25 de junho de 2010

Enigmático sorriso da moça que passa - Xico Sá

Poxa, eu adoro muito esse texto, tem algo bom! ...
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Enigmático sorriso da moça que passa

É um segundo da mais absoluta beleza. Lá vinha a morena. Minhas retinas fecham em close. Que maravilha! Aquele sorriso, como digo, indecifrável. Porque não se trata de um sorriso besta de alguma felicidadezinha passageira, de um ganho financeiro, da sorte no amor ou no jogo.
É mais enigmático. Muito mais do que o sorriso da Monalisa, que reza a lenda, era o sorriso de uma grávida. Não é o sorriso dos paraísos artificiais dos remédios tarjas pretas ou de alguma pastilha psicodélica. Nada.
Não é apenas o sorriso de quem recebeu uma notícia alvissareira, passou no concurso ou viu o regime fazer o efeito pretendido, uns quilos a menos, nova silhueta, que beleza! Nem chega perto.
Também não é o sorriso de quem ouviu uma cantada de amor com requintes de vida eterna.
A moça que ri sozinha na calçada é um mistério.
Não é o riso de quem ouviu uma piada, um "gostosa", "tesouro" etc etc. É bem mais profundo.Seguramente não foi uma grosseria de pedreiro. Foi muito além dos belos dizeres dos feirantes, esses líricos, esses Vinícius de Moraes e suas baciadas de adjetivos. Por isso que digo, moça, uma ida à feira equivale a várias sessões de terapia ou análise.
De que ri a gazela?
Será que a moça que vem na calçada ri de alguma coisa que despencou-lhe, naquele exato instante,do trapézio da memória? Alguma coisa muito engraçada dos tempos em que ela era uma pequena, uma menina, quem sabe uma queda de uma árvore ao subir pela primeira vez no pé de jambo da frente da casa suburbana?
Não é o sorriso de quem recebeu carta do estrangeiro, carta do amor que um dia escafedeu-se, saiu para comprar o king size do desamor e do desprezo.
Às vezes parece um pouco com um certo sorriso de maldade. Uma pontinha de vingança, quem sabe. Mas que nada. Só parece. Nada que valha o veredicto. À medida, mesmo naquele rápido segundo, que os lábios voltam ao normal, desfazendo o sorriso e as covinhas, vê-se que não tem nada de maldoso naquele retrato. Muito menos é tingido pelo gloss sabor uva da ironia ou o batom vermelho das vinganças. Não, não é nada irônico, nada ressentido.
Quanto mistério num sorriso de tão pouco tempo. Daria uns cinco anos de vida em troca do esclarecimento desse enigma de um segundo. Chego até a refletir, cofiando a barba rala e dando pequenos nós na costeleta: será que é consciente, será que elas sabem que o misterioso sorriso toma conta do rosto naquela hora?
Não, também não é só sexo. Por mais que o gozo, a pequena morte, como dizem os franceses, faça bem à pele e seja motivo do carnaval particular no peito, não é esse ainda o motivo isolado daquele sorriso - um sorriso mais invocado do que o sorriso do gato de Alice.
Gastaríamos dias inteiros em especulações metafísicas sem rumo. Coisa de agoniar o juízo. Melhor mesmo apreciar, em uma cadeira de um bar de esquina, esse lindo mistério das crias das nossas costelas.
Sob a luz do final da tarde, aí é que o enigma do sorriso de graça nos deixa mais na fissura ainda.

Xico Sá, é autor de "Modos de macho & modinhas de fêmea" entre outros livros. Nasceu no Crato, Cariri, cresceu no Recife e hoje ronda a noite paulistana em busca de fábulas e crônicas.

QUEM SOU EU?

Nesta altura da vida já não sei mais quem sou...
Vejam só que dilema!!!

Na ficha da loja sou CLIENTE, no restaurante FREGUÊS, quando alugo uma casa INQUILINO, na condução PASSAGEIRO, nos correios REMETENTE, no supermercado CONSUMIDOR.

Para a Receita Federal CONTRIBUINTE, se vendo algo importado CONTRABANDISTA. Se revendo algo, sou MUAMBEIRO, se o carnê tá com o prazo vencido INADIMPLENTE, se não pago imposto SONEGADOR. Para votar ELEITOR, mas em comícios MASSA , em viagens TURISTA , na rua caminhando PEDESTRE, se sou atropelado ACIDENTADO, no hospital PACIENTE. Nos jornais viro VÍTIMA, se compro um livro LEITOR, se ouço rádio OUVINTE. Para o Ibope ESPECTADOR, para apresentador de televisão TELESPECTADOR, no campo de futebol TORCEDOR.

Se sou corintiano, SOFREDOR. Agora, já virei GALERA. (se trabalho na ANATEL , sou COLABORADOR ) e, quando morrer... uns dirão... FINADO, outros... DEFUNTO, para outros... EXTINTO , para o povão... PRESUNTO... Em certos círculos espiritualistas serei... DESENCARNADO, evangélicos dirão que fui... ARREBATADO...

E o pior de tudo é que para todo governante sou apenas um IMBECIL !!! E pensar que um dia já fui mais EU.



Luiz Fernando Veríssimo.

24 de junho de 2010

Uma velha dívida que a Justiça começa a saldar

Matéria da Editoria
Internacional
24/06/2010

 
 
Alguns já foram condenados, outros estão sendo julgados em oito processos, atualmente em curso, e nas próximas semanas haverá cinco novos processos em marcha. O jornal Pagina 12 traz um informe completo da marcha da Justiça argentina com respeito às violações dos direitos humanos durante a ditadura militar. Em várias cidades do país, acusados de tortura e assassinato estão enfrentando julgamentos.

Alejandra Dandan - Pagina12

Abre-se uma nova etapa de sustentações orais nos julgamentos dos delitos de lesa humanidade. Com a acumulação de causas e a perspectiva do início demorado das sustentações orais em Mendoza, nas próximas semanas começarão quatro novos processos. Ocorrerão em Santa Fé, San Rafael, Córdoba e Rosário. Para setembro está previsto o começo das sustentações orais relativas ao plano sistemático de apropriação de menores na Cidade de Buenos Aires. Em algumas das causas foram avaliados os crimes cometidos em centros clandestinos, e na de Mendoza vai se alegar o que os querelantes definem como “a estrutura de impunidade que impediu até agora o avanço dos processos”. À lista se soma as oito sustentações orais que seguem acontecendo atualmente no país e as cinco condenações de 2010.

Santa Fé, o começo

Nesta quarta-feira (22), começa o julgamento de Mario Facino, chefe da 4ª delegacia de Santa Fé até fins de 1976 e que depois ascendeu a chefe do Comando Radioelétrico até 14 de agosto de 1979. Será a terceira sustentação oral em processos dos crimes da ditadura e o primeiro que inclui a figura do jurídica “homicídio”, para a qual se prevê a pena de prisão perpétua. Facino irá a julgamento pelo sequestro e homicídio de Alicia López de Rodríguez, uma professora, militante das Ligas Agrarias, mãe de três filhos e esposa de um juíz, também militante, que a essa altura estava preso na prisão de Rawson. Ela foi sequestrada por um grupo de umas vinte pessoas, em 21 de outubro de 1976, quando estava na casa de sua sogra.
Para Lucila Puyol, da organização Hijos, essa é uma das causas emblemáticas da província: eça revela o papel da 4ª delegacia no circuito da repressão. Segundo dos dados dos organismos de direitos humanos, a delegacia era um dos primeiros lugares a que os detidos eram encaminhados. Depois, muitos eram levados a outros destinos, entre eles os centros clandestinos conhecidos como “as casitas” que estavam fora da cidade. “Alicia foi muito torturada e violada na delegacia”, disse Puyol. “Seus companheiros dizem que a viram muito mal fisicamente, e obviamente não foi atendida, de modo que alguns deles a viram morta já nessa delegacia”.
O processo seguirá ao Tribunal Oral Federal de Santa Fé, integrado por Maria Ivón Vella, José María Escobar Cello e Ricardo Moisés Vázquez. 28 testemunhas serão escutadas. Entre elas, Osvaldo Lovey, um dos dirigentes lendários das Ligas Agrarias. Quando o processo chegar ao fim Facino provavelmente receberá sua segunda condenação. O ex-comissário foi condenado já a 20 anos de prisão no processo do ex-juiz Victor Brusa. No momento da sentença o jornal Rosario/12 indicou que na ocasião ficou demonstrado, entre outros dados, que o chefe da 4ª delegacia se “tornou uma peça-chave no cumprimento do plano sistemático”. A sala onde cometiam as torturas “era contígua ao seu gabinete (de Facino) que, como chefe da seccional cumpria expediente em qualquer horário”.

 
San Rafael, o “Negro” Tripiana

Para Mendoza uma data histórica se aproxima. Está previsto para 1º de julho o início da primeira sustentação oral da província pelo sequestro e desaparição de Francisco Tripiana, um operário da construção civil, trabalhador da colheita de uva e militante da JP [ Juventud Peronista], sequestrado em sua casa em San Rafael na madrugada do golpe de estado de 1976. Para acumular causas, o processo incluirá o sequestro e desaparição de Guillermo Berón Pascual Sandoval e Roberto Osorio, todos militantes justicialistas, nenhum com estudo universitário.
Mariano é filho de Francisco Tripiana. Tinha oito meses quando uma gangue entrou na sua casa para levar o seu pai. Ainda busca saber quem ele era, procurando amigos e companheiros de militância. “Hoje estou reconstruindo a história – disse -, sua militância social; contudo, para além dos anos que passaram, nunca pude fazer o luto, passaram 34 anos, hoje tenho quatro filhos, netos de um desaparecido, e sempre que conto isso me quebro”.
O julgamento estará a cargo do Tribunal Oral Criminal Federal Nº 2 integrado por Roberto Julio Naciff, Héctor Fabián Cortés e Jorge Roberto Burad. Não haverá recesso judiciário. Os imputados são o ex-chefe do Exército Luciano Benjamin Menéndez; Aníbal Alberto Guevara Molina, tenente do Exército; Raúl Alberto Ruiz Soppe, chefe da Unidade Regional II de Polícia de Mendonza; Juan Roberto Labarta Sánchez, oficial da polícia de Investigações D-2; José Martín Mussere Quintero, oficial da polícia de Mendoza; Cristóbal Ruiz Pozo, médico da Polícia, e Raúl Egea Bernal, advogado da Polícia.
“É o primeiro julgamento pelos crimes contra a humanidade em Mendoza – disse o advogado Pablo Salinas -, e acredito que o mais importante é ter exaurido a estrutura de impunidade que fazia com que não se pudesse até agora ter julgamentos nesta província”.

Córdoba, a unificação

No dia seguinte, em 2 de julho, começa em Córdoba uma sustentação oral contra Eduardo Rafael Videla, Luciano Benjamin Menéndez e outros 31 acusados. O processo reúne duas causas. A primeira é o expediente conhecido Gontero, em que se investiga sequestros tormentos sobre 11 personas, detidas e trasladas para a sede do Departamento de Informações Policiais (D-2), depois, às instalações que o Terceiro Corpo do Exército tinha no campo de “La Rivera” e finalmente à Unidade Penitenciária Nº 1. A outra causa, a que depois da acumulação se considera como expediente principal, é o fuzilamento de 32 presos políticos que estavam à disposição do Poder Executivo Nacional e que foram retirados para um suposto traslado e executados. As duas causas têm responsáveis e seis vítimas em comum. Esta foi uma das razões por que o expediente foi unificado. Mas não é a única. “Nos dois episódios interveio o mesmo Comando do Terceiro Corpo do Exército”, disse Martín Fresneda, advogado de acusação, ao Página/12, que acrescenta ainda uma coincidência no circuito repressivo.
A política de acumulação de causas é uma das exigências dos organismos de direitos humanos, porque não só acelera os processos, como serve ainda para entender a sistematicidade das políticas repressivas. “As pessoas estavam detidas na Unidade Penal Nº 1, mas muitas vezes eram levadas para um interrogatório ilegal na Rivera ou na D-2 da Pasaje Santa Catalina, e se provou – disse o advogado – que no caminho mataram duas pessoas”. À diferença de outras causas, o singular é que as vítimas eram presos políticos à disposição do PEN, do Exército e da Justiça Federal, disse Fresneda. Por isso, o julgamento “vai evidenciar sem lugar para dúvidas alguns níveis de cumplicidade da Justiça, com a sujeição do Poder Judiciário ao Militar”.

Rosário

O julgamento seguinte começará em 21 de julho, pelo centro clandestino de detenção que funcionou na secção de Informes da Chefatura de la Policía de Rosario, em prejuízo de 86 vítimas. Foi o centro clandestino mais importante de Rosario. Por ali passou a maior parte das vítimas e houve alguns sobreviventes. O edifício ficava em pleno centro da cidade e era operativamente acondicionado: nos pisos superiores cometiam as torturas e os que chegavam aos subsolos sabiam provavelmente que iriam sobreviver. Embora tenha continuado durante muitos anos a cargo da polícia, agora é a sede do governo santafesino em Rosário. Ana Oberlín é uma das advogadas dos Hijos. “Rosário tem uma particularidade – disse -, estava muito definido o território que correspondia ao grupo operativo da Polícia e ao Exército; a briga era pela pilhagem de guerra, porque era muito comum sequestrarem para extorquir”. O edifício da polícia era comandado por eles.
A causa conhecida como Agustín Feced, o policial que foi chefe da Polícia de Rosário durante a repressão, começou a ser instruída nos anos 80. Feced morreu logo depois. E hoje a lista de acusados inclui o ex-militar Ramón Diaz Bessone, José Rubén Lofiego, Mario Marcote, Ramón Vergara, Carlos Scortecchini, Ricardo Chomicki e Nilda Folch, dois civis e ex-detidos a quem a organização Hijos considera como vítimas e não imputa penalmente. O julgamento estará nas mãos do Tribunal Oral Nº 2, serão escutados 120 testemunhos e se calcula que o proceso se estenderá por un ano.

Buenos Aires

O calendário das próximas sustentações orais culmina em 20 de setembro, em Buenos Aires. O Tribunal Oral Federal Nº 6 iniciará nesse dia um processo contra Jorge Rafael Videla, Reynaldo Bignone, Cristino Nicolaides, Santiago Omar Riveros, Jorge Eduardo Acosta, Antonio Vañek e Rubén Oscar Franco por 33 casos de apropriação de menores durante la última ditadura. Trata-se do chamado “Plano Sistemático”. Os acusados estão imputados pelos delitos de subtração, retenção, ocultação e substituição da identidade de menores de dez anos. No processo tentar-se-á provar que existiu um plano sistemático de subtração de menores e Juan Antonio Azic será acusado, como responsável direto pela subtração de María Victoria Donda.

Tradução: Katarina Peixoto

Marina é um perigo, é candidata da paz!

Numa campanha feroz e marquetada, ela parece que saiu da floresta de “Avatar”

Por Elio Gaspari

O desempenho da candidata Marina Silva na sabatina da Folha trouxe um aviso. Ela não é uma excentricidade. Numa campanha de ferocidades marquetadas, ela fala baixo, é serena. Não está com raiva nem vê o prenúncio do fim do mundo nos adversários. Pela biografia, não precisa brincar de rico contra pobre nem de pobre contra rico, muito menos de Lula ou anti-Lula: “É por isso que eu estou aqui, para quebrar o plebiscito”.
Ela teve entre 7% e 12% nas últimas pesquisas e, pela exposição recente, deverá subir. A partir de agosto, levará a pancada da falta de espaço no horário gratuito oficial, pois terá apenas um minuto e meio diário. Poderá se preservar com a equanimidade do noticiário dos meios de comunicação.
De início, supunha-se que Marina tiraria votos destinados ao PT, mas isso não é mais uma certeza. Ela cresce junto aos jovens e junto a eleitores que se lembram do Brasil distendido de Fernando Henrique Cardoso. Percebe-se até mesmo um tipo de preferência móvel, a da pessoa que prefere votar em Marina, mas confessa: “Se eu sentir que assim elejo a Dilma no primeiro turno, voto no Serra”. A essa altura da campanha, Marina Silva representa um voto sem culpas por mensalões ou privatarias.
Há quatro anos, existiu o caminho alternativo de Heloísa Helena, mas a senadora incomodava pela estridência. A ex-ministra do Meio Ambiente, com seu jeito de quem saiu ou está a caminho do filme “Avatar”, aparece como uma candidata da paz, de um Brasil que há 21 anos não vê uma campanha eleitoral sangrenta e sente-se muito bem assim.

Publicado originalmente na coluna de Elio Gaspari do jornal Folha de S.Paulo no último domingo, dia 20 de junho de 2001 (acesso exclusivos para assinantes).

15 de junho de 2010

ISRAEL...

Relato de uma brasileira que serve no Exercito de Israel *por Pletz
04.06.2010

Recebemos o relato de Ana Luiza Tapia, uma brasileira que fez aliá < emigrou para Israel> há cerca de 2,5 anos e que atualmente está servindo na área médica do Exército de Israel. Ela conta com suas palavras um pouco do que se passou por lá em relação à frota de navios com "ajuda humanitária". . Nota do editor: O texto abaixo está publicado da mesma forma que o recebemos, sem nenhum tipo de edição ou correção.

"Oi a todos!

Primeiro quero agradecer a todos os e-mails preocupados. Eu estou bem, ótima. Eu peço desculpas por não escrever mais frequentemente, mas no exército é assim. Não temos tempo para nada. Sei que todos já estão cansados de ouvir falar do que aconteceu em Gaza nesta semana, mas como ouvi muitas asneiras por aí, resolvi contar a vocês a minha versão da história. Eu não quero que pensem que virei alguma ativista ou algo do gênero. Eu continuo a mesma Ana de sempre. Mas por ter feito parte desse episódio, não posso me abster de falar a verdade dos fatos.

EU ESTAVA LÁ! NINGUÉM ME CONTOU. NÃO LI NO JORNAL. NÃO VI FOTOS NA INTERNET OU VÍDEOS NO YOUTUBE. VI TUDO COMO FOI MESMO, AO VIVO E COM MUITAS CORES. Como vocês sabem, eu estou servindo com médica na medicina de emergência do exército de Israel, departamento de trauma. Isso significa: medicina em campo.

4:30h da manhã de segunda-feira: meu telefone do exército começa a tocar. Possíveis conflito em Gaza? Pedido de ajuda da força médica, garantir que não faltarão médicos. Minha ordem: aprontar-me rapidamente e pegar suprimentos, o helicóptero virá me buscar na base. No caminho, me explicam a situação. Há um navio da ONU tentando furar a barreira em Gaza. Li todos os registros fornecidos pela inteligência do exército .

O navio se aproximou da costa a caminho de Gaza. O acordo entre Israel e a ONU é que TODOS os barcos devem ser inspecionados no porto de Ashdod em Israel e todos os suprimentos devem ser transportados pelo NOSSO exército a Gaza. Isso porque AINDA HOJE, cerca de 14 mísseis tem sido lançados de Gaza contra Israel diariamente. E não podemos permitir que mais armamento e material para construção de bombas seja enviado ao Hamas, grupo terrorista que controla Gaza. Dessa forma, evitamos uma nova guerra. Ao menos por agora.

O navio se recusou a parar. Disseram que eles mesmo entregariam a carga a Gaza. Assim, diante de um navio com 95% de civis inocentes , Israel decidiu oferecer aos comandantes do navio que parassem para inspeção em alto mar. Mandaríamos soldados para inspecionar o navio e se não houvesse armamento ele poderia seguir rumo a Gaza.
ESSA FOI UMA ATITUDE EXTREMAMENTE PACIFISTA DO NOSSO EXÉRCITO, EM RESPEITO AOS CIVIS QUE ESTAVAM NO NAVIO. E, SE NÃO HÁ ARMAMENTO NO NAVIO, QUAL É O PROBLEMA DE QUE ELE SEJA INSPECIONADO?
Os comandantes do navio concordaram com a inspeção.

5:00h - Minha chegada em Gaza. Exatamente no momento em que os soldados estavam entrando nos barcos. E FORAM GRATUITAMENTE ATACADOS: tiveram suas armas roubadas, foram espancados e esfaqueados. Mais soldados foram enviados, desta vez para controlar o conflito. Cerca de 50 pessoas se envolveram no conflito, 9 morreram. Morreram aqueles que tentaram matar nossos soldados, aqueles que não eram civis pacifistas da ONU, mas sim militantes terroristas que comandavam o grupo. Todos os demais 22 feridos entre os tripulantes do navio, foram ATENDIDOS E RESGATADOS POR NÓS, EU E MINHA EQUIPE E ENVIADOS PARA OS MELHORES HOSPITAIS EM ISRAEL.

Entre nós, 9 feridos. Tiros, facadas e espancamento. Um deles ainda está em estado gravíssimo após concussão e 6 tiros no tronco. Meninos entre 18 e 22 anos, que tinham ordem para inspecionar um navio da ONU e não ferir ninguém. E não o fizeram. Israel não disparou nem o primeiro, nem o segundo tiro. Fomos punidos por confiar no suposto pacifismo da ONU. Se soubéssemos a intenção do grupo, jamais teríamos enviados nossos jovens praticamente desarmados para dentro do navio. Ele teria sim sido atacado pelo mar. E agora todos os que ainda levantam a voz contra Israel estariam no fundo mar.

Depois de atender os nossos soldados, me juntei a outra parte da nossa equipe que já cuidava dos tripulantes. Mesmo com braceletes dizendo MÉDICO em quatro línguas e estetoscópios no pescoço, também a nós eles tentaram agredir. Um deles cuspiu no nosso cirurgião. Um outro deu um soco na enfermeira que tentava medicá-lo. ALÉM DE AGRESSORES, SÃO TAMBÉM INGRATOS.

Eu trabalhei por 6 horas seguidas atendendo somente tripulantes do navio. Todo o suprimento médico e ajuda foram oferecidos por Israel. Depois do final da confusão o navio foi finalmente inspecionado. LOTADO DE ARMAS BRANCAS E MATERIAL PARA CONFECÇÃO DE BOMBAS CASEIRAS. ONDE É QUE ESTÁ O PACIFISMO DA ONU???

Na terça-feira, fui visitar não só os nossos soldados, mas também os feridos do navio. Essa é a política que Israel tenta manter: nós não matamos civis como os terroristas árabes. Nós não nos recusamos a enviar ajuda a Gaza. Nós não queremos mais guerra. MAS JAMAIS VAMOS PERMITIR QUE MATEM OS NOSSOS SOLDADOS.

Só milionário idiota que acha lindo ser missionário da ONU não entende que guerra não é lugar para civis se meterem. Havia um bebê no barco : alguém pode explicar por que uma mãe coloca um bebê em um navio a caminho de uma zona de guerra? Onde eles querem chegar com isso? ELES NÃO ENTENDEM QUE FORAM USADOS COMO FERRAMENTA CONTRA ISRAEL, E QUE A INTENÇÃO NUNCA FOI ENVIAR AJUDA A GAZA E SIM GERAR POLÊMICA E CRIAR AINDA MAIS OPOSIÇÃO INTERNACIONAL. E CONTINUAM SEM ENTENDER QUE DAR FORÇA AO TERRORISMO DO HAMAS, DO HEZBOLLAH OU DO IRÃ SÓ SIGNIFICA MAIS PERIGO. NÃO SÓ A ISRAEL, MAS AO MUNDO TODO.

E o presidente Lula precisa também entender que desta guerra ele não entende. E QUE O BRASIL JÁ TEM PROBLEMAS DEMAIS SEM RESOLVER. TEM MAIS GENTE PASSANDO FOME QUE GAZA. TEM MUITO MAIS GENTE MORRENDO VÍTIMA DA VIOLÊNCIA URBANA NO RIO DO QUE MORTOS NAS GUERRAS DAQUI. E PASSAR A CUIDAR DOS PROBLEMAS DAÍ. DOS DAQUI, CUIDAMOS NÓS.

Eu sempre me orgulho de ser também brasileira. Mas nesta semana chorei. De raiva, de raiva de ver que especialmente no Brasil, muito mais do que em qualquer outro lugar, as notícias são absolutamente distorcidas. E isso é lamentável. Não me entendam mal. Eu não acho que todos os árabes sejam terroristas. MAS SEI QUE QUEM OS CONTROLA HOJE, É. E que esta guerra não é só contra Israel. O Islamismo prega o EXTERMÍNIO de TODO o mundo não árabe. Nós só somos os primeiros da lista negra. Por favor encaminhem este e-mail aos que ainda não entendem que guerra é guerra e que os terroristas não são coitadinhos. Eu prometo escrever da próxima vez com melhores notícias e melhor humor. Tenho algumas boas aventuras pra contar.

Um beijo a todos

Shabat Shalom
Ana "
Fonte: Pletz

4 de junho de 2010

http://www.movimentomarinasilva.org.br/


http://www.movimentomarinasilva.org.br/
Quando somos conscientes de pensamentos e passamos a ser tambem conscientes de sentimentos, atingimos um amplitude maior... pois o pensamento é uma forma e a mente vê formas... mas o sentimento nao tem forma. Por isso, fixar a mente num sentimento e mantê-lo com intenção de mantê-lo não é nada fácil. Essa é a fronteira do progresso humano e prosseguir a frente é progresso divino..é quando se chega mais alem, se chega na meditação e nele alcançamos o poder que é audível e visível dentro de nós e que somos ainda ignorantes. Uma vez que travamos contato com isso , não conseguimos mais dizer que existe uma coisa chamada acidente.Tudo o que acontece está destinado e preparado! É a atitude premeditada por algo absoluto !



O pensamento nos faz seres únicos e solitários, ao mesmo tempo que unidos por uma malha energética.Não é o sentimento que nos faz pensar,é o pensamento que nos faz sentir e o homem ainda não aprendeu a pensar, nem ter o controle sobre seus pensamentos.Se tivéssemos poderíamos mudar o mundo..para melhor ou para pior...dependendo dos sentimentos.Nesse momento, precisamos plasmar sentimentos de amor, esperança e fé no futuro de nosso Planeta.Marina, através dos conceitos de ética, sustentabilidade, etc...nos faz prever um futuro melhor....


Faça da sua vida o bastante.
Escute o seu coração
Seja vibrante. Conte com ele.
Idealize seus sonhos.
Dê sempre mais de você a você mesmo.
Leia os olhos de quem te ama.
Ame quem não te ama, tanto quanto ama quem te ama.
Deixe de lado a tristeza e busque o contentamento .
E assim será feliz com esperanças!

É assim que vejo as atitudes de Marina Silva e por isso estou com elae com a causa que defendemos juntos.


http://www.youtube.com/watch?v=GlcToenxCWk

2 de junho de 2010

MOVIMENTO MARINA SILVA

Uma mensagem a todos os membros de MOVIMENTO MARINA SILVA


Assista o video de Marina: http://www.youtube.com/watch?v=1DQkyfSzp40
Participe do Encontro: http://www.eusoumaisum.com.br/

Mensagem da Marina:

Oi pessoal! Primeiro quero dizer da minha alegria de estar aqui com vocês. Dia 12 de junho nós vamos ter um encontro em Itu. Vai ser muito bom poder me encontrar com a juventude que está buscando uma nova forma de fazer politica.
É claro que esta forma de fazer politica nova não está em mim sozinha e nem em vocês. Está em todos nós e é uma construção que precisa ser feita a cada dia e a cada instante, de geração para geração. E este encontro nos vai possibilitar estabelecermos uma troca de visão, de fazer, de querer, de pensar, de olhar, de escutar.
Estou muito feliz de que a juventude brasileira esteja se mobilizando nesta ideia de militante da civilização. Ser um militante da civilização é lutar pelo todo e ao mesmo tempo pela parte.
Eu gosto muito da frase que diz que "as utopias são apenas começos". O bom é que a juventude pode estar sempre começando. Há mais ou menos 30 anos atrás eu estava começando, como vocês. Agora quem está começando são vocês.
Então, as utopias e os sonhos não páram, por que os jovens são portadores de sonhos, militantes da civilização. De uma civilização que no futuro possa continuar com a terra fértil, água potável, ar puro e biodiversidade para os nossos filhos e netos, indefinidamente pelos tempo dos tempos que virão.

Visite MOVIMENTO MARINA SILVA em: http://www.movimentomarinasilva.org.br/