31 de julho de 2014

Para alguns viajar é sempre caro demais


Em meados dos anos 90 a garotada da minha rua foi passar férias em Florianópolis. A grande maioria tinha uns doze anos de idade no máximo. A grana era pouca e nós combinamos que – no último dia de viagem – faríamos um passeio de banana boat para fechar com chave de ouro.
Todo mundo concordou, exceto um garoto chamado Murilo. Ele argumentou que desejavacomprar um mini game na feirinha da praia e naquela altura era uma coisa ou outra. Acabou optando pelo brinquedo.
Acontece que o passeio de banana boat foi muito divertido, cheio de histórias maneiras. O evento foi tão marcante que até hoje essa mesma galera se encontra vez ou outra e comenta do passeio. Exceto o Murilo, é claro. Ele não curtiu a aventura porque decidiu comprar algo em vez de viver algo. Eu sempre lhe pergunto:
- E aí Murilo, onde anda aquele seu mini game?
Ele nem se digna a responder. E por mais que disfarce – ao ouvir a alegria dos nossos comentários sobre aquele momento compartilhado – ele se ressente por não ter ido junto.Aprendeu na prática que um bom momento guardado na memória é a coisa mais valiosa que existe.
Você provavelmente conhece pessoas como Murilo. Eles sempre acham qualquer aventura cara demais, mas nunca reclamam do preço da nova TV de plasma…
Não estou dizendo que seu dinheiro não deve ser gasto com o que você gosta. Se o cara curte aquários ou windsurf e põe o dinheiro dele nisso, tudo bem. Acontece que hoje há uma discrepância muito grande entre gastos do tipo material e do tipo imaterial. Note que se eu compro um carro de 15 mil isso faz muito sentido para a maioria das pessoas, porém se eu gastar 15 mil em algo imaterial como uma viagem ou qualquer coisa intangível serei visto como um maldito esbanjador.
Por que julgamentos tão diferentes? Porque há uma ideia chula de que dinheiro bem gasto é dinheiro convertido em bens materiais. Essa é a falácia mais burra que já ouvi, mas encontra sentido em nosso mundo de aparências. Afinal, se eu não posso mostrar não tem graça e assim as aquisições imateriais ficam em segundo plano. O que trago de uma viagem além das lembranças do que eu vivi? Já o carro novo pode ser mostrado ao outro, é um objeto que está na vitrine da sua loja/vida. O problema é que as coisas envelhecem e perdem a graça.
É um princípio da nossa estranha natureza humana. Desejamos algo, possuímos esse algo e enjoamos desse algo tão rápido quanto uma estação do ano. Assim aquele celular tão desejado em pouco tempo se torna uma bobagem guardada na gaveta. E lá está você novamente à espera de um novo desejo.
Não se trata de achar que os gastos materiais não são necessários também. Ninguém quer viver dormindo na calçada ou dependendo sempre de transporte público e isso não é ruim. O problema começa quando se entra em um ciclo de desejar uma casa melhor, um carro melhor, um celular melhor, etc. Tem gente que fica tão envolvida nisso que esquece de analisar se esse “melhor” é realmente necessário. Partindo desse conceito simples e manjado há séculos a Apple – só para citar um exemplo – tornou-se uma empresa bilionária com seus Iphones que mudam de número, mas pouco aumentam as funcionalidades.
Por que não investir nossos gastos em bens imateriais? Melhor desejar uma nova experiência gastronômica, um encontro com os amigos, uma viagem. Esses momentos não podem ser guardados, mas são eles que definem se a vida de alguém foi bem aproveitada ou não. Sabe aquele acampamento com sua família lá onde o Judas perdeu as botas? Nunca será esquecido, por bem ou por mal. Jamais será como um celular novo perdido no fundo do armário.
Já citei essa história em outros textos, mas ela resume bem as minhas convicções sobre o tema. Um dia encontrei um viajante desses que fica anos na estrada. Ele me disse que viajar era seu único objetivo de consumo. Dos outros ele abria mão sempre. Eu perguntei por que. Ele respondeu:
Se eu compro alguma coisa material, enjôo dela em um mês. Isso acontece porque sou humano e meus desejos sempre se transformam em indiferença depois de um tempo. Mas com viagem é diferente. Viagem é um produto que eu só posso usar durante um determinado tempo, o período em que fico visitando aquele determinado lugar. Disso eu nunca me canso, porque nunca vou guardar uma viagem na gaveta. Ela sempre vai ser minha por pouco tempo e depois vai embora. Por ser humano, a ideia de jamais poder possuí-la fará com que eu sempre me lembre dela com nostalgia, desejando viajar mais e mais.
Quem dirá que ele não tem pelo menos um pouco de razão?
Abraço!

Por Hypeness - Série fotográfica coloca humanos em meio a vastas paisagens pra mostrar como somos pequenos

Randy P. Martin é um fotógrafo que vive em Chicago, Estados Unidos, mas que faz parte do seu trabalho nos mais variados pontos do mundo. Na mais recente série, intitulada We Are Tiny (“Nós Somos Minúsculos”, em tradução livre), Martin coloca figuras humanas em vastos e impressionantes cenários.
Vistos assim, os corpos não passam mesmo de pequenos pontos numa paisagem muito maior. A série serve para que não nos esqueçamos do nosso lugar no universo, respeitemos a natureza e o que nos rodeia. As fotografias do norte-americano se destacam por serem granuladas e pelo dinâmico jogo de luzes.
Veja o resultado:
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todas as fotos © Randy P. Martin
FONTE: Hypeness 

30 de julho de 2014

Por Hypeness - Artistas palestinos transformam fumaça das bombas israelenses em imagens poderosas

Enquanto o conflito na faixa de Gaza parece não encontrar o caminho da paz, artistas locais se mobilizam através da arte. A fumaça de explosões vista em algumas imagens de guerra na Palestina ganhou um toque de criatividade e foi transformada em outras figuras, por meio de desenhos feitos por Tawfik GebreelBushra Shanan e Belal Khaled.
As sobreposições respondem às crises no país e procuram enviar uma mensagem humanitária universal, com o uso de símbolos de esperança e outros desenhos, que prestam homenagem aos mortos durante o conflito, à resistência e rebeldia.
Sabe quando ficamos olhando as nuvens em busca de figuras? A ideia partiu disso, seguindo os contornos exatos das fumaças. Só que, neste caso, a busca por conforto e até uma certa fantasia é ainda maior, servindo como um refúgio em meio à guerra e um grito de esperança.
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Todas as fotos © Tawfik Gebreel, Bushra Shanan e Belal Khaled
FONTE: HYPENESS 

Crimes contra a honra


Calúnia (art. 138), difamação (art. 139) e injúria (art. 140) são crimes! Para denunciar a ocorrência de calúnia, injúria ou difamação a pessoa deve juntar as provas do fato e procurar um advogado para que ele apresente uma queixa-crime ao juízo criminal da sua cidade, se houver, ou ao juiz da comarca. 
Código Penal: http://bit.ly/1kR39ir

Cooperação

“Trabalhar em conjunto é permitir que as especialidades de cada um contribuam com a tarefa a ser feita. Na cooperação há uma capacidade de apreciar os outros e sua contribuição. Não há ego das próprias especialidades, mas uma valorização natural de todos aqueles que participam. Assim há sucesso não só para a tarefa mas para todos. Sempre que me envolvo com os outros para fazer alguma coisa, o trabalho por si só é importante. Mas quando eu entendo a importância da cooperação consigo reconhecer as especialidades de cada um. Tenho fé no que a outra pessoa pode contribuir e dou espaço para ela fazer isso. ”
Brahma Kumaris

29 de julho de 2014

Por Hypeness - Ilustrações mostram como comentários maldosos afetam a vida das pessoas

Talvez você já tenha passado por isso: durante um dia inteiro, você recebe vários elogios de como está bonito (a) ou bem arrumado (a), mas, 5 minutos antes de acabar seu expediente de trabalho, alguém fala pra você: “Nossa, como você tá.. cheinho (a)“. E pronto, é o suficiente para arruinar seu dia e fazer com que todos os elogios anteriores desapareçam e você só lembre do último comentário ruim.
Pois é, as palavras têm poder mesmo. Postamos aqui no Hypeness há alguns dias sobre uma ilustradora mineira que fez vários desenhos com frases lembrando que a mulher é dona do próprio corpo (relembre aqui). O post foi talvez um dos mais debatidos na história do Hypeness (quase 2 mil comentários), o que mostra que muito ainda existe muito para conversar sobre o tema.
Conhecemos então o trabalho de uma outra ilustradora, chamada Katarzyna Babis, radicada na Polônia, que fez algumas representações de situações em que pessoas fazem comentários estúpidos e não fazem ideia do quanto esse comentário afeta a pessoa que é alvo das palavras.
Veja os desenhos, reflita e nos diga se você já escutou algo parecido.. ou já falou algo parecido, e entenda por que isso é tão grave:
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Traduções originalmente feitas pelo site Papo de Homem.
FONTE: Hypeness

24 de julho de 2014

Por Sommelier Wine, "Que uva é esta?" Da Série Uvas - Pinot Noir

Delicada e elegante são dois adjetivos mundialmente utilizados para definir a Pinot Noir. Natural da Borgonha, essa uva possui casca fina. Saiba mais!
Somente alguns países obtiveram êxito no manejo dessa casta como a Nova Zelândia,Estados Unidos e há alguns poucos exemplares na África do Sul e no Chile.

Características dos vinhos da uva Pinot Noir

A Pinot Noir também elabora vinhos brancos, fazendo parte da composição doChampagne juntamente com a Pinot Meunier e a Chardonnay.
Como um clássico tinto da Borgonha, ela exibe aromas de cereja, framboesa, morangos, terra úmida e cogumelos, notas de couro e especiarias, quando maduro, e nuances de tosta, se for amadurecido em carvalho.
Quando cultivada em regiões quentes perde suas características sutis e passa a transmitir aromas exuberantes de fruta vermelha madura ou de geleia, deixando de lado a elegância.

Dicas de harmonização com os vinhos da Pinot Noir

Por ser um tinto leve, sua versatilidade possibilita a harmonização com carnes vermelhas de textura macia e pouca gordura, aves assadas ou ensopadas, vegetais cozidos, risotos, alguns peixes de sabor acentuado como atum e salmão e queijos de massa mole.
Pratos clássicos que acompanham um Pinot Noir são escargot à la bourguignonne e coq au vin. Outras combinações são: língua de boi ao vinho tinto, peito de pato em molho balsâmico, ensopado de galinha d´angola e cogumelos recheados.
No caso do Champagne, seja rosé ou branco, harmoniza com entradas frias, risoto de camarões e tartar de salmão fresco ou defumado.

Dicas de vinhos de Pinot Noir

Champagne Montaudon Brut - É possível sentir as borbulhas delicadas encherem a boca com muito sabor e elegância. Com sabor seco, textura cremosa e refrescante, de ótima persistência. Um legítimo champagne que conquistou 92 pontos Wine Spectator.
Bueno Bellavista State Pinot Noir 2012 – A Miolo se tornou o maior grupo vitivinícola do país e lança a linha Bueno, ao lado do famoso comentarista esportivo Galvão Bueno e sob assessoria do enólogo Michel Rolland. Redondo e frutado, este pinot noir é ótima companhia para um pato assado.
Trapiche Rocle Pinot Noir 2012 – Trapiche é ótima representante argentina, seus vinhos são sinônimo de diversidade e qualidade. A linha Roble consiste em vinhos amadurecidos, frutados e muito saborosos, como esse pinot noir, que é par perfeito com frango assado com batatas douradas.
FONTE: Sommelier Wine 

23 de julho de 2014

A vida do homem que era catador e virou médico com a ajuda de livros encontrados no lixo

por Hypeness 

"A Educação é capaz de mudar a história, mudar biografias..." Cícero Pereira Batista

Quais são seus obstáculos na vida? Você pode falar que o seu problema é maior do que o de outra pessoa, mas a verdade é que a única solução para qualquer problema é simples: enfrentá-lo e resolvê-lo.
Existem pessoas com tanta vontade de vencer na vida de forma correta, que mesmo diante dos maiores obstáculos, conseguem encontrar saída e tornar-se vencedoras. É o caso de Cícero Pereira Batista, 33 anos, que comemora – merecidamente -, o diploma de médico, conquistado graças à sua obstinação, como ele mesmo define.
Cícero cresceu em Brasília, em uma área com altos índices de violência, junto com mais 20 irmãos, e sua mãe entrou para o mundo do alcoolismo (depois da morte do pai) pra tentar fugir das dificuldades que apareciam. Os problemas cresciam e o irmão mais velho de Cícero passou a traficar e usar drogas.
Diante de grandes dificuldades, Cícero teve que aprender bem cedo a encontrar meios para sua subsistência, procurando no lixo algo para comer e alimentar seus 20 irmãos. Muitas vezes encontrava pedaços de alimentos estragados, iogurte vencido, dentre outros, mas era aquilo que os alimentava. E o mesmo lixo que o alimentava foi também o lugar onde lhe surgiu a oportunidade de uma vida melhor.
Cícero guardava livros e vinis que descobria no lixão e que passaram a ser seu refúgio e chance de fugir momentaneamente da realidade, embarcando em outros pensamentos lendo livros ao som de Bethoven e Bach, seus músicos preferidos (que só podia escutar graças à boa vontade de um vizinho, que deixava usar sua vitrola).
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Vendo a aptidão e gosto pela leitura de Cícero, uma das irmãs resolveu matriculá-lo em uma escola pública, onde conseguiu, com ajuda de amigos e professores, chegar ao ensino técnico decidindo logo depois fazer o curso técnico de enfermagem, onde passou em segundo lugar na seleção feita pelo Cespe, banca que integra a UnB (Universidade de Brasília).
Logo depois de concluir o curso, conseguiu aprovação no concurso da Secretaria de Saúde para Técnico em Enfermagem e começou a trabalhar em um hospital público. Mas ele não pensou parar de estudar e fez então vestibular para Medicina em uma faculdade particular. O salário que recebia ia todo para o pagamento da mensalidade.
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Como a rotina estava muito difícil, Cícero decidiu fazer o Enem e tirou nota suficiente para lhe garantir uma bolsa de estudos, e passou a estudar medicina no Gama (DF), onde enfrentou o preconceito racial e a rotina de estudos. Mas para quem trazia cicatrizes da infância, ser vítima de preconceito era apenas mais uma etapa a ser vencida.
“Eu nunca pensei em desistir. Meus companheiros sempre foram os livros e a música clássica me dava leveza de espírito para seguir em frente. Eu pensava que se Beethoven se tornou um dos grandes compositores da história, eu também poderia me tornar um bom médico.”
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Sua forma otimista de levar a vida deu certo. No dia 6 de junho deste ano, o ex-catador de lixo tornou-se médico e está focado em ser um bom médico, dar uma vida melhor para sua mãe e especializar-se em psiquiatria ou pediatria. E ainda pensa em estudar Direito – “quem sabe?”, diz o agora Dr. Cícero. Alguém duvida?
Abaixo um vídeo onde ele conta um pouco de sua história em um programa de TV local:


Post por Razões para Acreditar | via | Foto: Breno Fortes/CB/D.A. Press
FONTE: Hypeness 

PESSOA OU OBJETO? ANIMAÇÃO PREMIADA QUESTIONA OS MODELOS DE TRABALHO ATUAIS

por Nômades Digitais
Já passou da hora de revermos os meios de trabalho, que se baseiam num modelo que não mais acompanha a evolução da sociedade e das grandes cidades. É hora de também refletir sobre a qualidade e condições de vida a que os trabalhadores estão sujeitos diariamente.
A animação El Empleo (“O Trabalho”), do argentino Santiago Bou Grasso e do estúdioOpusBou, foi lançada em 2008 para questionar e propor uma reflexão sobre as relações de trabalho atuais. Em 7 minutos, e sem precisar de diálogo, o curta retrata a cansativa rotina de milhões de pessoas.
Num mundo corporativo onde pessoas são meramente utilizadas como objetos, suscetíveis a constante substituição e consequentemente com medo disso, os funcionários são retratados no desenho através de um homem que diariamente busca ânimo para se levantar e seguir rumo às suas atividades cotidianas.
A animação de tema simples e melancólico conquistou mais de 100 prêmios internacionais com sua crítica ao sistema. Uma maneira legítima de demonstrar como podemos ser escravos das vontades alheias e como a falta de ação não gera reação alguma na busca por nossos objetivos,  até o fim de nossas vidas.
Assista abaixo e tire suas conclusões:

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Segunda Chance, conheça a agência de empregos feita por e para ex-presidiários


Há quem pense que a prisão é o preço que se paga pelo crime, mas a verdade é que esse preço vai muito além. A reinserção do ex-detento na sociedade tem como principal barreira o preconceito, principalmente na hora de se candidatar a uma vaga de emprego.
Para tentar driblar isso, o grupo cultural AfroReggae, conhecido por seus projetos sociais, criou aSegunda Chance, uma agência de empregos administrada por ex-presidiários que tem como objetivo colocar  pessoas também ex-presidiárias no mercado de trabalho. Operando nas duas sedes, Rio de Janeiro e São Paulo, o processo de seleção é todo feito por ex-comandantes do tráfico que cumpriram suas penas e mudaram de vida. Empregados como executivos da agência, eles têm o ofício diário de receber os candidatos e entrar em contato com empresas para firmar parcerias e conquistar vagas. Se antes eles contratavam para o crime, agora contratam para o mercado de trabalho lícito e ainda mudam a vida de outras pessoas ligadas a esse mundo. 
Graças à parceria com mais de 50 empresas brasileiras, já foram atendidos 3099 ex-detentos, sendo que 15% (450 pessoas) foram contratados. Dar essa chance ao ex-detento é permitir que ele não volte para o crime e que consiga firmar sua proposta de vida lícita.
Afinal, todos merecemos uma segunda chance, não é mesmo?


Para chamar atenção dos diretores de RH e empresários, foi criado um calendário retratando 12 ex-presidiários e a sua convivência diária com o preconceito (cada um conta a sua história e dá o seu depoimento, feito à mão). Ao todo, foram enviados 600 calendários e a pergunta que paira sobre eles – “você daria emprego a um ex-presidiário?”.

FONTE: Hypeness 

Alemã passa um ano sem comprar nada

Já imaginou se nosso sistema econômico atual entrasse em colapso, e de um dia para o outro você não tivesse mais como se sustentar usando dinheiro?
Foi isso que a jornalista alemã Greta Taubert, 30 anos, fez, deixando seu apartamento em Leipzig, cidade próxima de Berlim, e colocando uma mochila nas costas para ir de carona até à região de Barcelona, onde ficou durante 12 meses longe das facilidades do consumo, de lojas e sem gastar um único centavo.
A decisão de fazer o experimento aconteceu em uma tarde comum de domingo, na casa de seus avós, onde estavam todos ao redor de uma mesa farta, comendo as mais variadas iguarias. Ela então se deu conta que todos os membros da família que estavam sentados à mesa já haviam experimentado a falha de um sistema: seus pais formaram família, tinham empregos até 1989, quando o muro caiu, seus avós eram pequenos quando Hitler tentou construir o ‘Reich de 1000 anos’ (que, felizmente, 12 anos depois, acabou) e seus bisavós nasceram durante a monarquia. Ou seja, três gerações com três ideologias e experiências limite.
Ela então concluiu: “O que me tornou tão segura que este capitalismo ocidental com todas as suas perversões — hiper-consumismo, recursos finitos e desigualdades — deveria durar para sempre?”
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A reação da família foi de total desaprovação, argumentando que esta geração não está acostumada a viver com problemas existenciais, não está habituada a fazer trocas, não sabe consertar coisas, plantar e colher para ser auto-suficiente: tudo o que sabe é ir ao supermercado e comprar, o que a torna totalmente dependente. Com isso, consumimos, consumimos e consumimos.
Durante o ano que passou fora do mundo do consumo, Greta perdeu 20 quilos, seguiu uma comunidade de 30 agricultores, com a qual aprendeu a plantar seus próprios alimentos, aprendeu a caçar, pescar, construir móveis, conseguiu roupas usadas em forma de escambo, e conseguiu frutas e legumes que os supermercados consideram “feias demais” para serem vendidas. Aprendeu inclusive a preparar seu próprio xampú, desodorante, creme para o rosto e creme dental, tudo 100% orgânico.
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Uma de suas grandes descobertas e aprendizados foi saber que não há um círculo fechado de pessoas que procuram uma forma alternativa de pensar e agir: “encontrei jardineiros, “hackers”, “hippies”, homens de negócios, agricultores, anarquistas, artistas, bobos… E percebi que todos tinham o mesmo desejo de se manterem unidos e resistentes a tudo o que está acontecendo.”
Toda a experiência foi relatada no livro “Apocalipse Now“, que apesar do nome aparentemente pessimista, se trata de um novo olhar para muitas possibilidades de conseguir viver em comunidade e de como isso é essencial para nosso futuro. Mas também fica uma conclusão certeira: “Não é possível não consumirmos. Tudo o que fazemos está ligado à sociedade de consumo. Mas podemos lutar contra o lado perverso disto: o hiper-consumismo”.
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[via] FONTE: Hypeness

22 de julho de 2014

Série de fotos mostra o caminho que crianças ao redor do mundo percorrem para ir à escola

Como você ia para a escola quando era pequeno? A pé? De ônibus? De carona? Crianças em todo o mundo buscam a educação, mas chegar até ela nem sempre é tão simples como se pode imaginar. Andar por quilômetros, conseguir caronas em carroças e pegar um ferry são apenas alguns dos esforços que os pequenos fazem para conseguir chegar à aula a tempo.
Journeys to School é um projeto fotográfico apoiado pela UNESCO que busca revelar as dificuldades que estudantes dos quatro cantos do planeta enfrentam diariamente para estudar. Da Guiana à França, as incríveis fotos presentes na série servem como inspiração para todos nós. Afinal, apesar de todas as dificuldades enfrentadas por essas crianças, o estudo permanece como prioridade.
Confira algumas das imagens:

Sertão – Brasil
No cenário desértico, ainda mais prejudicado pela seca, as crianças vão à escola usando cavalos, jegues e carroças.
Crianças indo à escola em diferentes partes do mundo
Crianças indo à escola em diferentes partes do mundo
Fotos © Leonardo WEN
Misrata – Líbia
Em meio às constantes guerras, o estudo ainda é refúgio para muitas crianças na Líbia.
Crianças indo à escola em diferentes partes do mundo
Crianças indo à escola em diferentes partes do mundo
Fotos © Olivier Jobard
Wyalkatchem – Austrália
No nordeste da Austrália, as crianças desta remota vila usam o ônibus para chegar até a escola, localizada em uma cidade a cerca de 200 km de distância.
Crianças indo à escola em diferentes partes do mundo
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Fotos © David Dare Parker
Hoëdic – França
As crianças que habitam a ilha francesa de Hoëdic usam barcos diariamente para chegar à escola.
Crianças indo à escola em diferentes partes do mundo
Crianças indo à escola em diferentes partes do mundo
Fotos © François Lepage
Casablanca – Marrocos
Na cidade de Casablanca, é comum que as crianças cheguem até a escola a pé.
Crianças indo à escola em diferentes partes do mundo
Crianças indo à escola em diferentes partes do mundo
Fotos © Xavier Malafosse
Maripasoula – Guiana Francesa
Na Guiana Francesa, os bancos de terra que ficam entre o rio são habitados. Por isso, as crianças que moram por lá usam barcos e canoas para chegar até a escola (e acordam quando o dia ainda está pra nascer).
Crianças indo à escola em diferentes partes do mundo
Crianças indo à escola em diferentes partes do mundo
Fotos © Théophile Trossat
Djibo – Burkina Faso
Nos campos de refugiados, as crianças precisam andar quilômetros para conseguir chegar a uma escola.
Crianças indo à escola em diferentes partes do mundo
Foto © Holly Pickett
Alaska – EUA
Apesar do frio intenso e das constantes nevascas, as crianças da região continuam indo à escola. Para isso usam trenós motorizados.
Crianças indo à escola em diferentes partes do mundo
Crianças indo à escola em diferentes partes do mundo
Fotos © Loren Holmes
Nairobi – Quênia
Em algumas das maiores favelas do mundo, crianças não se intimidam na hora de irem à pé para a escola – é a única forma de garantirem seus estudos.
Crianças indo à escola em diferentes partes do mundo
Crianças indo à escola em diferentes partes do mundo
Fotos © Nichole Sobecki
Calcutá – Índia
Em uma das áreas mais populosas e pobres da Índia, crianças não medem esforços para estudar, apesar das condições de vida muitas vezes precárias.
Crianças indo à escola em diferentes partes do mundo
Crianças indo à escola em diferentes partes do mundo
Essonne – França
As crianças ciganas são minoria na Europa e, portanto, sua educação é bastante limitada. A ida à escola, neste caso, é facilitada pelo metrô.
Crianças indo à escola em diferentes partes do mundo
Crianças indo à escola em diferentes partes do mundo
Fotos © Jean Larive
Mae Sot – Tailândia
Todos os dias, muitas dessas crianças andam cerca de 40 minutos até conseguirem carona nessa moto, chamada de somlot, até a escola.
Crianças indo à escola em diferentes partes do mundo
Crianças indo à escola em diferentes partes do mundo
Fotos © Nicholas Axelrod
FONTE: Hypeness