30 de janeiro de 2014

QUEM REINVENTA SANTA MARIA ESTÁ NAS RUAS – POR ATÍLIO ALENCAR

Dos tantos desdobramentos que a tragédia de um ano atrás legou à Santa Maria, haverá poucos que nos atreveremos a qualificar como positivos. Entre os raros que merecem esse adjetivo, figura o fenômeno sintonizado com uma tendência mais ampla no país: a redescoberta dos espaços públicos como locais de cultura e lazer na cidade. Não que, em algum momento, as pessoas tenham abandonado as praças e parques.
Mas a agenda cultural, que parecia haver se deslocado para o confinamento dos espaços de acesso restrito – restrições essas impostas pelo custo de ingresso e consumo, pela capacidade limitada de comportar pessoas ou mesmo pelas barreiras simbólicas que delimitam o ‘perfil’ do público – reencontrou nas áreas de convívio urbano seus ambientes mais democráticos. E isso, apesar da ausência insistente de políticas oficiais de incentivo focadas na estrutura e programação desses espaços.
Verdade seja dita: o tratamento relapso que a administração municipal dispensa às praças, parques e aparelhos culturais de Santa Maria – e a condição de constrangedora decadência em que se encontram alguns espaços – não é obra exclusiva da atual gestão. Há muito, a cidade sofre com a falta de um planejamento urbano que leve em conta as demandas de lazer e cultura da população, cedendo de bom grado à prerrogativa do acolhimento coletivo para os empreendimentos privados.
Num domingo de sol, o passeio de milhares de jovens hesita entre as insossas áreas de alimentação dos shopping centers locais e a precariedade do único parque do centro da cidade, o Itaimbé; num dia de chuva, a segunda opção é simplesmente eliminada, por conta do córrego que ressurge das crateras e da ausência de áreas cobertas entre a antiga ferrovia e a Avenida Dores.
Ali mesmo, no Parque Itaimbé, há pelos menos dois pontos que permaneceram desativados durante anos, proscritos por enigmáticos laudos técnicos que mais pareciam frutos da especulação arbitrária do que documentos capazes de mapear e indicar soluções estruturais. O Centro de Atividades Múltiplas Garibaldi Poggeti – conhecido popularmente como Bombril – e a Concha Acústica, ambos praticamente condenados por avaliações em gestões anteriores, voltaram apenas recentemente a ser tema de aparente e propagandeada preocupação da prefeitura.
A Concha, misteriosamente e sem nenhum tipo de investimento, foi reavaliada como apta a receber eventos novamente – e desde 2011, se não me falha a memória, voltou a sediar shows organizados sem nenhum apoio oficial -, desmentindo a tese de que estaria desabando. O Bombril, atualmente em ruínas, é o centro de um imbróglio burocrático que não consegue sequer firmar uma licitação pública para reconstrução com critérios exequíveis.
De uma ponta a outra do parque, são comuns os quiosques e salas em desuso ou ocupados por entidades que atendem sabe-se lá quais interesses, já que não há transparência nos procedimentos de concessão desses espaços. (Só o que não é comum mesmo no Itaimbé são banheiros, itens considerados desnecessários ou inviáveis pela gestão atual e todas as anteriores, pelo visto)
Além desses, em estado de eterna latência, estão a antiga Gare da Estação e sua reforma completa que nunca se concretiza, a Casa de Cultura com sua agenda sonolenta e obras que não saem do papel, o megalomaníaco projeto do Centro Desportivo Municipal (o Farrezão) sem prazo para conclusão, a tal pista que o prefeito teria prometido em reunião com a Federação Gaúcha de Skate, a possibilidade de um resgate público do Parque Náutico que nunca mais foi citado, a ampliação do Museu de Artes e tantos outros projetos que só vingam na teoria, coincidentemente durante as campanhas eleitorais ou em posses de novos secretariados.
São bandeiras fáceis de erguer e que merecem juras de amor e dedicação no horário gratuito dos partidos políticos, mas levianamente abandonados em seguida, quando, talvez, percam a prioridade orçamentária frente a outras obras de maior apelo demagógico.
Enquanto isso, na contramão do pessimismo que esse cenário poderia sugerir, uma multiplicidade de iniciativas ocupa a cidade, cumprindo muitas vezes um papel negligenciado pela máquina administrativa. São jovens organizados em grupos e contando com recursos precários que protagonizam as batalhas de MC’s, pequenos festivais de música, saraus literários, instalações visuais, feiras de escambos, peças teatrais ou qualquer outro pretexto digno de mobilizar pessoas. E o fazem sem um centavo de investimento dos cofres municipais, e muitas vezes sofrendo inclusive com a sabotagem do poder público ou com as ‘ações preventivas’ da polícia – ao mesmo tempo em que o único mecanismo de incentivo à cultura de Santa Maria, a LIC Municipal, segue funcionando com um modelo arcaico que facilita o tráfico de influências e autoriza a liberação esdrúxula de recursos para reformas em templos religiosos.
Em entrevista recente, o prefeito César Schirmer, num prenúncio da nova estratégia adotada pela assessoria do governo, enfatiza a necessidade da reconstrução de Santa Maria. Difícil captar o real sentido dessa afirmação, num contexto de obscuridades envolvendo as próprias relações da prefeitura com a situação que condicionou a tragédia do dia 27 de janeiro. Entretanto, caso o poder público quisesse de fato se fazer sensível à reinvenção da vida depois da tragédia, deveria prestar atenção no que estão fazendo esses jovens – eles sim, agentes de uma reconstrução afetiva da cidade. Mas não para criminalizá-los, nem para impor-lhes o limite da burocracia. Para aprender, mesmo.
Quem sabe o que Santa Maria precisa não está nos gabinetes, e seria justo abrir mão da prepotência para entender isso.
FONTE: Portal Bei

14 de janeiro de 2014

Energia do Pensamento

"O pensamento é a energia da consciência. O pensamento cria a experiência de realidade e expressa a qualidade da alma. Cada pensamento contém energia capaz de afetar o mundo. Pensamentos de alta qualidade podem energizá-lo ao nutrir sua mente e alma. Procure dedicar alguns momentos para considerar cada pensamento e experimentar a energia que vem dele. Absorva o significado deste pensamento e veja como ele se aplica a você. A prática de intencionalmente escolher pensamentos preenchidos com energia de alta qualidade é conhecida como Raja Yoga."
Brahma Kumaris

11 de janeiro de 2014

Um dia no futuro com você

E eu acordava querendo ter certeza que não era sonho. Os olhos ainda pesados, consequência das poucas horas dormidas desde o dia anterior. Não os abri. Fui te farejando que nem bicho. Seu pescoço, sua barba, o vão do seu braço. Era você mesmo. E abri os olhos para ter mais certeza que não era sonho.

Com a visão embaçada, vi o branco das duas portas, alinhadamente fechadas. Através delas, não se via o dia – tinha-se apenas noção de como estava lá fora. Raios de luz entravam pelas pequenas frestas, anunciando que o dia já tinha desabrochado. Me desencaixei de você driblando seus braços que sempre querem que eu fique um pouco mais. Mas a luz entrava pelas frestas e eu precisava conferir como estava o dia lá fora.

Levantei sem achar os chinelos. Peguei o seu 45 que sambava no meu pé 37. Quase esbarrei nas taças de vinho, sujas de vermelho tinto, ao lado da garrafa vazia. Resquícios da noite anterior. O cinzeiro, ao lado das garrafas no chão também continha indícios da noite passada. E imagino que, há alguns anos atrás, jamais iria imaginar que vinho, sonzinho, umas tragadas e você fossem ser meu conceito ideal de uma noite perfeita.

Tropecei em um dos brinquedos dos cachorros, que viviam sempre espalhados pela casa. A casa vivia sempre com brinquedos espalhados, babados, mordidos. Só que não por crianças. E sim pelos cachorros, que, ocupavam brilhantemente esse papel na família.
Pensei que deveria lavar o rosto e escovar os dentes, mas precisava conferir aquela luz que vinha da porta. O quarto escuro, dava poucos sinais de que o dia já raiava lindo. Mas eu suspeitava. Os diversos dias passados naquela casa já tinham me ensinado sobre os tons das luzes que entram no quarto. Fazia um dia lindo, eu apostava.

Virei a maçaneta da porta e a luz entrou com toda a força. Fazia um dia lindo, como suspeitava. De dentro, podia ver os cachorros se divertindo correndo atrás de algum inseto e rolando na grama. Eles provavelmente já tinham acordado há horas, mesmo depois de uma noite com interrupções de sono. Cachorro nunca dorme tão ininterruptamente como a gente. Eles são os guardiões da casa, você sabe. Ficam alerta o tempo todo. E a gente, pra compensar, deixa que eles entrem durante o dia e fiquem deitados debaixo da mesa, perto do quentinho do fogão de lenha.

Você ainda dormia, no cantinho da cama, como se eu ainda estivesse lá. Engraçado que, quando a gente gosta de dividir a cama com alguém, a gente perde pra sempre a mania de dormir no meio. Ficamos sempre mais pro canto, respeitando o espaço invisível do outro. Saí do quarto devagar, desci as escadas, abri a porta da cozinha. Os cachorros, pararam a perseguição às borboletas e vieram me dar a lambida matinal. Eu sei, também senti falta de vocês. Vêm pra dentro, vêm.

Coloquei a água pra ferver com açúcar e o pó no coador de pano. É só assim que sei fazer café. Tem que ir com o açúcar junto, se não perde o gosto de café de mãe. Mas sempre com pouco açúcar, e mais pó. A água fervia enquanto olhava da janela os primeiros pézinhos de rúcula querendo crescer. O cheiro da água quente ia afogando o pó de café e unindo tudo numa mistura irresistível. Aquele cheiro de café saindo era meu vício. Me lembrava de casa. Dos inúmeros cafés da tarde.

Enchi duas xícaras, tomei um gole – o primeiro da manhã é sempre impagável – e levei a sua para o quarto. Você já sabia que esse cheiro de café era sinal que eu já estava de pé, faz tempo. Essa foi uma coisa que nunca conseguimos alinhar. Você continuava dormindo tarde e eu acordando cedo. Joguei baixo – fui dando beijinhos enquanto a fumaça do café chegava até você. Bom dia. Fiz café pra gente. Você me puxa pra cama, eu deixo o café esfriando na cabeceira. E a gente encaixa aquela conchinha, daquelas difícil mesmo de explicar. O dia tá lindo lá fora, vamos andando até a cachoeira? Os cachorros, como que se tivessem ouvido, entram em bando no quarto e me ajudam a te acordar com lambidas de bom dia.

Enquanto você desperta, naquele ritmo vagarosamente gostoso e só seu, eu concluo, feliz, que aquilo é um sonho. Daqueles sonhados há tempo. Construídos num longo processo de detalhamento de paixões. Ninguém disse que seria fácil. E a gente, não sabendo que era impossível, fomos lá e fizemos. E me lembro daquela foto que te dei de aniversário e que toscamente montei com recortes de revista – a casa de tijolos, a montanha, os cachorros e a gente feliz da vida. Pra você olhar sempre, sabe, essas coisas atraem. Funcionou. Era o gosto doce do privilégio de poder viver um sonho, em vez de só sonhar.


Esperança

"Diante de mudanças súbitas e situações caóticas, a esperança é nosso colete salva-vidas que ajuda a nos manter à tona. Sem esperança, esperamos o pior, a visão fica turva, a mente se enche de perguntas, o medo nos impede de decidir com clareza e agir com determinação. Viver com esperança nos mantém despertos, nos deixa abertos às oportunidades que a vida oferece. Superamos o medo e esperamos o melhor. Com esperança nossas forças se unem a fim de lidar com as dificuldades. Mantemos a visão de que tudo vai melhorar e que as coisas vão funcionar trazendo benefícios a todos. A esperança nos ajuda a manter vivo o sentido da nossa vida."
Brahma Kumaris

Silêncio

"A maior arte é saber ficar em silêncio. Não apenas ficar sem falar com os lábios, mas sem falar com a mente. Quando a mente está tranquila, todo seu ângulo de visão muda. Ao invés de atacar os problemas, ela começa a perceber as oportunidades, as coisas boas da vida. E, nessa discriminação que vem do silêncio, residem todas as outras artes. As artes que tornam a vida um prazer e um desafio; como a forma de falar uns com os outros, de divertir os outros, de aceitar uns aos outros. E também a arte de como ser feliz não apenas juntos, mas sozinho."
Brahma Kumaris

Novo Ano 2014!


Mudança através do amor

"A única maneira de mudar os outros é tratá-los com amor. Quando você tem amor por eles, naturalmente você desejará o melhor para eles. Então, seu desejo de mudá-los será para o bem deles e não para o seu próprio bem. Quando isso acontece, eles respondem rapidamente por seu amor não egoísta e você os verá mudando. Pense em uma pessoa que você gostaria que mudasse. Antes de pensar em mudá-la deixe que haja amor por ela em sua mente. Certifique-se de que a mudança que você quer ver nela é exclusivamente para o bem dela, sem outras intenções. Teste esse método e veja a mágica acontecer."
Brahma Kumaris

Pensamentos Positivos


"Visualize um belo vale com um lago, florestas e montanhas altas subindo até as nuvens.
Esta é a paisagem da sua mente.
Sua posição nessa paisagem e a forma como você aparece depende da qualidade dos seus pensamentos:
Um peixe nadando nas profundezas lamacentas do lago (pensamentos negativos)?
Uma rã pulando de um lado para outro nas margens do lago (pensamentos inúteis)?
Um ser humano andando na floresta para coletar alimentos e construir um abrigo (pensamentos necessários)?
Ou o sol, que sustenta (nutre) toda a vida na terra (pensamentos positivos)?"
Brahma Kumaris

Ação

"É através das ações que o mundo me acessa. É através das ações que eu determino a qualidade do meu destino. Se elas são tão importantes assim, por que não investir em monitorá-las? Quando liberto minhas ações de motivos egoístas, quando faço coisas pelas quais não tenho que pedir desculpa nem me arrepender, estou criando um futuro melhor, não só para mim, mas, para toda a humanidade"
Brahma Kumaris

Pensamento

"É o poder do pensamento que cria a atmosfera numa sala, numa casa, numa empresa. Se eu consigo controlar a mente e desenvolver seu poder positivo, posso influenciar, mais do que ser influenciado pela atmosfera ao meu redor. A dependência dos outros e das coisas físicas irá diminuir, nada parecerá difícil. A vontade de escapar do sistema não virá, porque, apesar de permanecer nele, nos meus pensamentos, estou além de suas influências negativas".
Brahma Kumaris

Respeito

"Respeito pelos outros é reconhecer seus esforços para melhorar. Isto nos encoraja a focalizar mais a atenção no potencial deles do que em seus erros. De fato, esse é o método para ajudar as pessoas a ficarem livres de seus defeitos. Uma oportunidade para julgar a qualidade da nossa percepção espiritual. Ver quanta fé nós temos na transformação definitiva daqueles que convivem conosco. Essa fé é respeito verdadeiro".
Brahma Kumaris

Deixa pra lá

"Quando alguém me diz: eu não gosto da sua ideia, é bem provável que eu me sinta insultado. Mas será que alguém pode me machucar? Somente se eu deixar adormecer a consciência de quem sou e ficar apegado à ideia. Veja as crianças. Mesmo que alguém faça algo, elas esquecem e logo voltam a brincar. Porém, quando crescemos, nos tornamos muito sensíveis. Uma simples palavra causa tanta dor. Nessa hora, precisamos entender nossas emoções e, então, deixar para lá, porque essa dor é autocriada".
Brahma Kumaris

Ser

"O maior presente que eu posso dar a outro ser humano é ver o "ser" dentro da vestimenta humana. Quando vejo o "ser vivo" cheio de qualidades e virtudes, eu reforço uma verdade muito mais profunda do que o corpo físico. Que hoje eu preste atenção nas qualidades de cada pessoa que eu encontro em vez de olhar para a forma física dela."
Brahma Kumaris

10 de janeiro de 2014

"Tudo tem a sua hora certa." Você também acredita nessa mentira?

Por Gabi Almeida

Quando engravidei aos 17 anos, a frase que mais escutei foi “não era a hora certa, mas…”. Sempre acompanhada de uma expressão penosa, essa frase me fazia sentir o peso de uma atitude errada e colocava sobre a minha gravidez um aspecto ruim. Eu estava feliz no meu íntimo e passava horas lendo artigos na internet sobre o desenvolvimento de bebês e significados de nomes, mas entre uma página e outra, me lembrava de sentir tristeza, afinal, não era a hora certa.

Nos cinco anos subsequentes fui mais mãe do que gente. Passei noites sem dormir, aprendi a entender as necessidades da minha filha só com o olhar. Cantei música da Xuxa, sucessos da Galinha Pintadinha e do Patati Patatá. Abri mão de muitos sábados e ainda o farei incontáveis vezes, mas também ganhei domingos, desenhos e declarações de amor do tipo mais sincero que existe: de filha para mãe. Minha experiência como mãe jovem e de primeira viagem foi e é igual à de incontáveis mulheres e casais. Erramos querendo acertar, acertamos sem querer e passamos dias dando o melhor de nós. É assim para mim, foi assim para a sua mãe e também para nossos vizinhos. Então por que diabos logo a minha filha não veio na hora certa?

A lição mais valiosa que pude extrair do conjunto de experiências dos meus 22 anos é que a hora certa é uma baita armadilha social, na qual caímos ao nascer e cujo peso carregamos até a morte. Quem nunca ouviu a expressão “não era a hora dele”? A receita de bolo diz que devemos nos casar até os 30 anos (depois disso estamos passando da hora). Se uma mulher chega aos 35 sem um filho está definitivamente se arriscando a “passar do limite” e perder a oportunidade de fazer o “certo”. Se um homem se casa aos 25, está jogando a vida fora. Se o diploma não chega até os 23, algo muito errado aconteceu. E assim, nossa vida tabelada de horas certas nos faz estar em melhor ou pior situação do que outros ao nosso redor, conforme o gráfico de conquistas x tempo.

O fato é que, quando conseguimos nos desvincular desse relógio coletivo, experimentamos a leveza de nos guiar por nossos próprios sonhos e nos sentimos mais seguros diante de nossas escolhas. Admiro quem tranca a faculdade e vai passar meses no exterior trabalhando em uma lanchonete para aprender outro idioma, sem medo de se formar um pouco mais tarde. Admiro quem se torna mãe e pai ainda na juventude e opta por dar o melhor de si, sem desculpas da pouca idade. Admiro quem termina um namoro e por sorte, duas semanas depois conhece um novo amor, e ao invés de correr no sentido contrário, adianta os ponteiros e faz da hora mais certa que nunca.

Seguir um roteiro pré-estabelecido para viver é penoso e pode nos custar viagens, amores e momentos, que uma vez jogados fora, não passarão novamente em nosso caminho. Para dizer não a uma oportunidade, seja ela qual for, tenha motivos coerentes. Quando disser não ao amor, tenha motivos honestos. Ao desistir, faça pela sua felicidade. Ao dizer sim, diga com segurança. Usar o tempo como escudo é frágil demais, basta lembrar que o nosso prazo de validade é desconhecido. Para viver, basta respirar, mas ser feliz requer coragem. Enfim, se for para seguir receita, que seja de um belo jantar.


12 maneiras de ser o pior tipo de mãe possível

Uma vez, eu saí da loja, sem dar a bolacha que meu filho fez birra para conseguir. Uma mulher me parou no estacionamento e me disse que eu era a melhor mãe naquele local. Já minha filha não tinha tanta certeza disso. Quando seus filhos lhe disserem que você é má, tome isso como um elogio. 

A nova geração tem sido chamada de a mais preguiçosa, mais rude, e a com mais títulos da história. As histórias sobre crianças que são difíceis de lidar assustam até a melhor das mães. Novidade: não são apenas as crianças, são os pais. É fácil querer jogar a toalha e desistir de brigar com seus filhos. Afinal, todas nós não queremos ser a mãe legal? Não desista. Eles podem pensar que você é malvada agora, mas eles vão agradecer-lhe mais tarde.

Aqui estão 12 maneiras de ser a pior mãe do mundo:

1. Faça seus filhos irem para a cama a uma hora razoável. Será que existe alguém que não tenha ouvido o quão importante uma boa noite de sono é para o sucesso de uma criança? Faça seu papel de mãe e coloque seu filho na cama. Ninguém nunca disse que a criança tinha que querer ir para a cama. Eles podem brigar no início, mas com persistência, eles aprenderão que você está falando sério. E depois é só aproveitar para ter um tempo só seu ou para o casal.

2. Não dê a seus filhos sobremesa todos os dias. Doces devem ser guardados para ocasiões especiais. Isso é o que os deixa mais gostosos. Se você ceder às exigências de seu filho de ter doces o tempo todo, ele não vai apreciar o gesto quando alguém lhe oferecer um doce como recompensa ou presente. Além disso, imagine quanto isso pode custar caro quando o levar ao dentista e ao médico.

3. Faça-os pagar por suas próprias coisas. Se você quer algo, você tem que pagar por aquilo. É assim que funciona a vida adulta. Para conseguir tirar seus filhos do porão no futuro você precisa ensiná-los agora que eletrônicos, filmes, videogames, esportes e acampamentos que eles gostam têm um preço. Se eles tiverem que pagar tudo ou pelo menos parte do preço eles irão apreciar mais. Você também pode evitar pagar por algo que seu filho queira somente até conseguir aquilo. Se ele não está disposto a ajudar a pagar pelo menos metade, ele provavelmente não queira aquilo tanto assim.

4. Não mexa os pauzinhos. Alguns jovens têm dificuldade quando começam a trabalhar e percebem que as regras também se aplicam a eles. Eles precisam chegar no horário e fazer o que o chefe mandar. E (ai, ai!) parte do trabalho eles nem gostam de fazer. Se você não gosta do professor do seu filho, do seu parceiro de ciências, sua posição no campo de futebol ou no ponto de ônibus evite a tentação de mexer os pauzinhos para que seu filho consiga as coisas do jeito que ele preferir. Você está roubando a chance do seu filho de tirar o melhor e aprender com a situação. Lidar com uma situação menos que ideal é algo que ele terá que fazer o tempo todo na vida adulta. Se a criança nunca aprender a lidar com isso, você a está levando ao fracasso.

5. Faça-os fazer coisas difíceis. Não interfira automaticamente e tome conta quando as coisas se tornarem difíceis. Nada dá a seus filhos um melhor impulso de confiança do que não fugir do problema e realizar algo difícil por eles mesmos.

6. Dê-lhes um relógio e um despertador. Seu filho estará melhor se aprender as responsabilidades de controlar seu próprio tempo. Você não estará sempre lá para pedir pra ele desligar a TV e ir para seus compromissos.

7. Não compre sempre o melhor e o mais recente. Ensine seus filhos a terem gratidão e satisfação pelo que eles têm. Estar sempre preocupado com o próximo grande lançamento e quem já o tem vai levá-los a uma vida de dívidas e infelicidade.

8. Deixe-os experienciar a perda. Se seu filho quebrar um brinquedo, não compre um novo para substituí-lo. Ele vai aprender uma valiosa lição sobre cuidar de suas coisas. Se seu filho esquecer de entregar uma tarefa na escola, deixe-o ficar com uma nota mais baixa ou faça-o ir conversar por si mesmo com a professora sobre conseguir crédito extra. Você estará ensinando responsabilidade - quem não quer filhos responsáveis? Eles podem ajudá-la a se lembrar de todas as coisas que você se esquece de fazer.

9. Controle a mídia. Se todos os outros pais deixassem seus filhos pularem de uma ponte você também deixaria? Não deixe seu filho assistir a um filme ou jogar um videogame que seja inapropriado para crianças só porque as outras crianças o fizeram. Se você defender e lutar por manter a educação decente de seus filhos outros podem seguir suas ações. Crie uma pressão positiva.

10. Faça-o se desculpar. Se seu filho fizer algo errado, faça-o confessar e enfrentar as consequências. Não varra a grosseria, bullying, ou desonestidade pra debaixo do tapete. Se você errar, dê o exemplo e encare as consequências de seu erro.

11. Importe-se com suas maneiras. Até mesmo crianças pequenas podem aprender as noções básicas de como tratar outro ser humano com respeito e dignidade. Ao fazer da boa educação um hábito você estará fazendo a seus filhos um grande favor. Boas maneiras é o caminho certo para conseguir o que você quer. "Você pega mais moscas com mel do que com vinagre."

12. Faça-os trabalhar - de graça. Seja ajudando a avó no jardim ou voluntariando-se para ser tutor de crianças mais novas, faça o serviço parte da vida de seus filhos. Isso os ensina a olhar além de si mesmos e ver que outras pessoas também têm necessidades e problemas - às vezes maior do que sua própria.

Com todo o tempo que você passar sendo má, não se esqueça de elogiar e recompensar seu filho por comportamento excepcional. E sempre se certifique que eles saibam que você os ama. Com um pouco de sorte, seus filhos podem virar o jogo e fazer sua geração conhecida por sua esperança e promessa.


Traduzido e adaptado por Sarah Pierina do original 12 ways to be the meanest mom in the world, de Megan Wallgren.




9 de janeiro de 2014

Seis hábitos de pessoas de grande empatia

Seis hábitos de pessoas de grande empatia
Fundador da The School of Life dá dicas para desenvolver a empatia.
Seja no meio científico e político, seja no de negócios, nunca se ouviu tanto falar na palavra empatia, que representa a capacidade de se colocar no lugar de alguém para entender seus sentimentos e suas perspectivas para tomar uma ação efetivamente benéfica para ambos os lados.
Nesse contexto, surge um questionamento importante: como podemos expandir nosso próprio potencial de empatia?
Roman Keznaric, fundador da The School of Life, em Londres, acredita que a discussão não envolve apenas uma mera expansão das fronteiras do universo moral de cada um. A empatia deve ir além: trata-se de um hábito que, quando cultivado, pode melhorar nossa própria qualidade de vida.
Confira seis dicas do especialista para estimular e desenvolver sua própria empatia:
1. Cultive a curiosidade pela vida de desconhecidos. Pessoas de grande empatia têm um interesse insanável pela vida de qualquer pessoa. Conversam com o vizinho de banco de ônibus e acham os outros mais interessantes do que eles próprios. Conhecer pessoas fora de nosso círculo pessoal possibilita que nos deparemos com visões de mundo diferentes da nossa.
Que tal assumir o desafio de conversar com pelo menos uma pessoa desconhecida por semana. A única coisa de que você precisará é coragem para o contato inicial.
2. Ignore os preconceitos e descubra pontos em comum. Todo mundo enquadra as pessoas em estereótipos em um primeiro momento, mas a luta contra esse hábito, que ignora a individualidade das pessoas, deve ser diária. Quem tem empatia forte procura pontos em comum nas conversas e evita colocar rótulos na pessoa com a qual esteja falando.
3. Experimente a vida do outro. Você acha que quem salta de bungee jumping é doido? Acha que não ter religião é algo absurdo? Então, a melhor forma de superar esses preconceitos é programar um salto ou sair para conversar sobre fé com um amigo ateu no próximo fim de semana. 
Pessoas de grande empatia aproximam-se com mais facilidade dos outros por respeitarem e já terem passado pelas experiências de vida deles, em vez de criticá-los. Com certeza, você achará incríveis algumas coisas das quais nunca pensou que poderia gostar.
4. Preste muita atenção quando o outro fala e esteja sempre aberto para o que vier. A empatia implica uma audição aguçada e interessada do outro, além da compreensão de suas necessidades físicas e emocionais, sejam elas quais forem. Da mesma forma, a pessoa de alta empatia não usa máscaras e se abre para o outro de forma sincera, o que ajuda na formação de um vínculo de confiança mútua.
5. Inspire ações coletivas e mudanças sociais. Apesar de muitos acreditarem que a empatia acontece no plano individual, a verdade é que ela consiste em um fenômeno de massa, que implica sempre uma mudança social.
Basta olhar para a história e lembrar os movimentos contra a escravidão e em prol de melhores condições de trabalho nos séculos 18 e 19. Exemplos mais recentes foram as mobilizações mundiais pelo tsunami na Ásia e as manifestações contra os governos de diversos países, inclusive o Brasil, nos últimos anos.
6. Busque diálogo com a oposição. Aproximar-se de pessoas carentes ou que estejam sofrendo de alguma forma é relativamente fácil. Basta a solidariedade. As pessoas de grande empatia, entretanto, além de se preocuparem com os necessitados, buscam também formas de diálogo com pessoas poderosas ou defensoras de algo de que discordam.
Ativistas ambientais, por exemplo, devem tentar se aproximar de executivos de empresas petrolíferas para entender seus propósitos e suas motivações. Somente assim conseguirão conquistar avanços efetivos no combate do aquecimento global, por exemplo, conciliando os interesses dos dois lados da mesa.
(Livre tradução e adaptação do texto Six Habits of Highly Empathic People publicado no portal Greater Good)


7 de janeiro de 2014

Coração limpo

"Uma pessoa com um coração limpo sempre tenta fazer o melhor para aqueles com quem ela se relaciona. Ela não tem nada exceto virtude dentro de si. Ela desenvolve a capacidade de aceitar as pessoas como são e ignora os malfeitos. Por não se deixar influenciar negativamente ela faz o que é correto e mantém o equilíbrio na vida. Uma pessoa assim é doadora de felicidade para si e para os outros. Sua doação acontece através de ações e não de palavras."
Brahma Kumaris

Não violência

"Para experimentar uma vida boa, cada pessoa no mundo precisa de paz, amor, felicidade e poder interior. No entanto, como os seres humanos alcançam isto? A pureza é a mãe da paz. Há muitas religiões, mas a não violência é a religião original do ser. A não violência é a religião mais elevada. Não deveríamos ter pensamentos negativos ou ruins para nós mesmos ou para os outros. Nosso dizer e fazer deveriam ser os mesmos."
Brahma Kumaris

4 de janeiro de 2014

A INCAPACIDADE DO PAÍS PARA LIDAR COM A QUESTÃO CARCERÁRIA

Brasília – A crise prisional no Maranhão é emblemática e evidencia a incapacidade do Estado brasileiro, em todas as suas instâncias e Poderes, para lidar com a questão carcerária, avalia o sociólogo Renato Sérgio Lima, membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e pesquisador da Fundação Getulio Vargas (FGV). Para ele, é fundamental e urgente haver uma reformulação da política de segurança pública no país, com efetiva articulação entre a União e os estados, a garantia de condições mínimas de sobrevivência para os presos enquanto cumprem a pena privativa de liberdade e a implementação de punições alternativas às prisões.
No maior complexo penitenciário maranhense, o de Pedrinhas, em São Luís, foram registradas duas mortes somente este ano, além da fuga de um detento. Os mortos foram Josivaldo Pinheiro Lindoso, de 35 anos, encontrado em uma cela de triagem com sinais de estrangulamento, e Sildener Pinheiro Martins, de 19 anos, que foi vítima de golpes de chuço (paus que têm uma ponta de ferro aguda semelhante a uma lança e podem ser fabricados pelos próprios detentos com objetos pontiagudos) durante briga de integrantes de uma facção criminosa.
No ano passado, 60 pessoas morreram no interior do presídio, incluindo três decaptações, segundo relatório do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) O documento aponta uma série de irregularidades e violações de direitos humanos no local, como superlotação de celas, forte atuação de facções criminosas cuja marca é a “extrema violência” e abuso sexual praticado contra companheiras dos presos sem posto de comando nos pavilhões. Atualmente, 2.196 detentos estão presos no complexo penitenciário, que tem capacidade para 1.770 pessoas.
“Não adianta continuar do mesmo jeito, em que o Brasil é o terceiro ou quarto país que mais aprisiona no mundo sem que isso resolva o problema. Segurança pública não é só direito penal, em que se prende mas não são oferecidas condições mínimas de sobrevivência e convívio pacífico dentro dos presídios, sem que isso signifique defender luxo ou benefícios descabidos aos presos. E não adianta achar, como muita gente diz, que é melhor deixar para lá situações como as que vêm ocorrendo no Maranhão porque, afinal, são bandidos matando bandidos. Na verdade, são cidadãos morrendo que, na prática, vão ajudar a manter o sentimento de medo e insegurança em todo o Brasil, trazendo prejuízos a toda a sociedade”, disse ele à Agência Brasil.
O especialista em segurança pública defende que a implementação de uma política eficiente nesta área precisa incluir a modernização dos presídios, que devem contar com unidades menores, capazes de garantir a separação dos presos de acordo com o tipo de delito cometido, o grau de violência verificado e a periculosidade que oferecem. “Sem isso, dificilmente vamos vencer essa batalha”, ressaltou. Ele defende que presídios como o de Pedrinhas sejam interditados e passem por uma ampla reforma, que obedeça conceitos mais modernos de construção.
“O que vemos hoje, a exemplo de Pedrinhas, é que vários presos estão amontoados em uma mesma cela, sem qualquer critério de agrupamento. Além disso, os guardas não têm acesso às galerias dominadas pelos próprios presos. É uma lógica muito contraproducente, porque a atuação do Estado se iguala à dos bandidos e as prisões funcionam mais como escolas do crime do que qualquer outra coisa, permitindo que essas mesmas pessoas, que hoje estão presas, retornem à sociedade e provoquem mais medo e insegurança”, enfatizou.
Ele acredita que o reforço da Polícia Militar e da Força Nacional de Segurança em Pedrinhas não resolvem o problema, apenas funcionam como “curativo em uma ferida aberta”. Há cerca de uma semana, diante da crise prisional no estado, que veio à tona em outubro, após uma rebelião no complexo penitenciário, 60 policiais militares foram destacados para intensificar a segurança no local e devem permanecer por tempo indeterminado. Homens da Força Nacional de Segurança também estão em Pedrinhas.
Renato Sérgio Lima disse, ainda, que é preciso haver maior celeridade no julgamento dos detentos, para evitar a permanência prolongada e desnecessária de presos provisórios. Segundo ele, que citou dados do Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública – publicação feita em conjunto com a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) – no Brasil cerca de 40% dos presos estão nessa condição. No Maranhão, o índice é superior a 50%. “Com isso, a pessoa acaba presa por um tempo prolongado sem nem termos a certeza se ela é culpada. Enquanto isso, pode estar convivendo com outros presos de maior periculosidade, agravando o problema”, disse.

Thais Araujo
Repórter da Agência Brasil

FONTE: Portal Bei

3 de janeiro de 2014

Vídeo indiano mostra as faces do assédio e já tem 2 milhões de views

Em dezembro, uma adolescente indiana sofreu dois estupros coletivos em ataques separados e depois morreu queimada viva. O Whistling Woods International Institute, uma escola de artes localizada em Mumbai, coincidentemente, lançou no mesmo mês uma campanha para promover o debate sobre o comportamento masculino no país.
 
O Instituto criou o filme Dekh Le, que tem como objetivo celebrar o aniversário de outro estupro coletivo cometido no país. O vídeo já tem mais de 2 milhões de views em apenas duas semanas no ar.
 
O vídeo mostra a face do assédio sexual se voltando para o homem. O olhar do abuso é refletido por objetos localizados no corpo das mulheres, deixando os homens desconcertados.
 
Como o homem que reagiria se o olhar perverso fosse voltado para ele? A resposta você vê abaixo.
 
Confira:




2 de janeiro de 2014

ARTIGO: ODE AO SONHO – POR BIANCA ZASSO


Foto Divulgação
Foto Divulgação
Crianças sonhadoras não costumam ter uma vida fácil. Isso porque a maioria dos pais não sabe valorizar as criações insólitas de seus pequenos. No cinema, uma francesinha cheia de imaginação sofreu nas mãos de genitores excêntricos. Mesmo quem não é chegado em cinema já se deparou com a imagem da doce Amélie e seu mundo verde, vermelho e amarelo.
Isso porque a personagem de O fabuloso destino de Amélie Poulain tornou-se um símbolo dos sonhadores do mundo inteiro e o rostinho de boneca da protagonista passou a estampar camisetas no mundo inteiro. Seus fãs carregam no peito, como que em protesto contra um mundo racional e egocêntrico, o rosto da moça francesa.
Dirigido e roteirizado pelo francês Jean-Pierre Jeunet, que desde os anos 70 reuniu dados para criar as situações vividas pela protagonista, O fabuloso destino de Amélie Poulain narra a mudança de vida de uma jovem francesa após ajudar seu vizinho a relembrar um dos melhores momentos de sua vida.
A emoção do novo amigo muda o modo de Amélie enxergar o mundo. Ajudar os outros torna-se a sua missão maior e seu prazer. Mas a vida de Amélie ainda precisa das cores do amor. O que começa como uma comédia inteligente torna-se um romance tocante, dotado de gestos cheios de significados.
Ambientado no bairro de Montmartre, em Paris, O fabuloso destino de Amélie Poulain é um filme feito para encher o espectador de esperança. Até o mais cético e calculista dos homens não resiste aos planos mirabolantes da francesinha para ajudar o próximo a ser mais feliz.
Lançado em 2002, o filme não envelhece e merece ser visto várias vezes. Uso o filme de Jeunet para desejar aos leitores desta coluna um 2014 cheio de sonhos. Sonhos realizados e novos sonhos. Pois sem eles, a vida não tem graça, não tem sabor e nem vale a pena. Sonhem. Assistam a filmes que façam sonhar. E realize, desde os menores desejos até as mais elaboradas empreitadas.
Bjus da Bia e bem-vindo, 2014!
O fabuloso destino de Amélie Poulain (Le fabuleux destin d’Amélie Poulain)
Ano: 2002
Direção: Jean-Pierre Jeunet
Disponível em DVD e Blu-Ray