28 de maio de 2013

Fly To The Rainbow - Scorpions

Life is empty, can't remember anytime before,
On a plain lit cold December, see it evermore,
Gliding through this life, and another is a child,
and we're doing games, and losing things,
Always playing gigs.
Somewhere in the sky, where the moon the stars shine bright,
Where the sun is shining, in the night.
I am in disgrace, yet i see a smiling face,
and i hope you let me, share your place.
I don't live today.

Rain in the sky , make the world fly,
Into time, beg me your time.
Sun in the sky, make the world fly,
Into time, beg me your time.

Rain in the sky , make the world fly,
Into time, beg me your time.
Sun in the sky, make the world fly,
Into time, beg me your time.

Rain in the sky , make the world fly,
Into time, beg me your time.
Sun in the sky, make the world fly,
Into time, beg me your time.

I lived in magic solitude,
With cloudy looking mountains,
The lake made out of crystal raindrops.
Run through space, 2000 years ago,
I've seen the giant city of Atlantis,
sinking into an eternal wave of darkness.
Shhh.

Somewhere in the blue distance,
Are those long forgotten trees of gold
Broken lives hidden down in the sand
Darkness everywhere, nothing
Symbols, strange symbols on a cold leaf
Painting torrid colours all sky green.
Candle painted white like the moon,
Faraway children bleed, God save them.
Drifting garish ghosts like shadows.
Save break to catch and kill time.
Echoes one round endless meadow.

27 de maio de 2013

Que culpa a gente tem de ser feliz? Que culpa a gente tem meu bem?

De um jeito engraçado e até exagerado de dizer que esse fim de semana foi uma delícia com você... Sol, chimarrão, paisagem linda, moto, vento frio, verde, trem, janta, manjericão, alecrim, cervejinha e vinho...


24 de maio de 2013

23 de maio de 2013

Maioria dos métodos de estudar para provas não funciona, diz estudo.

Pesquisa indica que somente 2 entre as 10 técnicas mais populares de revisão dá bons resultados.


Os métodos favoritos de se preparar para provas escolares não são os que garantem os melhores resultados para os estudantes, segundo uma pesquisa feita por um grupo de psicólogos americanos.
Universidades e escolas sugerem aos estudantes uma grande variedade de formas de ajudá-los a lembrar o conteúdo dos cursos e garantir boas notas nos exames.
Entre elas estão tabelas de revisão, canetas marcadoras, releitura de anotações ou resumos, além do uso de truques mnemônicos ou testar a si mesmo.
Mas segundo o professor John Dunlosky, da Kent State University, em Ohio, nos Estados Unidos, os professores não sabem o suficiente sobre como a memória funciona e quais as técnicas são mais efetivas.
Dunlosky e seus colegas avaliaram centenas de pesquisas científicas que estudaram dez das estratégias de revisão mais populares, e verificaram que oito delas não funcionam ou mesmo, em alguns casos, atrapalham o aprendizado.
Por exemplo, muitos estudantes adoram marcar suas anotações com canetas marcadoras.
Mas a pesquisa coordenada por Dunlosky - publicada pela Associação de Ciências Psicológicas - descobriu que marcar frases individuais em amarelo, verde ou rosa fosforescente pode prejudicar a revisão.
'Quando os estudantes estão usando um marcador, eles comumente se concentram em um conceito por vez e estão menos propensos a integrar a informação que eles estão lendo em um contexto mais amplo', diz ele.
'Isso pode comprometer a compreensão sobre o material', afirma.
Mas ele não sugere o abandono dos marcadores, por reconhecer que elas são um 'cobertor de segurança' para muitos estudantes.

Resumos e mnemônicos
Os professores regularmente sugerem ler as anotações e os ensaios das aulas e fazer resumos.
Mas Dunlosky diz: 'Para nossa surpresa, parece que escrever resumos não ajuda em nada'.
'Os estudantes que voltam e releem o texto aprendem tanto quanto os estudantes que escrevem um resumo enquanto leem', diz.
Outros guias para estudo sugerem o uso de truques mnemônicos, técnicas para auxiliar a memorização de palavras, fórmulas ou conceitos.
Dunlosky afirma que eles podem funcionar bem para lembrar de pontos específicos, como 'Minha terra tem palmeiras, onde canta o sabiá, Seno A Cosseno B, Seno B Cosseno A', para lembrar a fórmula matemática do seno da soma de dois ângulos: sen (a + b) = sena.cosb + senb.cosa.
Mas ele adverte que eles não devem ser aplicados para outros tipos de materiais: 'Eles não vão te ajudar a aprender grandes conceitos de matemática ou física'.

Repetição
Então, o que funciona?
Somente duas das dez técnicas avaliadas se mostraram efetivas - testar-se a si mesmo e espalhar a revisão em um período de tempo mais longo.
'Estudantes que testam a si mesmos ou tentam recuperar o material de sua memória vão aprender melhor aquele material no longo prazo', diz Dunlosky.
'Comece lendo o livro-texto e então faça cartões de estudo com os principais conceitos e teste a si mesmo. Um século de pesquisas mostra que a repetição de testes funciona', afirma.
Isso aconteceria porque o estudante fica mais envolvido com o tema e menos propenso a devaneios da mente.
'Testar a si mesmo quando você tem a resposta certa parece produzir um rastro de memória mais elaborado conectado com seus conhecimentos anteriores, então você vai construir (o conhecimento) sobre o que já sabe', diz o pesquisador.

'Prática distribuída'
Porém a melhor estratégia é uma técnica chamada 'prática distribuída', de planejar antecipadamente e estudar em espaços de tempo espalhados - evitando, assim, de deixar para estudar de uma vez só na véspera do teste.
Dunlosky diz que essa é a estratégia 'mais poderosa'. 'Em qualquer outro contexto, os estudantes já usam essa técnica. Se você vai fazer um recital de dança, não vai começar a praticar uma hora antes, mas ainda assim os estudantes fazem isso para estudar para exames', observa.
'Os estudantes que concentram o estudo podem passar nos exames, mas não retêm o material', diz.
'Uma boa dose de estudo concentrado após bastante prática distribuída é o melhor caminho', avalia.
Então, técnicas diferentes funcionam para indivíduos diferentes? Dunlosky afirma que não - as melhores técnicas funcionam para todos.
E os especialistas acreditam que esse estudo possa ajudar os professores a ajudar seus alunos a estudar.

G1

Como se sente uma mulher


"Do you know what it feels like for a girl?
Do you know what it feels like in this world?”

Madonna 

Aconteceu ontem. Saio do aeroporto. Em uma caminhada de dez metros, só vejo homens. Taxistas do lado de fora dos carros conversando. Funcionários com camisetas “posso ajudar?”. Um homem engravatado com sua malinha e celular na mão. Homens diversos, espalhados por dez metros de caminho. Ao andar esses dez metros, me sinto como uma gazela passeando por entre leões. Sou olhada por todos. Medida. Analisada. Meu corpo, minha bunda, meus peitos, meu cabelo, meu sapato, minha barriga. Estão todos olhando.
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Aconteceu quando eu tinha treze anos. Praticava um esporte quase todos os dias. Saía do centro de treinamento e andava cerca de duas quadras para o ponto de ônibus, às seis da tarde. Andava pela calçada quase vazia ao lado de uma grande rodovia. Dessas caminhadas, me recordo dos primeiros momentos memoráveis desta violência urbana. Carros que passavam mais devagar do meu lado e, lá de dentro, eu só ouvia uma voz masculina: “gostosa!”. Homens sozinhos que cruzavam a calçada, olhavam para trás e suspiravam: “que delícia.” Eu tinha treze anos. Usava calça comprida, tênis e camiseta.
Agora, multiplique isso por todos os dias da minha vida.
Sei que para homens é difícil entender como isso pode ser violência. Nós mesmas, mulheres, nos acostumamos e deixamos pra lá. Nós nos acostumamos para conseguir viver o dia a dia.
Esses dias, estava sentada na praia vendo o mar, e dele saiu uma moça. Passou por um rapaz que disse algo. Ela só saiu de perto e veio na minha direção. Dei boa noite, ela falou que a água estava uma delícia, e conversamos um pouco. Perguntei se o cara havia lhe falado alguma besteira. Ela disse, “falou, mas a gente tá tão acostumada, né?, começa a ignorar automaticamente”.
O privilégio é invisível. Para o homem, só é possível ver o privilégio se houver empatia. Tente imaginar um mundo onde, por cinco mil anos, todos os homens foram subjugados, violentados, assassinados, podados, controlados. Tente imaginar um mundo onde, por cinco mil anos, só mulheres foram cientistas, físicas, chefes de polícia, matemáticas, astronautas, médicas, advogadas, atrizes, generais. Tente imaginar um mundo onde, por cinco mil anos, nenhum representante do seu gênero esteve em destaque, na televisão, no teatro, no cinema, nas artes. Na escola, você aprende sobre a história feita pelas mulheres, a ciência feita pelas mulheres, o mundo feito pelas mulheres.
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No seu texto “Um teto todo seu”, Virgínia Woolf descreve por que seria impossível para uma hipotética irmã de Shakespeare escrever de forma genial como ele. Woolf diz:
“quando lemos sobre uma bruxa sendo queimada, uma mulher possuída por demônios, uma mulher sábia vendendo ervas… acho que estamos olhando para uma escritora perdida, uma poeta anulada.”
Desde o início do patriarcado, há cinco mil anos, as mulheres não tiveram liberdade suficiente para serem cientistas ou artistas. Woolf explica:
“liberdade intelectual depende de coisas materiais. … E mulheres foram sempre pobres, não por duzentos anos, somente, mas desde o início dos tempos.”
Esse argumento não serve somente para mulheres: negros, pobres e outras minorias não poderiam ser geniais poetas pois, para isso, é necessário liberdade material.
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Embora o mundo esteja em processo de mudança, ainda existem menores oportunidades e reconhecimento para mulheres e minorias exercerem qualquer ocupação intelectual. Leitores de uma página do facebook sobre ciências ainda supõem que o autor seja homem e comentaristas de televisão não consideram manifestações culturais que vêm da favela como cultura de verdade.
É verdade: hoje, a vida é muito melhor, principalmente para a mulher ocidental como eu. Mas, mesmo sendo uma mulher livre e bem-sucedida vivendo em uma metrópole ocidental, ainda sinto na pele as consequências destes cinco mil anos de opressão. E, se você quiser ver essa opressão, não precisa ir nos livros de história. É só ligar a televisão:
Rio de Janeiro, 2013. Um casal é sequestrado em uma van. As sequestradoras colocaram um strap-on sujo, fedido de merda e mofo, e estupraram o rapaz. Todas elas, uma a uma, enfiavam aquela pica enorme no cu do moço, sem camisinha e sem lubrificante. A namorada, coitada, tentou fazer algo mas foi presa e levou chutes e socos.
Ao ver esta notícia, você se coloca no lugar da vítima (que sofreu uma das piores violências físicas e psicológicas existentes) ou no lugar de quem assistiu? Naturalmente troquei os gêneros: a violência real aconteceu com uma mulher.
Quantas violências eu sofro só por ser mulher?
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Na infância, fui impedida de ser escoteira pois isso não era coisa de menina. Fui estuprada aos oito anos. (Eu e pelo menos dois terços das mulheres que conheço e que você conhece sofreram um estupro e provavelmente não contaram para ninguém.) Sofri a pré-adolescência inteira por não me comportar como moça. Por não ter peitos. Por não ter cabelos longos e lisos. Desde sempre tive minha sexualidade reprimida pela família, pela sociedade, pela mídia. Qualquer coisa que eu pisasse na bola seria motivo para ser chamada de vadia. Num dos primeiros empregos, escutei que mulheres não trabalham tão bem porque são muito emocionais e têm TPM. Em um outro emprego, minha chefe disse que meu cabelo estava feio e pagou salão para eu ir fazer escova e ficar mais apresentável pros clientes. Decidi que não quero ser escrava da depilação e sou olhada diariamente com nojo quando ando de shorts ou blusinha sem mangas. Já usei muita maquiagem, só porque a televisão e os outdoors mostram mulheres maquiadas, e portanto é muito comum nos sentirmos feias de cara limpa. Você, homem, sabe o que é maquiagem? Tem um produto para deixar a pele homogêna, um pra disfarçar olheiras, outro para disfarçar manchas, outro para deixar a bochecha corada, outro para destacar a sobrancelha, outro para destacar os cílios, outro para colorir as pálpebras, outro para colorir os lábios. Quantas vezes você passou tantos produtos na sua cara só porque seu chefe ou seu primeiro encontro vai te achar feio de cara limpa? Quando estou no metrô preciso procurar um cantinho seguro para evitar que alguém fique se roçando em mim. Você faz isso? Quando vou em reuniões de família, me perguntam por que estou tão magra, e o que fiz com o cabelo e quem estou namorando. Para o meu primo, perguntam o que ele está estudando e no que está trabalhando. Na televisão, 90% das propagandas me denigrem. Quase nenhum filme me representa ou passa no teste de Bechdel. Todas as mulheres são mostradas com roupas sexy, mesmo as super heroínas que deveriam estar usando uma roupa confortável para a batalha. As revistas me ensinam que o meu objetivo na cama é agradar o meu homem. Enquanto você, menino, comparava o seu pau com o dos amiguinhos, eu, menina, era ensinada que se masturbar é muito feio e que se eu usar uma saia curta não estou me dando o respeito. Quanto tempo demorei para me desfazer da repressão sexual e virar uma mulher que adora transar? Quanto tempo demorei para me soltar na cama e conseguir gozar, enquanto várias das minhas colegas continuam se preocupando se o parceiro está vendo a celulite ou a dobrinha da cintura e, por isso, não conseguem chegar ao gozo? Quanto tempo demorei para conseguir olhar para um pau e transar de luz acesa? Quantas vezes escutei, no trânsito, um “tinha que ser mulher”? Quantas vezes você fechou alguém e escutou “tinha que ser homem”? Tudo isso para, no fim do dia, ir jantar no restaurante e não receber a conta quando ela foi pedida pois há cinco mil anos sou considerada incapaz. E tudo isso, porra, para escutar que estou exagerando e que não existe mais machismo.
Isso é um resumo muito pequeno do que eu sofro ou corro o risco de sofrer todo dia. Eu, mulher branca, hetero, classe média. A negra sofre mais que eu. A pobre sofre mais que eu. A oriental sofre mais que eu. Mas todas nós sofremos do mesmo mal: nenhum país do mundo trata suas mulheres tão bem quanto seus homens. Nenhum. Nem a Suécia, nem a Holanda, nem a Islândia! Em todo o mundo “civilizado” sofremos violência, temos menos acesso à educação, ao trabalho ou à política.
Em todo o mundo, somos ainda as irmãs de Shakespeare.
* * *
E você, leitor homem? Quando é abordado de forma hostil por um estranho na rua, pensa “por favor, não leve meu celular” ou “por favor, não me estupre”?
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Fotos: autorretratos por Claudia Regina.

Blog: http://papodehomem.com.br/como-se-sente-uma-mulher/

Números do Anuário das Mulheres Brasileiras 2011, divulgado pela Secretaria de Políticas para as Mulheres e pelo Dieese, mostram que quatro entre cada dez mulheres brasileiras já foram vítimas de violência doméstica. (Veja aqui: http://migre.me/eLtUU)

22 de maio de 2013

Escreveu porque leu

Por Fernanda Pompeu

Não é apenas para quem vai prestar Enem, vestibular, concurso público. Não é só para quem faz relatório, registro, blog, carta de amor. A dica de ler para escrever vale para qualquer necessidade de comunicação escrita.
O linguista Mattoso Câmara (1904-1970) - autor do Manual de Expressão Oral e Escrita - deu o alerta: "Ninguém escreve sobre o que não entende." Recado límpido. A primeira pergunta do redator é qual assunto eu vou tratar?

Pode ser a vida e a morte de um gafanhoto, o uso das cercas-silte para remover turbidez. Ou o manjadíssimo primeiro beijo. Ou quem sabe, o assunto seja o grande nada. Pois é possível escrever acerca de qualquer coisa. As tangíveis e as intangíveis.
Desde, é claro, que a gente tenha pensado, pesquisado, lido o que outros pensaram, pesquisaram, escreveram sobre o tema. É uma rede - muito mais antiga do que a digital - que associa conhecimentos. Pois ninguém - por mais inteligente, esperto, agudo que seja - é capaz de pensar sozinho.
É aqui que entra a leitura como maravilhosa ferramenta para o saber e sua expressão. E não interessa o veículo. Pode ser livro, jornal, revista, internet, poemas grafitados em muros, teses acadêmicas, cartas manuscritas ou eletrônicas.
Cada trechinho de leitura é lenha para fogueira da nossa imaginação. Estudiosos do cérebro afirmam que ele trabalha por associação. Se isso for verdade, quanto mais conteúdos assimilarmos mais associações faremos.
Voltando ao Mattoso Câmara, se para escrever preciso saber sobre o quê tenho que fazer da leitura uma prática cotidiana e sempre bem-vinda. Algo tão natural quanto inspirar e respirar.
Tenho investido nisso. Aproveito fila de banco, trem de metrô, semáforo vermelho, sala de espera de dentista (complete a lista), para puxar o livro, abrir a revista, conferir notícias no celular. Toda informação, pertinente ou esdrúxula, serve.
Toda informação será útil na hora de fazer associações. De ligar um guarda-chuva a um tomate. Será bendita na hora do vamos ver. No momento em que, sentados ou em pé, transformamos conhecimento em texto.

Imagem: Régine Ferrandis
 

Zero Hora: Grupo acampa há quase 40 dias para evitar corte de árvores em Porto Alegre

"A duplicação da avenida é uma obra para a Copa 2014 que tem o objetivo de melhorar o trânsito na região. Para permitir os trabalhos, é preciso retirar 115 árvores ao longo do traçado" !!!!!!!!!!!!!!!!!!

"Na segunda-feira, a seção gaúcha do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB-RS) divulgou em seu blog uma lista de 14 razões para se opor à obra." !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Mas me digam por que que tudo que é tipo de governantezinho sempre quer cortar árvores sem necessidade?!!

Não pensam... e como se plantar outras árvores fosse suficiente, essas outras árvores levam anos pra crescer, isso se vingarem porque não são cuidadas pela Prefeitura, óbvio, duvido muito. E isso quando não plantam aquelas palmeirinhas ridículas...detestável moda das palmeirinhas.

Me lembra o episódio que ocorreu em Seberi, minha terra natal ¬¬. Cortaram umas 30 árvores da avenida pra colocar arquibancadas no carnaval! Sem contar as várias árvores da praça que existiam há décadas antes do prefeito nascer. E tinha um pau-brasil, que é raro! Cortaram.
Não me interessa que prefeito, e nem que partido, não to nem aí pra partido nenhum. Mas façam o favor de pensar com mais sustentabilidade e respeito à Natureza!


Por:
No primeiro dia do guri de 15 anos no acampamento dos defensores das árvores, ele ficou com medo: é que tomou um xingão de um dos ativistas mais antigos e respeitados do movimento Ocupa Árvores, que desde 17 de abril vive em barracas em um gramado ao lado da Câmara Municipal de Porto Alegre, perto da Usina do Gasômetro. A repreensão foi há mais de uma semana, e o rapazote não lembra mais o motivo, mas é assim que age o "subcomandante Marcos" do grupo. E ele adora ser chamado assim.
Alguém fala uma bobagem e o subcomandante está lá para pedir que o cara "se ligue". Outro não está dormindo no acampamento, só vem de vez em quando e ainda canta de galo que é manifestante, e aí o subcomandante "dá a real" ao sujeito.
— Tu só vens aqui para aparecer em fotos na imprensa — criticou.
O termo "subcomandante" é propício para apelidar um dos mais ativos organizadores do movimento. Ele se inspira no Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN), um grupo armado pró-indígenas formado no paupérrimo Estado de Chiapas (México) por mascarados cujo porta-voz é conhecido como subcomandante Marcos.
O subcomandante Marcos do acampamento também usa máscara e aceita ser chamado de Fausto — alusão à obra do escritor alemão Johann Wolfgang von Goethe. É um jovem inteligente e articulado, que foi artista de rua e mochileiro na Europa e nos Estados Unidos e na capital gaúcha está com os pés escamando de sujeira, passados 38 dias sob um teto de plástico. Os cerca de 20 jovens com quem convive são, em boa parte, moradores das redondezas que aproveitam a proximidade para tomar banho e comer na casa dos pais. O banheiro de uma dessas residências costuma ser emprestado para o restante do povo para se lavarem. O adolescente de 15 anos diz que a família o apoia.
— Minha mãe pediu para ser avisada quando forem cortar porque ela quer subir nas árvores, também — disse.
O dia começa tarde no acampamento porque as festas são frequentes. À tarde, há espaço para oficinas — artesanato, por exemplo, que é uma das fontes de renda do grupo. Água, eles buscam no Departamento de Esgotos Pluviais (DEP), em frente. Nesta terça-feira, o fornecimento foi negado. Para os manifestantes, é sinal da iminência dos cortes, os quais prometem impedir subindo nas árvores. Será uma resistência desarmada. Na barraca montada sobre uma árvore imensa, havia apenas um livro. Direito civil era o título.

Negociação é difícil, diz secretário
Está dura a negociação com os integrantes do movimento Ocupa Árvores. Eles não querem deixar o local para permitir os cortes dos vegetais e a consequente obra de duplicação da Avenida Beira-Rio. A constatação é do secretário municipal de Gestão, Urbano Schmitt.
— Houve uma conversação, tem um grupo tentando negociar. Mas está difícil — afirmou o secretário, que não confirmou a data para início dos cortes.
A duplicação da avenida é uma obra para a Copa 2014 que tem o objetivo de melhorar o trânsito na região. Para permitir os trabalhos, é preciso retirar 115 árvores ao longo do traçado — 14 delas já foram abaixo na Praça Júlio Mesquita, em fevereiro, e outras oito estão protegidas por medida judicial desde abril porque estão na área do futuro Corredor Parque do Gasômetro. A prefeitura promete compensar as supressões com o plantio de 401 novas árvores e indica que há mais 2 mil mudas previstas para a orla do Guaíba.
Na segunda-feira, a seção gaúcha do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB-RS) divulgou em seu blog uma lista de 14 razões para se opor à obra. Além de sustentar que não há congestionamentos na região, aponta que o Gasômetro ficará separado da comunidade por seis pistas de alta velocidade. O secretário-geral do órgão, Rafael Passos, lembra que a população já está apartada do Guaíba pelo muro da Mauá:
— Faltou debate público. A paisagem urbana não foi contemplada no projeto.



Em vídeo, manifestantes montam acampamento para impedir corte de árvores, acesse o link para ver o vídeo:

CARMINA BURANA - Carl Orff - Seiji Ozawa


É de arrepiar em alguns momentos! Muito bom! Linda! Vale a pena ouvir até o final, e que final!!!
Segue a letra encontrada na wikipédia:

Carmina Burana - O Fortuna, Imperatrix Mundi
Em latim Em português
O Fortuna, Ó Sorte,
Velut Luna És como a Lua
Statu variabilis, Mutável,
Semper crescis Sempre aumentas
Aut decrescis; Ou diminuis;
Vita detestabilis A detestável vida
Nunc obdurat Ora oprime
Et tunc curat E ora cura
Ludo mentis aciem, Para brincar com a mente;
Egestatem, Miséria,
Potestatem Poder,
Dissolvit ut glaciem. Ela os funde como gelo.
 
Sors immanis Sorte imensa
Et inanis, E vazia,
Rota tu volubilis Tu, roda volúvel
Status malus, És má,
Vana salus Vã é a felicidade
Semper dissolubilis, Sempre dissolúvel,
Obumbrata Nebulosa
Et velata E velada
Michi quoque niteris; Também a mim contagias;
Nunc per ludum Agora por brincadeira
Dorsum nudum O dorso nu
Fero tui sceleris. Entrego à tua perversidade.
 
Sors salutis A sorte na saúde
Et virtutis E virtude
Michi nunc contraria Agora me é contrária.
Est affectus
Et defectus E tira
Semper in angaria. Mantendo sempre escravizado
Hac in hora Nesta hora
Sine mora Sem demora
Corde pulsum tangite; Tange a corda vibrante;
Quod per sortem Porque a sorte
Sternit fortem, Abate o forte,
Mecum omnes plangite! Chorai todos comigo!

21 de maio de 2013

Pepe Mujica: “Pobre é quem precisa de muito para viver”

Mujica rejeita título de “presidente mais pobre do mundo”. Para chefe de Estado uruguaio, “pobre é quem precisa muito para viver”

O presidente do Uruguai, José Mujica, afirmou em entrevista concedida na última sexta-feira à rede estatal chinesa Xinhua que não concorda com o título que lhe foi atribuído pela imprensa internacional de “presidente mais pobre do mundo”, em razão de seu estilo de vida simples. Segundo ele, esse título é incorreto porque “pobres são aqueles que precisam de muito para viver”. Segundo ele, sua vida austera tem como objetivo “manter-se livre”.
“Eu não sou pobre. Pobre são aqueles que precisam de muito para viver, esses são os verdadeiros pobres, eu tenho o suficiente”, afirmou.
pepe mujica presidente pobre uruguai
(Foto: EFE)
“Sou austero, sóbrio, carrego poucas coisas comigo, porque para viver não preciso muito mais do que tenho. Luto pela liberdade e liberdade é ter tempo para fazer o que se gosta”, disse o presidente. Ele considera que o indivíduo não é livre quando trabalha, porque está submetido à lei da necessidade. “Deve-se trabalhar muito, mas não me venham com essa história de que a vida é só isso”.
Assim como já fez com outros correspondentes internacionais, Mujica recebeu a equipe de reportagem chinesa em sua modesta propriedade rural em Rincón del Cierro, nos arredores de Montevidéu, ao lado dos cães e galinhas que cria e alimenta todos os dias.
Aos 77 anos, Mujica doa 90 % de seu salário de 260.000 pesos uruguaios (quase 28 mil reais) a instituições de caridade. Não possui cartão de crédito nem conta bancária. Sua lista de bens em 2012 inclui um terreno de sua propriedade e dois com os quais conta com 50% de participação, todos na mesma área rural – diz ter alma de camponês, e se orgulha de sua plantação de acelgas, e já pensa em voltar a cultivar flores.
Possui dois velhos automóveis dos anos 1980 (entre eles um Fusca com o qual vai ao trabalho) e três tratores.
Segundo o presidente uruguaio, essa opção de vida foi gestada durante os anos em que viveu preso sob duras condições (1972-1985) em razão de sua atividade como guerrilheiro como membro do MLN-T (Movimento de Libertação Nacional – Tupamaru), movimento que lutou contra a ditadura militar.
“Por que cheguei a esse ponto? Porque vivi muitos anos em que, quando recebia um colchão à noite para dormir já me dava por contente. Foi quando passei a valorizar as coisas de maneira diferente”, disse ele sobre seus tempos de cárcere, quando disse ter passado a conversar com rãs e formigas para “não enlouquecer”.
Ele afirmou duvidar que a próxima eleição presidencial, marcada para 2014, vá atrapalhar sua gestão, e se diz animado com um projeto pessoal para quando deixar o Executivo, em março de 2015: “Quando terminar esse trampo (changa em espanhol, referindo-se à Presidência) que tenho agora, vou me dedicar a fazer uma escola de trabalhos rurais nesta região”.
“O governo funcionará até o último dia, mas já adianto que após as eleições os governos uruguaios costumam tomar medidas de impacto”, quando espera avançar medidas de infraestrutura sobre portos em águas profundas e a renovação da rede ferroviária, além da lei de regulação da mídia.
Quando perguntado se após deixar o governo ele tentará acumular fortuna, ele disse: “Depois terei de gastar tempo para cuidar do dinheiro e muito mais tempo da minha vida para ver se estou perdendo ou ganhando. Não, isso não é vida”, enfatizou.

Fonte:
http://www.pragmatismopolitico.com.br/2013/05/pepe-mujica-presidente-mais-pobre-do-mundo.html



Indicação de Filme

Indico o filme "The Rainmaker" (O Homem que fazia chover, 1997). Um filme de Francis Ford Coppola, que traz uma boa história de um jovem advogado que lida com uma causa delicada e desmantela toda uma companhia de seguros. Gostei bastante do filme e os atores são muito bons. 
Aos estudantes de direito, aos advogados e também aos juízes. Recomendadíssimo!

IMDb: http://www.imdb.com/title/tt0119978/ 
Youtube, trailler: http://www.youtube.com/watch?v=kLQpeUpRZHo 

 

20 de maio de 2013

Clip de Santa Maria/RS


Defensores Públicos


No dia 19 de maio comemora-se o dia de Santo Ivo. Seu trabalho em defesa dos injustiçados e dos necessitados lhe rendeu o título de padroeiro dos advogados. No mesmo dia foi instituído o dia da Defensoria Pública.

Aliás, o acesso à justiça é direito fundamental do cidadão, previsto na Constituição Federal de 1988.

Para que todos tenham acesso à justiça, o Estado dispõe de agentes públicos para fazer a defesa de quem não pode pagar por um advogado. São os defensores públicos, a função está prevista na Carta Magna, entre as funções essenciais à Justiça. Mesmo assim, muitos estados da Federação e a própria União deixaram em segundo plano o fortalecimento da Defensoria Pública. Esse comportamento vai à contramão de todas as diretrizes internacionais que orientam a ampliação do acesso à justiça ao maior número de pessoas possível.
Nesse compasso, ao tempo em que comemoramos o dia de Santo Ivo, da Defensoria Pública e os avanços já conquistados, rogamos aos Poderes Legislativos e Executivos pelo máximo apoio à instituição que leva a Justiça aos hipossuficientes, afim de alcançarmos no plano da justiça, a igualdade e paz social.

As informações são do Portal Última Instância.

Encontrado em:
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=456101327801279&set=a.131586606919421.32509.120402588037823&type=1&theater 

10 nomes femininos que fizeram história no Rock


O Dia da Mulher, comemorado a cada ano no dia 8 de março, é uma celebração ao grito de liberdade das mulheres, que lutam por iguais direitos em espaços dominados predominantemente pelos homens. Portanto, nada mais apropriado do que aproveitar esta data para relembrar e louvar os nomes que levaram feminilidade ao bom e velho rock and roll. Selecionamos algumas das mais emblemáticas roqueiras que ajudaram a firmar o espaço da mulher no mundo do rock.
Relembrar as mulheres que se desprenderam dos padrões para seguir a estrada do rock and roll e não citar Janis Joplin seria o mesmo que um sacrilégio. Pioneira por quebrar as barreiras do preconceito no início dos anos 60, Janis é a representação perfeita do espírito transgressor da época. Com uma inconfundível voz e sabendo mesclar o rock, o blues, o jazz e o soul, a roqueira foi um ícone da quebra de paradigmas e busca pela liberdade.
Colega de geração de Joplin, Joan Baez usou sua encantadora voz soprano e seu violão afiado para clamar pela justiça social, pelos direitos civis e pelo pacifismo em um período turbulento da história norte-americana. Cantora, compositora e ativista, a musa do folk rock também ajudou a impulsionar a carreira de Bob Dylan, nos anos 60, com quem se relacionou na época.
Surgida em meados dos anos 70, o The Runaways foi a primeira banda exclusivamente formada por garotas a conquistar famamundial. Com o fim do quinteto, algumas integrantes conseguiram firmar seu nome na história do rock. A fundadora Joan Jett é hoje considerada uma das melhores guitarristas do mundo e ficou famosa com sua versão de “I Love Rock N’ Roll“, gravada originalmente pelo The Arrows. A outra guitarrista do grupo, Lita Ford, se enveredou pelo hard rock e construiu uma sólida carreira, sendo aclamada como a rainha do gênero.
A rainha do rock brasileiro, Rita Lee, tem atitude rock and roll para dar e vender. Sem papas na língua e com muita irreverência, a relevância de Lee no rock nacional vem desde os tempos que integrava Os Mutantes, no final dos anos 60 e início dos anos 70. Seja com o grupo ou em carreira solo, Rita Lee influenciou e influência músicos brasileiros, com seu humor ácido e, até hoje, se reinventa e prova que sua excelência não sai de moda.
A vocalista do Blondie é considerada uma das principais e mais emblemáticas musas do rock. A influência que a cantora exerce não se limita a música, pois, ela se tornou um ícone da moda ao mesmo tempo que popularizava o new wave, na década de 70. A cor dos cabelos de Harry serviram de inspiração para o nome do grupo. Já o visual e o som da musa, se tornaram referência para várias gerações.
A vocalista Chrissie Hynde fundou o Pretenders, no final da década de 70, e até hoje se mantem na liderança da banda. Ela é a única integrante original a permanecer firme e forte no grupo. Com sua atitude marcante e irreverente, a cantora e compositora abriu espaço e serve de inspiração para gerações de mulheres no rock. Hynde também dedica seu tempo ao ativismo em defesa dos direitos dos animais.
Ainda jovens, as irmãs Ann e Nancy Wilson assistiram e ficaram impressionadas com a apresentação de estreia dos Beatles na televisão. Mas diferente da maioria das garotas da época, que deste então gostariam de ser as namoradas do quarteto de Liverpool, Ann e Nancy se deram conta de que gostariam de ser como os Beatles. No início dos anos 70, as irmãs tomaram a frente da banda Heart (com Ann nos vocais e Nancy na guitarra), influenciadas pelo hard rock e folk da época, e hoje são duas das figuras femininas mais marcantes e expressivas do rock.
Apelido de “Bon Jovi feminino”, o grupo Vixen começou sua carreira no início dos anos 80, apenas com mulheres em sua formação. Liderada pela guitarrista Jan Kuehnemund e com os vocais de Janet Gardner, a banda participou das turnês de artistas como Scorpions, KISS e Ozzy Osbourne. Com canções como “Edge Of A Broken Heart” e “Love Is A Killer“, foram uma das poucas representantes do sexo feminino a conquistar sucesso no auge do hard rock oitentista.
A voz principal da dupla sueca Roxette, Marie Fredriksson é dona de uma das mais belas vozes femininas do pop rock. Em quase 30 anos de carreira, Marie ajuda a manter intacto o som que popularizou o Roxette nos anos 80 e 90. Em 2002, a vocalista foi diagnosticada com um câncer no cérebro e, logo após o tratamento e uma cirurgia, Marie voltou aos palcos, já recuperada, com uma inspiradora e motivadora paixão pela música.
Hoje em carreira solo, a finlandesa Tarja Turunen ficou famosa como vocalista da banda Nightwish. Ainda na adolescência, Tarja estudou Canto Lírico e hoje é citada como uma das principais e mais reconhecidas vozes femininas do metal sinfônico. Ela permaneceu no posto de vocal do Nightwish. A compositora e pianista é também a mais famosa cantora de seu país, tendo sido nomeada como a ‘voz da Finlândia’ pela primeira representante feminina na presidência do país.

Woodstock, o Maior dos Festivais


Em agosto comemora-se a realização do maior evento musical do planeta, o festival Woodstock.

Com o final da década de 60, o período histórico mais conturbado do mundo em consequência das guerras mundiais, de repente a população percebeu-se em paz, mas sentido como se não tivesse novos objetivos, novo rumos para seguir.

Então, em 1969, quatro jovens idealizam um festival de música sem ter noção de que o mesmo se tornaria o maior evento mundial do rock. Eram eles: John Roberts, Joel Rosenman, Michael Lang e Artie Kornfeld.

O acontecimento seria realizado em uma área campestre, a 129 quilômetros de Nova Iorque, na região de Bethel, com o objetivo de reunir cerca de cem mil pessoas, que ao final somavam mais de 450 mil participantes, em apenas três dias, tendo todas as expectativas superadas.

Woodstock, realizado nos dias 15, 16 e 17 de agosto de 1969, ficou conhecido como o maior dos festivais, tendo como lema "Três Dias de Paz, Amor e Rock and Roll".

Através do mesmo, reuniu-se consagrados nomes do rock and roll, como Janis Joplin, Jimmy Hendrix, Joe Cocker, Jefferson Airplane, Santana, Bob Dylan dentre outros nomes do rock, que também se consagraram como músicos ao se apresentarem no evento.

Com o festival da contra cultura, contra a ingenuidade e a utopia, marcou-se a liberdade dos jovens, numa apologia à diversão e ao estilo musical que extrapola as regras e os limites impostos pelos mais conservadores da época.

Nova Iorque de repente se viu num dos maiores engarrafamentos de sua história, mas como a paz era um dos principais elementos que figuravam no movimento, não aconteceram acidentes ou manifestações de violência.

Hoje o festival é tido como o protagonista de tantos shows de rock que reúnem vários artistas e grupos musicais além de servir como exemplo aos jovens de hoje que utopia e idealismo podem ser postas no plano da realidade.

Várias já foram as tentativas de reproduzir o acontecimento, como o festival de Roma, em 1999, que teve grandes manifestações de vandalismo, tirando o foco do espetáculo.

Porém, mesmo Woodstock tendo sido um evento de sucesso, teve seus lados da precariedade. A estrutura montada não foi suficiente para atender a multidão presente no local, o que fez apresentar problemas de higiene, falta d’água, etc. Além disso, as drogas tomaram conta do lugar, sendo idolatradas no momento.

Mas passados 40 anos de Woodstock, fatos da atualidade são comparados às mesmas emoções, como no caso da vitória de Barack Obama, presidente dos Estados Unidos. Segundo Lee Blumer, também organizadora do festival, "A única vez em minha vida em que senti algo parecido com o que vivi em Woodstock foi durante a posse do presidente (americano, Barack) Obama, em Washington".

A força social do festival foi tão intensa que Lee Blumer afirma acreditar que as transformações causadas por Woodstock possibilitaram a vitória do então presidente, caso contrário isso não teria acontecido.

Realmente, pode-se confirmar, pois Woodstock simbolizou os valores da juventude da década de 60, protestando contra a guerra e contra o capitalismo, criando o conceito de liberdade ao amor, às mulheres, à vida em sociedade, etc.

Fonte: brasilescola