores - ou qualquer pessoa que seja.
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Quando Etevaldo chegava era diversão - e confusão - na certa. Teve que se mudar, mas deixou saudades e muitos sorrisos.
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Dr. Abobrinha nunca perdia a esperança de conseguir uma assinatura para derrubar o castelo.
Os encanamentos do castelo também era ocupado por outro Mau, que corria entre eles fazendo um estrondoso barulho, anunciando sua vinda com o repetido - "Tô chegando". Mas a bem da verdade, é que o bichano de pelos roxos e unhas grotescas carregava apenas o título de malvado, pois frequentemente recebia a intervenção de Godofredo, seu companheiro, nas histórias que nada tinham de "horripilantes", visto que ele jamais conseguia realizar o que tinha planejado - inclusive, fazia o contrário, pois acabava ajudando aqueles que seriam seu alvo. Como prova de sua indignação, desafiava os telespectadores num trava-línguas, dos quais teriam de acertar para não ouvir sua temida "gargalhada fatal".
O leque de figuras existentes no castelo era análogo ao de um saco de brinquedos e doces sortidos, onde independente do que se puxava, uma bonita surpresa aparecia. Ora tínhamos um agitado entregador de pizzas, com nome de instrumento musical, o Bongô; ora aprendíamos sobre o universo físico com um, ou melhor, dois cientistas muito peraltas que se confundiam na apresentação inicial de quem era quem, o Tíbio e o Perônio.
Mau e Godofredo.Ok.jpg Godofredo e Mau, que não era tão mau assim.
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Tíbio e Perônio, quer dizer, Perônio e Tíbio.
Da tradição folclórica às lentes da mídia, o Castelo Rá-Tim-Bum recebia o brilho dos visitantes, que literalmente traziam mais cor para enfeitá-lo. Com uma grande juba vermelha, reconhecia-se rápido a performática Caipora, que surgia cortando o vento no mais leve assobiar que escutasse. E a chocante peruca rosa não deixava dúvidas, era a Penélope esbanjando charme, procurando mais um "furo de reportagem" para colocar no seu telejornal.
No grupo de animais falantes havia a reclamona cobra Celeste, que sonhava mais do que tudo possuir asas para ser livre - inclusive, em um capítulo intitulado "Sonhos", ela chega ao ponto de construir uma para si. Já o gato pintado - que tinha apenas duas cores, branco e laranja - era menos melancólico e mais estudioso, pois tomava conta da enorme biblioteca de 1005 livros, contados e conferidos um a um por ele.
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Caipora dizia conhecer mais histórias da floresta do que o número de estrelas que existem no céu.
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Gato pintado, Celeste e Mau, manipulado por Cláudio Chakmati.
Sua apreciação pela literatura e arte também podia ser notada na gralha Adelaide, um tanto mais ingênua, claro, mas que já era suficiente para motivar a dúvida, sanada imediatamente pela ótima explicação de Morgana.
O ratinho, ao contrário dos outros, passava rápido e não falava nada, apenas cantava. O que fez seus quase "jingles" ficarem tão marcados, como o "Meu pé, meu querido pé" e o "Lata de Lixo".



Haviam outros personagens que falavam, mas em nada se pareciam com animais: era o dedo indicador Fura-bolos, que adorava fazer somas e se apresentar com a "Dedolândia"; e a dupla da pesada Tap e Flap, "pezudas" botas de voz grossa e topete bagunçado; que sintetizam perfeitamente o espírito do castelo numa pequena frase - "Nesse castelo, Biba querida, qualquer coisa pode ter vida!". Tap e Flap.Ok.jpg 
Tap e Flap, que sempre falavam rimando, fazendo uma visita a Nino, na oficina do Tio Victor.
Mais no alto, ninho e lustre também eram habitados. No primeiro, pelo João de barro e as duas melodiosas patativas - os passarinhos - que faziam qualquer um permanecer estático, tentando decifrar qual o nome do instrumento que fazia o som. E no segundo, pelas irmãs Lana e Lara, que realizavam simpáticos truques de fada para brincarem juntas.
E por ultimo, o personagem mais pontual do castelo: o próprio relógio. Que além de anunciar a chegada do tio Victor, chamava a atenção de todos para a entrada do quadro de Morgana, dizendo a sua bem humorada frase - "morcego, ratazana, baratinha e companhia, está na hora da... feitiçaria!".
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Rodeadas de imagens, desenhos e recortes, Lana e Lara sempre arrumavam um pretexto para aprender e ensinar.
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O relógio que nunca deixou atrasar uma diversão - nem a hora de ir embora.
Há 18 anos o Castelo mais Rá-Tim-Bum de todos os tempos estreava. Tanto na televisão como em nossos corações. Ganhou prêmios de melhor programa infantil - incluindo a prata no Festival de Nova York - e alcançou índices de audiência que surpreenderam a categoria.
Mas, todas as honras não foram senão a consequência de um mérito conquistado por excelência: o de contribuir na formação - e informação - do indivíduo. Que, mesmo a distância, era transformado em protagonista e fazia suas respostas serem ouvidas.
Nota: Para festejar a "maioridade" do Castelo, a TV Cultura disponibilizou todos os episódios no seu canal do Youtube e criou uma página virtual dedicada ao programa - de onde as fotografias desse post foram retiradas. Fuce como se fosse criança! http://cmais.com.br/castelo http://www.youtube.com/user/videocasteloratimbum

OBS: O Castelo Rá-Tim-Bum fez em 2014, 20 anos.

FONTE: © obvious: http://lounge.obviousmag.org/gincobilando/2012/09/castelo-ra-tim-bum-onde-tudo-tem-um-pouco-de-vida.html
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20 Anos Castelo Rá-Tim-Bum - Mais Cultura - 09/05/2014


25 de agosto de 2014


19 de agosto de 2014

Paciência

“Paciência é uma daquelas virtudes que pode transformar um momento de grande ansiedade em quietude, uma rápida agitação mental no fluir suave de um rio. Na presença de uma pessoa paciente somos envoltos por uma aura de calma como se entrássemos na luz tranquila da ausência de pressa dela. Mesmo quando ela está ocupada, a qualidade da sua ocupação irradia paciência. Para serpaciente, observe a natureza. A natureza é sempre pacientemente ocupada.”
Mike George
"Escolho os meus amigos não pela pele nem outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito ou os maus de hábitos.Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero o meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e aguentem o que há de pior em mim. Para isso, só sendo louco. Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta. Não quero só o ombro ou colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis nem choros piedosos. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos nem chatos. Quero-os metade infância e a outra metade velhice. Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto e velhos para
que nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca
me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril."
Oscar Wilde

18 de agosto de 2014

Sem "ingrisia" - "O sorriso de Marina"


ISADORA PERON
Segunda-Feira 18/08/14

Ao lado de caixão de Campos, vice conversou com familiares e lembrou ‘causos’ da campanha


Eram 4h30 da manhã de domingo no Palácio do Campo das Princesas quando Marina Silva foi avisar a viúva de Eduardo Campos, Renata, que iria para o hotel descansar um pouco. Estava junto da família do ex-governador desde o dia anterior.
Naquela hora, o velório do político morto tragicamente num acidente aéreo estava mais vazio. As centenas de pessoas que haviam esperado o corpo já haviam ido embora. As 100 mil que acompanhariam a missa daquele dia ainda não haviam chegado.
Os filhos de Campos estavam, literalmente, debruçados sobre o caixão. Marina se aproximou e, antes de partir, engatou uma conversa saudosa sobre “causos” da campanha com Renata e os filhos. Por alguns instantes, todos sorriram.

Márcio Fernandes/Estadão
A foto desse momento tem causado polêmica na internet. A imagem é compartilhada nas redes sociais com insinuações de que Marina, que será anunciada a nova candidata do PSB à Presidência na quarta-feira, não estivesse sofrendo com a perda do companheiro de chapa.
A ironia é que um dos “causos” contados por Marina era a lembrança de uma palavra que ela aprendera com Campos: “ingrisia”. A expressão pernambucana significa o ato de ficar arranjando problemas, de fazer picuinhas entre as pessoas.

FONTE: Estadão

Comissão do Senado estuda abolir "ç", "ch" e "ss" da língua portuguesa

Grupo técnico pretende alterar a nova reforma ortográfica, tornando a escrita mais próxima da fala

18/08/2014 Mal deu tempo para entender o que o último acordo ortográfico fez com o acento de voo, com o hífen de antissocial e com o trema de cinquenta, e uma nova proposta, ainda mais radical, já está em elaboração pela Comissão de Educação do Senado. 


A partir de 2016, se entrar em vigor o projeto que pretende fasilitar o ensino e aaprendizajem da língua portugezavosê poderá ser obrigado a escrever asim(leia outros exemplos abaixo).



As (mais recentes) novas regras para o português devem ser apresentadas pelo grupo técnico da Comissão de Educação até 12 de setembro. Elas podem alterar as mudanças que tinham obrigatoriedade prevista para o fim de 2012, foram prorrogadas por quatro anos, e que, até agora, quase ninguém aprendeu direito. Além de reduzir o número de regras e exceções na língua, o objetivo da comissão é expandir o debate com a comunidade, especialistas e países que falam o português.



— O projeto estava entrando em vigor sem ter sido discutido no Brasil. A Academia Brasileira de Letras (ABL) estava fazendo uma reforma sozinha, de um jeito muito conservador. Então pedimos o adiamento do prazo de obrigatoriedade e montamos uma comissão para propor novas regras, simplificar a ortografia e, principalmente, padronizar a gramática com outros países  — afirma o presidente da comissão, senador Cyro Miranda (PSDB-GO).



Como senador não palpita sobre a presença ou a ausência de "cê-cedilha, hagá ou ceagá", dois especialistas foram chamados para coordenar o grupo técnico: os professores de português Pasquale Cipro Neto e Ernani Pimentel, responsável pelo site simplificandoaortografia.com — que fomenta um movimento para "substituir o decorar pelo entender" e reúne pitacos de quem se interessar pelo assunto. 



— Por enquanto estamos juntando sugestões. Pretendemos redigir o conjunto de regras e apresentar entre 10 e 12 de setembro, no Simpósio Internacional Linguístico-Ortográfico da Língua Portuguesa, em Brasília. Esse projeto será levado ao Senado, que irá realizar uma audiência pública para ouvir todos que quiserem contribuir — diz Pimentel.




A polêmica não deverá ser pequena. Para a doutora em Filologia Românica e professora do Programa de Pós-Graduação em Linguística Aplicada da Unisinos, Dorotea Kersch, a proposta é um "absurdo, a legítima falta de ter o que fazer". 



— Não existe língua fácil ou língua difícil. Cada língua tem sua história e suas especificidades. Não é simplificando a ortografia que resolvemos os graves problemas de leitura e escrita de nossos alunos, que são escancarados a cada avaliação sistemática. Quem sabe os senadores se preocupam com coisas que realmente impactam o ensino, como salário de professores, ou uma política de ensino de língua adequada às diferentes realidades do Brasil — rebate.



Conforme o senador Miranda, o objetivo é ter a versão final do projeto pronta até maio de 2015 para que seja colocada em votação e possa entrar em vigor no início de 2016. Até lá (e se chegar lá), o processo é longo, e não são poucos os obstáculos. No caminho, ainda estão a resistência que mudanças radicais provocam, a morosidade com que o assunto é levado no Brasil — o último acordo ortográfico proposto foi discutido na década 1970, assinado em 1990 e aplicado a partir de 2008 — e a necessidade de se convencer todos os países a aprovarem a nova forma de se escrever português.

Conheça regras que devem ser propostas pela CE:

Fim do H no início da palavra:
Homem - Omem 
Hotel - Otel 
Hoje - Oje 
Humor - Umor 

G fica som de "gue":
Guerra - Gerra 
Guitarra - Gitarra 

CH substituído por X:
Chá - Xá 
Flecha - Flexa

S com som de Z vira Z:
Asa - Aza
Brasília - Brazília
Base - Baze 

X com som de Z vira Z:
Exame - Ezame
Executar - Ezecutar

C antes de E e I vira S:
Censura - Sensura
Cedo - Sedo
Cidade - Sidade

SS vira S:
Gesso - Geso
Fossa - Fosa

SC antes de E e I vira S:
Nascer - Naser

XC com som de S vira S:
Exceto - Eseto
Excêntrico - Esêntrico

O que mudou com o acordo de 2008:
O último acordo acabou com o trema, alterou 0,5% das palavras utilizadas no Brasil (1,6% da grafia usada em Portugal) e incorporou as letras "k", "w" e "y" ao alfabeto. O acento agudo desapareceu nos ditongos abertos "ei" e "oi" em palavras como "idéia" e jibóia" e nas palavras paroxítonas com "i" e "u" tônicos, quando precedidos de ditongo em palavras como "feiúra". O acento circunflexo deixou de ser usado em palavras com duplo "o", como "enjôo", e na conjugação verbal com duplo "e", como vêem e lêem. O temido hífen desapareceu em palavras em que o segundo elemento comece com "r" e "s", como "anti-rábico" e "anti-semita" — cuja grafia passou a ser "antirrábico" e "antissemita". O hífen foi mantido quando o prefixo termina em "r", como "inter-racial".

FONTE: Zero Hora 

Inteligência emocional é...

"[...] capacidade de identificar os nossos próprios sentimentos e os dos outros, de nos motivarmos e de gerir bem as emoções dentro de nós e nos nossos relacionamentos." 

Daniel Goleman (Psicólogo e PhD, abordou o conceito com o nome de inteligência emocional, em 1995, com o lançamento do livro de mesmo nome.)

Artigo 5º - Justiça restaurativa

Publicado em 30/08/2012
A Constituição assegura a quem entra com processo judicial ou administrativo e aos acusados o direito ao contraditório e à ampla defesa. A justiça restaurativa é uma das modalidades de resolução de conflitos e busca compensar, de forma material e moral, a vítima. Este é o tema do programa Artigo 5º da semana. A justiça restaurativa é discutida pela jornalista Flávia Metzker com o juiz Asiel Henrique e com a psicóloga Helena Maria Costa.
canalartigoquinto 

17 de agosto de 2014

Educação

"As crianças aprendem com o que elas convivem. Se uma criança vive com criticismo, ela aprende a condenar. Se uma criança vive com hostilidade, ela aprende a brigar. Se uma criança vive com tolerância, ela aprende a ser paciente. Se uma criança vive com encorajamento, ela aprende a ser confiante. Se uma criança vive com segurança, ela aprende a ter fé. Se uma criança vive com aceitação, ela aprende a encontrar amor no mundo."
Brahma Kumaris

14 de agosto de 2014

Administrar conflitos


Curso Administração de Conflitos - SENAC.


12 de agosto de 2014

Elevação


"Vá para o alto em direção ao Sol e absorva os raios das virtudes divinas completamente. Pratique ir com seus pensamentos elevados e você receberá poder espiritual." 
Dadi Janki

7 de agosto de 2014


“Misericórdia é ser compreensivo até o último momento e ajudar outros a fazerem o mesmo. Seria errado culpar alguém que nos machuca, pois a recriminação vê apenas o que está por fora e não a beleza encoberta que está por trás disso. Misericórdia é pensar, fazer e falar o que conduz ao interior, onde residem os verdadeiros motivos.''
Brahma Kumaris
Busque os verdadeiros motivos.

Escolha a calma para uma comunicação não violenta

Depoimento: Guilherme Carvalho
A campanha “Escolha a Calma” atinge uma parte importante do centro dos problemas da nossa sociedade. Com a nossa típica comunicação violenta no dia-a-dia, tendemos a ficar mais infelizes, mais improdutivos, mais frustrados e cada vez mais agressivos. Escolher a calma a cada dia, que eu traduziria para “praticar a comunicação não violenta” a cada dia, tem todo o potencial de melhorar o bem-estar geral. Precisamos escutar mais as pessoas, interessar-nos pelo que elas nos querem dizer, olhar atenciosamente para as necessidades e desejos de quem está ao nosso lado (e não apenas para as nossas próprias necessidades e desejos), olhar no olho do outro enquanto dialogamos, jamais “soltar indiretas”, e nunca pressupor que há maldade em qualquer ação do outro. Estes pequenos exercícios já representam um grande ganho de qualidade nos relacionamentos. Mais do que isso, expandir esta “prática da não-violência” para os nossos hábitos de consumo faz com que a calma e a paz cheguem mais longe. É essencial, para tanto, evitar ao máximo que se comprem produtos e serviços que foram gerados com sofrimento, exploração, violação de direitos e maus tratos.
Guilherme Carvalho - Recifense vivendo em São Paulo, biólogo, Secretário Executivo da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB)

Razões para acreditar no mundo e ser mais otimista (revista Vida Simples) - Uma das razões:

FUTURO POSITIVO
Diretora de pesquisa do Núcleo de Estudos do Futuro da PUC-SP, a futurista Rosa Alegria fala da importância do otimismo para criarmos o futuro.
Como a imaginação otimista influencia o amanhã?
Apesar de o futuro não ser algo concreto ainda, o mecanismo da imaginação é poderoso na possiblidade de criar mundos novos. E quando ele existe no imaginário coletivo, há muito mais poder. Se você foca só no negativo, perde a chance de gerar o novo.
Como surgiu a rede Imagens e Vozes de Esperança, que quer que a mídia seja agente benéfico para o mundo?
Em 1999, a jornalista americana Judy Rodgers perguntou: o que nós, produtores de conteúdo, estamos fazendo para melhorar o mundo? Essa pergunta foi fundo e as pessoas despertaram para a nobre missão de criar o imaginário positivo. Mas quero deixar claro que otimismo é consequência; sem esperança, ele é vazio. E a esperança é o contato que sua imaginação tem com a realidade das possibilidades. A esperança é a matéria-prima do otimismo.

5 de agosto de 2014

Respostas conscientes


“Pense nas situações ou nas atitudes dos outros que lhe perturbam. Agora, conscientemente, escolha ficar inabalável diante dos comportamentos deles. Tudo externamente é um estímulo – experiências do passado, situações presentes, movimentos planetários. Mas, independente do estímulo, a resposta aos fatos é sua criação. Eu, o ser, já sou paz, amor, contentamento. Nada precisa ser perfeito externamente para que possamos experimentar nossas próprias qualidades. Nós já temos isso.”

BK Shivani, Awakening with Brahma Kumaris

1 de agosto de 2014

10 ações diárias que ajudarão a deixar você mais inteligente

Não são só os genes e a escola que formam sua inteligência. A forma como você leva a vida e as informações que chegam ao seu cérebro também contribuem para seu potencial mental. Pensando nisso, o site Business Insider preparou uma lista de 10 pequenas ações que podem ser tomadas no seu dia a dia e que farão diferença. Confira abaixo:


1. Aproveite melhor seu tempo online
Checar as redes sociais, acompanhar sites de entretenimento e ver vídeos engraçados no Youtube são formas legais de se passar o tempo na internet, é verdade. Mas nem todo o seu tempo livre precisa ser gasto assim. Troque o vídeo viral do dia por alguns minutos consumindo algo mais nutritivo para sua mente. Cursos e palestras online (nosso ADM Talks tem maravilhas!), por exemplo, são boas opções.
2. Escreva o que você aprende
Não precisa ser algo longo ou elaborado, mas reserve um tempo para refletir e escrever sobre o que você aprendeu durante o dia. Pesquisadores recomendam a prática para aumentar sua capacidade intelectual.
3. Faça uma lista de coisas feitas
Em vez de fazer uma lista de coisas que você precisa fazer, escreva o que você já fez. Confiança e felicidade estão diretamente relacionadas à inteligência, e lembrar todas as coisas que você já conseguiu lhe deixará satisfeito.
4. Pegue seu jogo de tabuleiro
Jogos de tabuleiro e quebra-cabeças são divertidos e também ajudam a exercitar o cérebro. Jogue Batalha Naval, xadrez, jogos de cartas e faça palavras-cruzadas sem dicas ou ajuda de outras pessoas.
5. Tenha amigos inteligentes
Seu QI é a média do QI das cinco pessoas mais próximas a você. Isso significa que você deve se cercar de pessoas inteligentes. Pode até ser meio difícil para sua autoestima, mas ser amigo de pessoas mais inteligentes que você é uma das formas mais rápidas de se aprender.
6. Leia bastante
Todos sabem, mas não custa repetir: leitura é essencial. Não há um consenso sobre qual o melhor tipo de leitura, pode ser o hábito de ler jornais todos os dias ou ler uma variedade de ficções e não-ficções, mas todos concordam que a quantidade é importante. Apenas leia.
7. Explique para os outros
˜Se você não consegue explicar algo de modo simples é porque não entendeu bem a coisa", afirmou Einstein. E ele está certo. A melhor maneira de saber se você realmente aprendeu algo é tentando explicar. Tente sempre explicar aos outros coisas que você aprendeu. Adquirir novos conhecimentos é fácil, difícil é mantê-los. Ao explicar, sua mente realmente retem as informações.
8. Faça coisas novas inesperadas
Depois de largar a escola, Steve Jobs resolveu fazer um curso de caligrafia. Parecia irrelevante na época, mas as lições de design que teve acabaram lhe servindo para criar os primeiros Macs. A lição: você nunca sabe o que será útil no futuro. Tente coisas novas, sem saber realmente como lhe servirão. No futuro, coisas que antes eram aleatórias podem se ligar e se tornar experiências importantes.
9. Aprenda um novo idioma
Você não precisa virar fluente ou correr para outro país para aprender um novo idioma. Estude no conforto de sua casa, nos diversos cursos online que podem ser encontrados na internet, e ainda colha os diversos benefícios para sua mente.
10. Descanse um pouco
É muito importante tomar um tempo para deixar sua mente livre de qualquer estimulação. Dê espaço para que ela processe tudo que aprendeu. Sente em silêncio, exercite-se, passe algum tempo apenas pensando.