28 de abril de 2014

Hoje, 28 de Abril - Dia da Educação


20 de abril de 2014

A Garrafinha Desaparecida

Era uma vez, uma noite sombria, quando uma trouxa dona de garrafinhas  inocentes perdeu sua garrafinha mais importante, a Garrafinha da Tampa Mágica. A qual era capaz de deixar qualquer namorado furioso, com cara de tacho.
Foi forjada pelos barrigas-verdes, mestres da arte das tampinhas: a mais interessante de todas era uma cujo poder impediria qualquer pessoa de falar, por mais fofoqueira que ela fosse. Na verdade, você já parou para pensar como as pessoas gostam de sempre reafirmar o óbvio e o mais óbvio..., parece que se elas não falarem tanto assim, os seus lábios vão grudar e eles nunca mais irão abrir.

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...A noite estava amena, era outono, então já começava a esfriar. Era época de engorda humana, ou seja, Páscoa. “o menino alegre a jogar e veio a sua irmã incomodar, sua garrafa com tampa mágica, queria encontrar”. 
Então ambos se meteram a procurar, sentaram, pensaram...#SherlockHolmes

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Só que de uma forma tosca e sem graça acabaram encontrando em cima da cama da irmã do meio, ao lado de uma caixinha mágica de maquiagem.

Para não dizer que essa história não tem graça, no final o Sherlock voltou a jogar e começou a escrever essa história sem graça enquanto sua assistente de investigação foi dormir.

Lucas Rabaioli Prestes
00:58h
20-04-2014

16 de abril de 2014

Meditação

"Todas as manhãs precisamos recarregar nossas baterias espirituais, ou seja, repor a energia que usamos no dia anterior. Essa energia está disponível no interior e no exterior. Dentro de nós há um centro espiritual de energia pura. Isto é o que somos. Fora de nós existe a Alma Suprema, a Fonte de Energia Espiritual. Ambas as fontes são invisíveis aos nossos olhos, mas quando acalmamos e concentramos nossa mente nelas, basta um segundo para alcançá-las. O método para isso é a meditação, o caminho para nutrir a alma. Meditação é o alimento que a alma anseia imensamente."
Brahma Kumaris

14 de abril de 2014

A lei de cada um - Martha Medeiros

Wesley Ramos é um menino de 11 anos que mora nos arredores de Sorocaba, SP, e que foi homenageado semana passada pela prefeitura da sua cidade por ter devolvido uma bolsa à dona e tudo o que nela havia, documentos e dinheiro inclusive. Foram concedidas honrarias públicas para o menino honesto.
A cada vez que isso é destacado no jornal, me sinto uma extraterrestre. Viver num país onde os atos que deveriam ser corriqueiros viram manchete é um sintoma da nossa deterioração moral. No jornalismo, existe uma máxima que diz que notícia não é um cachorro morder uma pessoa, e sim uma pessoa morder um cachorro. Wesley, que devolveu o que não era seu, mordeu um cachorro.
O comum tornou-se incomum porque nos habituamos a tomar atitudes desconectadas da ordem social. Na hora de bravatear, somos todos imaculados, os reis do gogó, que salivam de prazer ao apontar as falhas dos outros, mas, na hora de seguir a lei dos homens, refutamos a coletividade e tratamos de seguir nossa própria lei. E a lei de cada um é a lei de ninguém.
A estrada, o lugar mais superpovoado do verão, oferece um demonstrativo desse "cada um por si" que leva a catástrofes. A faixa amarela contínua serve para os outros, não para o super-herói do volante que enxerga mais longe e melhor do que os engenheiros de trânsito. Quantas doses de álcool se pode beber antes de dirigir? Para a lei geral estabelecida, nenhuma. Para a lei de cada um, o limite é decisão pessoal.
Choramos pelos mortos que ficam soterrados nas encostas por causa da chuva, mas dai-nos um terreninho em cima do morro e com vista pro mar, Senhor, e daremos um jeito de conseguir um alvará irregular.
A corrupção é generalizada. Na hora de espinafrar os Arrudas que surgem na tevê, somos todos anjos, mas quando surge uma oportunidade de facilitar o nosso lado, de encurtar caminhos, mesmo agindo incorretamente, não existe lei, não existe ética, existe apenas uma oportunidade que não se pode desperdiçar, coisa pequena, que mal há?
Honestidade e ética dependem unicamente do ponto de vista do cidadão: quando ele enxerga o outro fazendo mal, condena. Quando é ele que age mal, o mal deixa de existir, é apenas uma contingência. Essa miopia se corrige como?
Ninguém está imune a erros, mas seria um alívio se nossos erros se mantivessem na esfera particular. Quando agimos como cidadãos responsáveis pelo bem público, o erro de caso pensado deveria ser um crime. Aliás, é crime. Mas somos hipócritas demais e há muito que invertemos os princípios básicos da cidadania. Wesley foi homenageado por não ser mais um a inventar a sua própria lei, e sim por ainda acreditar na lei de todos.
Fonte: Jornal "Zero Hora" nº. 16214, 13/1/2010.

Coragem

"É dito que num campo de batalha é sensato conhecer o inimigo. Mas quem é o inimigo? Será que é aquela pessoa que me causa prejuízo? Não, os inimigos são as negatividades que me estão influenciando. No momento, elas estão em todas as partes do mundo. Usam disfarces poderosos, para conquistar novos clientes. Se quisermos vencer a luta, precisamos ter coragem para reconhecer, enfrentar e acabar, definitivamente, com as negatividades."
Brahma Kumaris

Flexibilidade

"A primeira virtude do ar é a flexibilidade. Por esse motivo, o ar nunca colide com nada. Seja qual for o obstáculo, o ar sempre passará ao redor. Isto nos ensina a evitar confrontos com as pessoas. Mesmo quando temos diferentes opiniões, se optamos por acomodá-las em nossa mente, nunca entraremos em conflito. Sempre é melhor passar por cima dos obstáculos do que bater nossa cabeça contra eles. Essa atitude permite economizar tempo, energia e paz na mente."
Brahma Kumaris

11 de abril de 2014


10 de abril de 2014

Exercite-se e colabore com o acendimento das luzes da rua

Por Colunista

Quando se fala em energia limpa, é comum pensar em energia solar ou eólica. Faz sentido, já que essas duas formas contribuem com mais de 18% da geração total de eletricidade em todo o mundo. Mas isso não significa que outras fontes renováveis não possam ser exploradas como energia alternativa.

Já foi publicada aqui no Greenstyle uma matéria sobre uma academia que reaproveita a energia dos atletas para manter luz, som e ventiladores ligados.
O Energyme funciona de forma parecida, mas a ideia é levar as pessoas para fora das academias, onde podem contribuir para manter as luzes da rua acesas. Para isso, os designers pensaram em um sistema em que os postes de luz são alimentados pelo movimento das pessoas que se exercitam em aparelhos públicos.
A ação de puxar as barras de metal produz uma intensidade de movimento – chamada de energia cinética, que é armazenada no interior do mecanismo para ser convertida em energia elétrica e acender as luminárias. Assim, em termos mais simples, podemos dizer que o ser humano é a fonte de energia “biológica” – em termos de calorias, que pode dar origem a um sistema de eletricidade sem qualquer taxa de emissão de carbono ou poluição.
Outro ponto interessante é que os postes seriam equipados com diodos emissores de luz, conhecidos como LEDs. Comparadas às fontes de luz incandescentes, os LEDs trazem inúmeras vantagens, como vida útil mais longa e menor consumo de energia.
Uma academia ao ar livre, acessível para todos, que contribui para a redução do consumo de energia, parece uma ideia promissora. E você, o que achou?
FONTE: Greenstyle

8 de abril de 2014

Presente

"Muitas pessoas tem o hábito de viver no passado ou viver no futuro. Mas o passado e o futuro não estão nas mãos delas. Elas acabam não apreciando nem o passado nem o futuro. Elas vivem num mundo de sonhos, imaginações e ilusões. Precisamos estar conscientes do presente. Precisamos tornar o momento presente o melhor momento. Este momento é resultado do momento que recém passou. Da mesma forma, o próximo momento será consequência do momento presente. Precisamos nos lembrar de estar presente no presente e apreciar a vida presente."
G. Surendran, Positive Life, Sapna book House, Bangalore
Brahma Kumaris

PERSUASÃO

O ALVO É SUA MENTE
A Primeira Aula de Advocacia da História da Humanidade
Nacir Sales
A advocacia nasceu nas praças, um produto da democracia. Nas Assembléias gregas todos podiam pleitear, acusar, reclamar, contestar, defender e, sim todos, podiam votar: absolver ou condenar. O povo decidia sobre a vida, sobre a morte, sobre o certo e o errado, a guerra e a paz.
Mas também decidia questões triviais, conflitos comerciais, danos materiais, desentendimentos, quebra de compromissos.
Logo uns absolviam mais que os outros.
Muito rápido, uns se tornaram conhecidos por condenarem outros mais que os outros.
Estes conquistadores de mentes, de votos, foram logo contratados, ou para ensinar a convencer ou para eles próprios convencerem os outros em nome do outro: surgiu a advocacia, grosso modo a 500 anos antes de Cristo (também julgado e condenado, indefeso).
Convencer, vencer, defender, este foi o motivo original da advocacia.
O PRIMEIRO GRANDE DEFENSOR FOI CONDENADO À MORTE
SocratesSócrates defendeu a si próprio. O sistema era assim: um vaso cheio de água vertia seu conteúdo por um tubo localizado na parte inferior. Ao término da água, terminava o tempo da defesa. Mas Sócrates, mesmo antes de ser julgado ou de promover sua defesa já estava condenado. E isto acontece hoje em dia também. Sócrates jogou luzes em um sistema trevoso e este mesmo sistema o condenou com antecipação: existem réus que entram na sala de audiência já tendo o Juiz uma prévia sentença, um julgamento antecipado, a audiência é apenas para formalizar a relação. Nestes casos, da mesma forma que o Juiz quer apenas realizar um ato técnico previsto na regra, o Advogado deve atuar de forma sutil, olhando à frente, com preciosismo, de olho no recurso, trabalha em silêncio, sem ser notado ou compreendido no momento, sequer seu cliente o compreende, o objetivo já não é mais aquele julgador mais o Juízo revisor do Tribunal a quem recorrerá.
Após o julgamento e condenação de Sócrates, o interesse pela persuasão, o argumento, a oratória, cresceu no mundo Helênico: afinal se até Sócrates que era homem justo, probo, honrado, simples e inatacável poderia morrer pela injustiça, o que dizer do cidadão comum?
Com a morte de Sócrates nasceu o Segundo Erro Judiciário que se tem notícia, a Justiça Injusta, falível, política, humana.
O PRIMEIRO ERRO JUDICIÁRIO
Primeiro Erro Judiciário foi a condenação dos comandantes da frota ateniense que derrotaram o a armada espartana. Após derrotar o inimigo, os comandantes foram recebidos no porto sob ordem de prisão, quando esperavam um festejo, uma recepção com honras aos heróis. Políticos tementes do poder militar manobraram a calúnia e sob a acusação de que tais líderes abandonaram combatentes atenienses ao mar, na pressa de receber as loas da vitória, conseguiram colocar o povo em revolta: era fácil, tratava-se de estimular viúvas e órfãos tomados pela histeria que hoje conhecemos como DOUTRINA DO CHOQUE, tal qual concebida pela Escola de Chicago, experimentada nos golpes autoritários da América Latina e convertida em tática na chamada Guerra Preventiva da era Bush, iniciada com o 11 de Setembro este a maior expressão da Doutrina do Choque havido em territórioNorte Americano (esta previsto a publicação neste mesmo Blog,  artigo dedicado à DOUTRINA DO CHOQUE).
Sócrates se opôs a manobra política e começou ai se destacar como…. a próxima vítima: os militares foram condenados também aos goles de cicuta, a mesma substância da injustiça cujo sabor Sócrates beberia, mais tarde, em seu momento derradeiro.
NASCEM AS DUAS PRIMEIRAS ESCOLAS, SIMULTANEAMENTE
Morreu Sócrates e nasceu também, anos após, as duas principais Escolas dedicadas àPersuasão: a de Isócrates e a de Platão.
O primeiro comprometido com a eficácia, com o convencimento, o segundo totalmente devotado à verdade.
plataoPlatão tornou-se platônico ao afirmar que a persuasão só deveria ser utilizada pelo Réu Culpado para convencer seus julgadores a condenar a si próprio, pois não havia condenação maior do que ser absolvido por uma decisão injusta, a honra do culpado estava em ser condenado e ele deveria utilizar a argumentação, a oratória, a persuasão em busca de tais objetivos.
Platão foi o grande guardião da Justiça, sua obra reflete o sofrimento de quem perdera o amigo e mentor Sócrates para o sistema da Injustiça.
Isócrates interessava-se tão só em vencer e convencer, a verdade não importava. Não precisa dizer que sua escola superava a Academia de Platão em número de alunos. A verdade fazia menos sucesso que a Justiça.
Enquanto Isócrates fundava a persuasão, Platão coloca sólido pilar em obra mais profunda: a Filosofia.
Mas Isócrates olhava para o lado e via toda espécie de oradores, até mesmo a pior espécie. Logo, passou a admirar Platão e deferir a ele alguma homenagem. Embora se interessasse exclusivamente pela eficiência de seu método, sem realizar um juízo de valor nos fundamentos éticos daquele que usava suas técnicas de persuasão, respeitava Platãopelo total comprometimento do filósofo com a virtude e a verdade.
E o mesmo aconteceu com Platão, que se rendeu ao reconhecimento de que Isócratesconstruíra um sistema funcional, descomprometido, mas funcional.
ARISTÓTELES ENTRA EM CENA
aristotelesNo meio de ambos surgiu um ator importante nesta história: Aristóteles, que derrotouIsócrates em um debate e que foi convidado para ensinar persuasão na Academia pelo próprioPlatão de quem se tornou discípulo.
Aristóteles resolveu a questão observando que um machado poderia se prestar para um fim mal, embora não fosse mal a sua natureza.
Assim também uma pedra poderia ser utilizada para matar, ou para construir.
Então isolou o mal do instrumento da maldade e legitimou a persuasão como instrumento para construção do bem.
Aristóteles benzeu a ferramenta e começou a estudar a arte, levando sua técnica a um patamar superior.
Mas a persuasão não era apenas um instrumento para fins forense, prestava-se para mais, para fins diplomáticos, políticos, religiosos, prestava-se para muito, muito mais.
A TESE DA CAPTURA
A cena é antiga: um fala outro escuta. Com o tempo, um fala dois escutam, três, uma multidão. A Tese da Captura realiza a política de Anexação dos Territórios. Uma mente capturada é um território. Um milhão de mentes capturadas, novos territórios, novas bases para novas operações. É um processo de contaminação que salta de nação para outra tal é a vocação e o desejo de ser capturada.
Você é o território a ser conquistado. Conforme a Tese da Captura sua mente é alvo do ataque de instituições, entidades e crenças. Onde existe um cérebro pensando existem inúmeras e simultâneas tentativas de invasão ao seu sistema de crenças, aos seus códigos morais, à sua bolsa de valores. Escravizar o seu cérebro, este é o objetivo dos que utilizam aTécnica da Captura. Um cérebro escravo contribui para o fortalecimento da entidade ou da crença que o escravizou. É o que a psicopolítica chama de “idiota útil“, aquele que bate palmas, balança a bandeira e paga a conta.
O IDIOTA ÚTIL
Explicando: cada cidadão é uma unidade que se capturado fortalecerá o todo, assim pensam entidades das mais diversas naturezas, seitas religiosas, ideologias políticas e, pasmem, corporações empresariais. As mais diversas indústrias adotaram a sua mente como alvo, a indústria da música, os ídolos, o cinema, a indústria cultural, cigarros, alimentos, bebidas, todos querem o mesmo alvo (e o mesmo bolso). Ninguém chega até ao seu bolso senão antes dominar a sua mente, a mente é o alvo primário, o bolso o alvo secundário.
Preconceitos, partidos políticos, torcidas de futebol, muitas e diversas são as crenças invasivas que pretendem fincar bandeira em seu território. E, para isso contam com um aliado em potencial: o seu desejo de pertencer a um grupo, a uma espécie distinguida de gente que além de lhe aceitar, empresta a você os seus símbolos, sua identidade. O “pertencimento” é uma vontade louca de pertencer a determinado grupo, herança de nossas origens tribais, afinal, o homem é um animal gregário por natureza. Quanto mais avança o isolamento e a solidão dos tempos modernos e da vida cosmopolita, mais aumenta a força de persuasão daqueles que tem por objetivo capturar a sua mente, maior é a carência e o desejo de pertencer, do cérebro ser anexado, colonizado, etiquetado.
O FLAUTISTA DE HAMELIN
Tese da Captura tem origem nos contos de fadas, nas histórias fantásticas e não escritas, transmitidas pela oralidade e que formavam um sistema mágico de encantamento, cujo objetivo era aprisionar, capturar a crença e, ao seu modo e ao seu tempo, educar: este processo atravessou os tempos e chegou até você, a quem lhe contaram mais de uma história infantil, fantástica, ilógica e absurda e de tal forma fascinante que logrou de capturar a atenção e a crença pueril. Muito antes dos Irmão Grimm escreverem seus clássicos,  Platão no Segundo Livro de República já advogava a censura às fábulas, segundo ele um “tecido de mentiras” e como “tudo depende do começo, sobretudo tratando-se de crianças, porque nesta idade as suas almas, ainda que ternas, recebem facilmente todas as impressões”, temia Platão que o temor à morte fosse instalada nas crianças, prejudicando a formação de guerreiros para a proteção futura do estado ideal: guerreiros que temem a morte tendem  à deserção ou à rendição, escolhendo a escravidão pelo inimigo à morte, se temida.
Os que utilizam a Tese da Capura querem dominar e, quando conquistam cravam sua bandeira, seu logotipo. Uma marca tem o poder de afastar outra, como que dizendo “este território já foi conquistado“. Então, quando uma ideologia se aproxima de uma mente e vê um símbolo distintivo (o logo de um partido político, por exemplo) a predadora vai buscar outro alvo, pois este está cativo. Símbolos que deferem uma exclusividade são também excludentes. Se um sinal marca a sua testa outro não conseguirá virar colar em seu pescoço, uma crença exclui a outra. A energia para se conquistar um alvo livre é muito menor do que a energia para expulsar uma crença e substituir por outro.
Al Ries e Jack Trout chamou à mesma técnica de POSICIONAMENTO, introduzindo o termo para a aplicação no marketing. Da gestão estratégica das marcas, migrou para o marketing político e daí, para ser apropriada pela psicopolítica, foi só um pulo.
A TÉCNICA EM MÃOS DOS AÇOGUEIROS
Contudo, a técnica é mais antiga: quando se formou o segundo cérebro já havia massa crítica para o jogo da dominação, percorreu as cavernas, as aldeias primitivas, habitou o Olimpo, a antiguidade grega, compareceu ao juízo de Sócrates, arregimentou legiões de soldados das mais diversas etnias, romanos, egípcios, peregrinou pelos desertos, visitou as masmorras da Idade Média, conduziu multidões em marchas firmes nos mais diversos campos, hipnotizou milhões a caminho da morte e acompanhou a todos até o momento derradeiro. Batizou pátrias, derramou o sangue de seus conquistados. Entronizou Napoleão, desenvolveu-se nas escolas stalinistas que competiram com as leninistas.  Formou o caldo de cultura da comunicação nazista. Inspirou bandeiras, revoluções, justificou o assassinato político de populações, explodiu para o mundo sob a forma de logotipos, logomarcas e logo conquistou a China. Migrou para a América Latina e a América do Norte onde encontrou seu estado de arte.
Hoje começamos este estudo, os primeiros passos para compreender a ação da Filosofia na formação do convencimento, do posicionamento e do julgamento. As ferramentas usadas para a construção e para a desconstrução.


"Não importa se você faz certo ou errado, as pessoas sempre vão encontrar um motivo para te criticar."

Clarice Lispector
"Se quieres cambiar, no puedes seguir haciendo lo mismo."

El Pepe, Pepe Mujica

"Se queres mudar, não podes seguir fazendo o mesmo."

7 de abril de 2014

"... e produzir conhecimento a partir de informação vem da interação."

MANUEL CASTELLS: "(...) Todos temos acesso, mais ou menos, à mesma informação, e produzir conhecimento a partir de informação vem da interação. Bom, tudo isso significaria romper com as relações verticais de poder da escola. E isso os professores não querem, a sociedade não quer, ninguém quer."
Nesta entrevista exclusiva ao Fronteiras Do Pensamento, o sociólogo espanhol Manuel Castells, considerado o maior especialista em movimentos sociais na era da rede, alerta: não é mais a informação que deve ser ensinada, mas sim como buscá-la e combiná-la aos projetos pessoais de cada aluno.
Para Castells, a insistência em uma pedagogia baseada na transmissão de informação é ultrapassada e perpetua relações verticais de poder, negando a interação e a construção conjunta do conhecimento - o caráter horizontal da rede. O papel informacional deve ser reajustado ao dar poder intelectual.
Assista ao vídeo com o sociólogo Manuel Castells: a obsolescência da educação. Ative as legendas no menu inferior do player, símbolo "CC" (closed caption).
-> Para assistir ao conteúdo em primeira mão, inscreva-se no canal do Fronteiras no YouTube. Sempre legendados, os vídeos são atualizados todas as segundas e quintas-feiras: http://is.gd/FronteirasYouTube
Manuel Castells, sociólogo espanhol, analisa o sistema de ensino contemporâneo na era da rede. De acordo com Castells, além de informar, a escola sempre interpretou outro papel: transmitir os valores dominantes e as formas de poder - as normas que as crianças precisarão aprender para viver em sociedade. Porém, argumenta, a obsolescência destes papeis nunca foi tão grande. Primeiramente, porque 80% da informação mundial está contida na Internet. Segundo, porque as instituições de ensino estão preparando "objetos submissos", que não podem ultrapassar o conhecimento do professor, que não deve ser desafiado, algo visto na proibição do uso da web nas salas de aula. Ou seja, as relações verticais de poder seguem perpetuadas e a interação e a construção conjunta do conhecimento seguem negadas. Conferencista do Fronteiras do Pensamento 2013.

Fronteiras do Pensamento | Produção Telos Cultural | Produção Audiovisual Okna Produções | Documentário Um mundo complexo | Direção e Edição Marcio Reolon | Direção de Produção Gina O'Donnell | Tradução Marina Waquil e Francesco Settineri

Documentário "Luz no Cárcere"

O documentário Luz no Cárcere exalta a prática de uma atitude inovadora: o projeto Direito no Cárcere, coordenado por Carmela Grune, diretora da empresa Estado de Direito Comunicação Social Ltda. O projeto promove o exercício da cidadania local, proporcionando plataformas de expressão do cotidiano carcerário aos apenados em tratamento de dependência química da Galeria E-1 do Presídio Central de Porto Alegre, no estado do Rio Grande do Sul, Brasil. Com a utilização dos meios de comunicação, oportuniza o acesso à justiça, à cultura e à informação, visando trabalhar as formas de sentir o direito pela emoção e o prazer lícito a partir do estímulo do imaginário social, a capacidade criativa, desenvolvendo um olhar de dentro para fora do cárcere, exercitando a alteridade com reflexo na família e na comunidade. A iniciativa contribui para o desenvolvimento de uma cultura mais plural, livre de preconceitos. Desse modo, através da implementação dos subprojetos: Literário, Direitos Humanos, Desmitificando o Direito, Rap Conexão Legal, Direito de Repente, CinePresídio e Vlog Liberdade, incentiva o resgate da autoestima, com o uso de pedagogia sensível, redescobrindo e retomando capacidades e sonhos para uma vida com cidadania e dignidade. 
Link do documentário http://youtu.be/p506zy5utN4.

Elenco Coletivo Luz no Cárcere

Carmela Grüne -- Coordenadora do Projeto Direito no Cárcere
Cássio Ricardo Santos de Lemos - MC
Clóvis da Costa - Compositor
Cristiano Santos da Costa - MC
Eduardo Fabian Estevez - Artista
Eduardo S Souza - MC
Eduardo Solari Lima - Tatuador
Felipe Loureiro Martins - Crítico Literário
Gerson Ben-Hur de Azevedo - Compositor e MC
Getúlio Silva da Rosa - Professor de Pandeiro
Kate Lima Dall`Agnol - Agente de Saúde
Lírio Pedro Rodrigues - Escritor
Lucas Fontes do Santos Neto - Tecladista
Luiz Loreni Mesquita da Silva - Poeta
Maichel Lemes - Consultor Jurídico
Rafael Leandro Silva de Souza - Compositor e MC
Rodrigo Matte - Compositor e MC
William Lima Barreto - Artista
Trilha Sonora Original
"Dia de Visita" (Clóvis da Costa)
Banda Cocada Preta -- "Esperança" (Produto Nacional)
Banda Brilho da Lata -- "Somos Iguais" (Leonardo Frodo)
Banda Brilho da Lata -- "Jesus Chorou" (Racionais Mc's)
"Projeto do E1" (Cristiano Santiago da Costa)
"Liberdade e Amor" (Cássio Ricardo Santos de Lemos)
"Tira essa pedra do caminho" (Clóvis da Costa)
"A Libertação" (Eduardo S. Souza)
"Jamais vou desistir" (Rafael Leandro Silva de Souza)

Equipe técnica

Produção e Direção Geral
Carmela Grüne

Direção de Produção:
2L Produtora

Roteiro
Carmela Grüne
Jerusa Campani
Juliana Loureiro

Pesquisa
Jerusa Campani
Juliana Loureiro 
Mauricio Vitoria
Patrícia Mello
Renata Guadagnin

Montagem
Jerusa Campani
Juliana Loureiro

Edição
Heinoê Ferreira (2L Produtora)
Jerusa Campani
Juliana Loureiro
Patrícia Mello (2L Produtora)

Direção de Fotografia
Carmela Grüne

Cinegrafistas
Carmela Grüne e Coletivo Luz no Cárcere

Áudio
Heinoê Ferreira (2L Produtora)

Videografismo e Finalização
Heinoê Ferreira (2L Produtora)

Material de Arquivo

Vídeo
Acervo Estado de Direito Comunicação Social Ltda.

Fotos
Sidinei Brzuska (fotos do presídio)
Acervo Estado de Direito Comunicação Social Ltda. 

Apoio
2L Produtora
Cármen Salete Souza
Jornal Estado de Direito
Renato de Oliveira Grüne

Agradecimentos
Brigada Militar do Rio Grande do Sul.
Brilho da Lata
Cocada Preta
Comando Selva
Dj Kymbo RJ
Exito de Rua
Galo de Souza
Leopoldo Fidyka
Mano Fangial -- Rodrigo Matte
MC Coé
Sidinei Brzuska
Superintendência dos Serviços Penitenciários (SUSEPE); 
Vara de Execuções Criminais do Rio Grande do Sul;
Ministério Público do Rio Grande do Sul;
Todas as pessoas que colaboram direta ou indiretamente para proporcionar um ambiente mais saudável aos detentos no Presídio Central de Porto Alegre.
Todas as pessoas que doam livros, roupas, equipamentos, contribuindo para a realização do projeto Direito no Cárcere.

WebSites
www.direitonocarcere.blogspot.com.br
www.youtube.com/vlogliberdade
www.facebook.com/DireitonoCarcere
"...O estudo da gramática não faz poetas. 
O estudo da harmonia não faz compositores. 
O estudo da psicologia não faz pessoas equilibradas. 
O estudo das "ciências da educação" não faz educadores. Educadores não podem ser produzidos. 
Educadores nascem. 
O que se pode fazer é ajudá-los a nascer. Para isso eu falo e escrevo: para que eles tenham coragem de nascer... " 
Rubem Alves



Percepção


"Nossa percepção é responsável por tornar uma situação um problema ou não. Problemas não residem nas situações. Problemas estão ocultos em nossas atitudes e percepções. A natureza humana - em sua natureza original e natural – é positiva. Pensamentos positivos e puros são alimentos para a mente e alma. Nós precisamos nos treinar a pensar positivo. Assim, com o passar do tempo, nossas percepções mudarão adequadamente."
G. Surendran, Positive Life, Sapna book House, Bangalore
Brahma Kumaris

6 de abril de 2014


3 de abril de 2014

"Cada final é meramente um começo." Continnum

1 de abril de 2014

Eu publiquei hoje no Grupo "Eu Não Mereço Ser Estuprad@ [OFICIAL]" do Facebook

Gurias preciso desabafar aqui e agora. Cheguei agora em casa, tinha aula na faculdade, vim bem rápido pra casa como sempre venho, pernada apertada, distância de 3 quadras, e boa parte do trajeto não é muito iluminada. Quase chegando em casa, virando a esquina, eu gelei.
Sabe quanto tu tem uma intuição instantânea?
Um cara moreno de boné, alto de camiseta do grêmio, calça jeans e casaco cinza/marrom claro, vinha vindo na minha direção. 
Eu passei por ele, faltando menos de 50 metros pra acessar meu prédio e ele fala as palavras mais sujas e sórdidas:
"Que cu heim, quero comer esse cuzinho."
Arrghhh que nojo, desgraçado!!!! Graças a Deus, Energia Cósmica, Sorte... ele continuou andando. E eu andei ainda mais rápido e entrei no pátio do prédio, que é escuro e a porta é chata pra abrir. Até que eu não entrei e passei a chave não me acalmei. 
To com as mãos tremendo e uma vontade apertada de chorar. Isso é raiva, medo, nojo, tudo junto e ao mesmo tempo. Como é horrível sentir isso, sentir esse medo, todos os dias ao voltar da aula e intensificado agora.
Cheguei em casa e pensei em duas 3 coisas: 
A primeira era que eu precisava falar pra alguém, desabafar e lembrei do grupo. 
A segunda é na sensação de injustiça e tristeza que o medo dá a gente só por ser mulher, e como seria melhor se os homens simplesmente respeitasse, passassem e não falassem nada, se não evitam olhar então pelo menos não falem e não façam nada com a gente.
E a terceira foi que eu lembrei que minha mãe já me disse pra comprar um spray de pimenta, e eu tenho que comprar.
Eu ainda tava com o celular sem bateria e não tinha levado um canivete que geralmente carrego na bolsa.
Até terminar de escrever isso aqui, já me acalmei um pouco, minhas mãos estão tremendo menos. 
Que bom ter esse grupo pra desabafar.


A menina e o general


"Em 1979, o general presidente João Baptista Figueiredo foi a Minas Gerais para o lançamento do primeiro carro à álcool da Fiat. Na solenidade de puxa-saquismo, salamaleques e zumbaias no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, um grupo de crianças foi levado para cumprimentar o ditador de plantão, no caso aquele que dizia preferir cheiro de cavalo ao do povo.

Diante da imprensa nacional e internacional, o general estendeu a mão para a primeira garotinha da fila. A foto, de Guinaldo Nicolaevsky, diz tudo. A bela recusa da menina ao cumprimento ficou para a história.

Não se teve mais notícia da garota, que hoje deve estar com quase 40 anos. Em 2008, o sítio (tudo bem, site), brpress lançou uma campanha para localizá-la, e várias outras páginas na internet aumentaram a rede de procura."


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Meu momento de "menina e o general":
Eu fiz isso uma vez. 2006, Colégio Agrícola, me lembro como se fosse hoje, Lauro Chiele chega na sala de aula em campanha para diretor, e queria tirar foto com a turma. Me levantei e saí da sala. O professor "Cobrinha" perguntou: Por que ta saindo? Não vai tirar foto? Respondi: Não. E saí. (PS: o Lauro perdeu a eleição).

Bibiana Rabaioli Prestes