29 de abril de 2010

Semana de provas


Sabe quando você tem mil coisas pra fazer ao mesmo tempo e você já está super cansada? Tinha prova sexta-feira passada de Direito Penal I, valendo 10, me embananei numas questões e acabei tirando 7, já tinha 1 ponto de um trabalho e o professor decidiu que se fizermos um texto sobre uma das questões da prova, a nossa escolha, valerão mais 2 pontos na média. Ooopa! Dá pra ir com 10 no semestre! Tomara, agora tenho que escolher a questão.
Vejamos... são:
Qual a importância do Direito Canônico no direito penal?
De que modo os hebreus influíram na história do direito penal?
Em que característica da pena você enquadraria a afirmação de que ela deve ser aplicada?
O que significa direito penal subjetivo?
O que significa direito penal primário?
Quais são os tipos de pena?
Descreva 4 institutos que o direito ronamo no legou.
Quais são os comandos da lei penal? Explique-os.
O que nos indicam tótens e os tabus?
Qual o fundamento da Teoria Finalsita da Pena?
Hum... acho que vou fazer ou da 3ª ou da 7ª questão.
Enquanto isso, sei que tenho que estudar pra prova de amanhã, de Teoria Geral do Processo. Essa sim, a tradicionalmente mais difícil do curso.
Bem... vou lá estudar.

O que mudou na regulamentação da anacionalidade feita pela EC 54/07*

Por Bibiana Rabaioli Prestes

A anacionalidade é fator fundamental de todas as pessoas, as interliga na comunidade e com o Estado e torna possível ao indivíduo ser detentor de direitos e obrigações.
Portanto, a anacionalidade é um problema grave, pois o indivíduo, por causa de determinados conflitos nas legislações entre os países diferentes, sendo que alguns países adotam o modo ius sanguinis e outros adotam o modo ius soli, acaba ficando sem nacionalidade.
O que alguns doutrinadores chamam erradamente de apátrida. Erradamente, pois não existe uma pessoa sem pátria, sendo que pátria não significa só onde a pessoa nasceu ou tem ligação por laços sanguíneos , pátria requer outros fatores determinantes e características identificadoras como a cultura, a religião, etc.
A Constituição Federal Brasileira regula a anacionalidade, tendo recebido recentemente modificações pela Emenda Constitucional nº 54/07.
A Emenda Constitucional nº 54/07 modificou a alínea "c" do inciso I do artigo 12 da Constituição Federal. estabelecendo que os brasileiros nascidos no exterior podem ser registrados no consulado brasileiro ou repartição diplomática, garantindo que sejam brasileiros natos, o que não era permitido antes sem qua a pessoa viesse a residir no Brasil.
Em 1994 a Emenda Constitucional de Revisão 3/94, passou a proibir que as pessoas nascidas no estrangeiro, filhos de pai ou mãe brasileiros fizessem seu registro em órgão competente brasileiro sem morar no Brasil.
Era permitido antes de 1994, e a Emenda Constitucional nº 54/07 passou a garantir esse direito novamente e ainda garantindo aos nascidos entre 1994 e 2007 que poderão ser registrados em repartição diplomática ou consular brasileira, se vierem morar no Brasil.
Com a modificação, o registro em repartição pública competente já é o suficiente para obter nacionalidade brasileira, não sendo mais um fator determinante a residência no Brasil.

*Este estudo foi feito com base no artigo "A busca da cidadania pelos nacionais e sua inadequação terminológica", das advogadas Renata Egert e Caroline Bornoldt.

27 de abril de 2010

Quem "controla" a mídia?

Por: Venício Lima

Você já ouviu falar em Alexander Lebedev, Alexander Pugachev, Rupert Murdoch, Carlos Slim ou Nuno Rocha dos Santos Vasconcelos? Talvez não, mas eles já “controlam” boa parte da informação e do entretenimento que circulam no planeta e, muito provavelmente, chegam diariamente até você, leitor(a).
Enquanto na América Latina, inclusive no Brasil, a grande mídia continua a “fazer de conta” que as ameaças à liberdade de expressão partem exclusivamente do Estado, em nível global, confirma-se a tendência de concentração da propriedade e controle da mídia por uns poucos mega empresários.
Na verdade, uma das conseqüências da crise internacional que atinge, sobretudo, a mídia impressa, tem sido a compra de títulos tradicionais por investidores – russos, árabes, australianos, latino-americanos, portugueses – cujo compromisso maior é exclusivamente o sucesso de seus negócios. Aparentemente, não há espaço para o interesse público.

Na Europa e nos Estados Unidos
Já aconteceu com os britânicos The Independent e The Evening Standard e com o France-Soir na França. Na Itália, rola uma briga de gigantes no mercado de televisão envolvendo o primeiro ministro e proprietário de mídia Silvio Berlusconi (Mediaset) e o australiano naturalizado americano Ropert Murdoch (Sky Itália). O mesmo acontece no leste europeu. Na Polônia, tanto o Fakt (o diário de maior tiragem), quanto o Polska (300 mil exemplares/dia) são controlados por grupos alemães.
Nos Estados Unidos, a News Corporation de Murdoch avança a passos largos: depois do New York Post, o principal tablóide do país, veio a Fox News, canal de notícias 24h na TV a cabo; o tradicionalíssimo The Wall Street Journal; o estúdio Fox Films e a editora Harper Collins. E o mexicano Carlos Slim é um dos novos acionistas do The New York Times.

E no Brasil?
Entre nós, anunciou-se recentemente que o Ongoing Media Group – apesar do nome, um grupo português – que edita o “Brasil Econômico” desde outubro, comprou o grupo “O Dia”, incluindo o “Meia Hora” e o jornal esportivo “Campeão”. O Ongoing detem 20% do grupo Impressa (português), é acionista da Portugal Telecom e controla o maior operador de TV a cabo de Portugal, o Zon Multimídia.
Aqui sempre tivemos concentração no controle da mídia, até porque , ao contrário do que acontece no resto do mundo, nunca houve preocupação do nosso legislador com a propriedade cruzada dos meios. Historicamente são poucos os grupos que controlam os principais veículos de comunicação, sejam eles impressos ou concessões do serviço público de radio e televisão. Além disso, ainda padecemos do mal histórico do coronelismo eletrônico que vincula a mídia às oligarquias políticas regionais e locais desde pelo menos a metade do século passado.
Desde que a Emenda Constitucional n. 36, de 2002, permitiu a participação de capital estrangeiro nas empresas brasileiras de mídia, investidores globais no campo do informação e do entretenimento, atuam aqui. Considerada a convergência tecnológica, pode-se afirmar que eles, na verdade, chegaram antes, isto é, desde a privatização das telecomunicações.
Apesar da dificuldade de se obter informações confiáveis nesse setor, são conhecidas as ligações do Grupo Abril com a sul-africana Naspers; da NET/Globo com a Telmex (do grupo controlado por Carlos Slim) e da Globo com a News Corporation/Sky.
Tudo indica, portanto, que, aos nossos problemas históricos, se acrescenta mais um, este contemporâneo.

Quem ameaça a liberdade de expressão?
Diante dessa tendência, aparentemente mundial, de onde partiria a verdadeira ameaça à liberdade de expressão?

Em matéria sobre o assunto publicada na revista Carta Capital n. 591 o conhecido professor da New York University, Crispin Miller, afirma em relação ao que vem ocorrendo nos Estados Unidos:

“O grande perigo para a democracia norte-americana não é a virtual morte dos jornais diários. É a concentração de donos da mídia no país. Ironicamente, há 15 anos, se dizia que era prematuro falar em uma crise cívica, com os conglomerados exercendo poder de censura sobre a imensidão de notícias disponíveis no mundo pós-internet (...)”.

Todas estas questões deveriam servir de contrapeso para equilibrar a pauta imposta pela grande mídia brasileira em torno das “ameaças” a liberdade de expressão. Afinal, diante das tendências mundiais, quem, de fato, “controla” a mídia e representa perigo para as liberdades democráticas?


Venício Lima é Pesquisador Sênior do Núcleo de Estudos sobre Mídia e Política da Universidade de Brasília - NEMP - UNB
Colunista do Carta Maior:  www.cartamaior.com.br

22 de abril de 2010

Vinte e um conselhos das Universidades de Medicina: Harvard e Cambridge

Harvard e Cambridge publicaram recentemente um compêndio com 20 Conselhos saudáveis para melhorar a qualidade de vida de forma prática e habitual :
01- Um copo de suco de laranja
Diariamente para aumentar o Ferro e repor a vitamina C.
 02- Salpicar canela no café
(mantém baixo o colesterol e estáveis os níveis de açúcar no sangue).
03- Trocar o pãozinho tradicional pelo pão integral
O pão integral tem 4 vezes mais fibra, 3 vezes mais zinco e quase 2 vezes mais Ferro que tem o pão branco.
04- Mastigar os vegetais por mais tempo.
Isto aumenta a quantidade de químicos anticancerígenos liberados no corpo. Mastigar libera sinigrina. E quanto menos se cozinham OS vegetais, melhor efeito preventivo têm.
05- Adotar a regra dos 80%:
Servir-se menos 20% da comida que costuma comer, evita transtornos gastrintestinais, prolonga a vida e reduz o risco de diabetes e ataques de coração.
06- LARANJA o futuro está na laranja, que reduz em 30% o risco de câncer de pulmão.
07- Fazer refeições coloridas como o arco-íris .
Comer DIARIAMENTE, uma variedade de vermelho, laranja, amarelo, Verde, roxo e branco em frutas e vegetais, cria uma melhor mistura de antioxidantes, vitaminas e minerais.
08- Comer pizza, macarronada ou qualquer outra coisa com molho de tomate.
Mas escolha as pizzas de massa fininha. O Licopeno, um antioxidante dos tomates pode inibir e ainda reverter o crescimento dos tumores; e ademais é melhor absorvido pelo corpo quando OS tomates estão em molhos para massas ou para pizza .
09- Limpar sua escova de dentes e trocá-la regularmente .
As escovas podem espalhar gripes e resfriados e outros germes. Assim, é recomendado lavá-las com água quente pelo menos quatro vezes à semana (aproveite o banho no chuveiro), sobretudo após doenças, quando devem ser mantidas separadas de outras escovas.
10- Realizar atividades que estimulem a mente e fortaleçam sua memória...
Faça alguns testes ou quebra-cabeças, palavras-cruzadas, aprenda um idioma, alguma habilidade nova... Leia um livro e memorize parágrafos; escreva, estude, aprenda. Sua mente agradece e seus amigos também, pois é interessante conversar com alguém que tem assunto.
11- Usar fio dental e não mastigar chicletes .
Acreditem ou não, uma pesquisa deu como resultado que as pessoas que mastigam chicletes têm mais possibilidade de sofrer de arteriosclerose, pois tem os vasos sanguíneos mais estreitos, o que pode preceder a um ataque do coração. Usar fio dental pode acrescentar seis anos a sua idade biológica porque remove as bactérias que atacam aos dentes e o corpo.
12- Rir.
Uma boa gargalhada é um 'mini-workout', um pequeno exercício físico: 100 a 200 gargalhadas equivalem a 10 minutos de corrida.
Baixa o estresse e acorda células naturais de defesa e OS anticorpos.
13- Não descascar com antecipação.
Os vegetais ou frutas, sempre frescos, devem ser cortados e descascados na hora em que forem consumidos. Isso aumenta os níveis de nutrientes contra o câncer. Sucos de fruta têm que ser tomados assim que são preparados.
14- Ligar para seus parentes/pais de vez em quando.
Um estudo da Faculdade de Medicina de Harvard concluiu que 91% das pessoas que não mantém um laço afetivo com seus entes queridos, particularmente com a mãe, desenvolvem alta pressão, alcoolismo ou doenças cardíacas em idade temporã .
15- Desfrutar de uma xícara de chá.
O chá comum contém menos níveis de antioxidantes que o chá Verde, e beber só uma xícara diária desta infusão diminui o risco de doenças coronárias. Cientistas israelenses também concluíram que beber chá aumenta a sobrevida depois de ataques ao coração.
16- Ter um animal de estimação.
As pessoas que não têm animais domésticos sofrem mais de estresse e visitam o médico regularmente, dizem os cientistas da Cambridge University. Os mascotes fazem você sentir-se otimista, relaxado e isso baixa a pressão do sangue.
Os cães são OS melhores, mas até um peixinho dourado pode causar um bom resultado.
17- Colocar tomate ou verdura frescas no sanduíche.
Uma porção de tomate por dia baixa o risco de doença coronária em 30%, segundo cientistas da Harvard Medical School; vantagens outras são conseguidas atráves de verduras frescas.
18- Reorganizar a geladeira .
As verduras em qualquer lugar de sua geladeira perdem substâncias nutritivas, porque a luz artificial do equipamento destrói os flavonóides que combatem o câncer que todo vegetal tem. Por isso, é melhor usar á área reservada a ela, aquela caixa bem embaixo ou guardar em um tape ware escuro e bem fechado.
19- Comer como um passarinho.
A semente de girassol e as sementes de sésamo nas saladas e cereais são nutrientes e antioxidantes. E comer nozes entre as refeições reduz o risco de diabetes.
20- Uma banana por dia quase dispensa o médico, vejamos: " Pesquisa da Universidade de Bekeley”.
A banana previne a anemia, a tensão arterial alta, melhora a capacidade mental, cura ressacas, alivia azia, acalma o sistema nervoso, alivia TPM, reduz risco de infarto, e tantas outras coisas mais, então, é ou não é um remédio natural contra várias doenças?
21- e, por último, um mix de pequenas dicas para alongar a vida:
-comer chocolate.
Duas barras por semana estendem um ano a vida. O amargo é fonte de ferro, magnésio e potássio..
- pensar positivamente .
Pessoas otimistas podem viver até 12 anos mais que os pessimistas, que, além disso, pegam gripes e resfriados mais facilmente, são menos queridos e mais amargos.
- ser sociável.
Pessoas com fortes laços sociais ou redes de amigos têm vidas mais saudáveis que as pessoas solitárias ou que só têm contato com a família.
- conhecer a si mesmo .
Os verdadeiros crentes e aqueles que priorizam o 'ser' sobre o 'ter' têm 35% de probabilidade de viver mais tempo, e de ter qualidade de vida...

'Não parece tão sacrificante, não é verdade? Uma vez incorporados, os conselhos, facilmente tornam-se hábitos...
É exatamente o que diz uma certa frase de Sêneca:
'Escolha a melhor forma de viver e o costume a tornará agradável'!
"Crie bons hábitos e torne-se escravo deles, como costumamos ser dos maus hábitos".

21 de abril de 2010

Brasília, 50 anos



É muito triste ver que uma cidade que foi projetada para ser um símbolo da democracia brasileira, é palco de tramas recheadas de corrupção, vandalismo, lavagem de dinheiro e sabe Deus o que mais…
Espero viver para um dia ver que os brasileiros não mais votarão em políticos com um passado sujo e desonesto e espero mais, que Brasília se transforme no símbolo para o qual foi realmente projetada.
 (Silvana)
 
É sabido que os moradores de Brasília, em sua maioria, não compactua com aquilo que envergonha nosso país. Porém deveríamos estar comemorando cinquenta anos de domínio sobre um povo mal vestido, interna e externamente, de sabedoria, de um lado, e de outro, senhores feudais massacrando, usurpando uma sociedade sedenta de tudo que rege e faz uma sociedade digna.
(Hércules Carvalho Barbosa)

INDEPENDÊNCIA OU MORTE PARA NOSSOS SONHOS! 

VIVA BRASÍLIA E A EXPANSÃO DE NOSSA SOCIEDADE PARA O CENTRO DO BRASIL!
JÁ IMAGINOU SE TODOS AQUELES POLITICOS E BUROCRATAS ATRASADOS ESTIVESSEM TAMBÉM CONVIVENDO COM AS TRIBOS SELVAGENS E OS BANDIDOS QUE VIVEM NOS MAIS DIVERSOS BAIRROS E FAVELAS DO RIO DE JANEIRO. E AS MAFIAS DE OUTROS ESTADOS?
COMO SERIA SE TIVESSEMOS A MAFIA DO BINGO JUNTO COM A MAFIA DA CUECA E A MAFIA DO MENSALÃO E A MAFIA DOS SANGUESSUGAS E A MAFIA DOS ANOES DO ORÇAMENTO E A MAFIA DOS DONOS DA PETROBRÁS E A MAFIA DA PETEZADA(poucas excessões) E TANTAS OUTROS BANDOS DE BÁRBAROS QUE ASSALTAM, USURPAM, ROUBAM, SE APROPRIAM, E TIRAM O BRILHO E A DIGNIDADE NOSSA, POVO BRASILEIRO AINDA SEM CULTURA POLITICA E SOCIEDADE QUE AINDA PENSA ESTAR VIVENDO SOB O JUGO DE UMA NAÇÃO COLONIZADORA E QUE TANTO USURPOU AS RIQUEZAS NACIONAIS.
O DIA EM QUE O POVO BRASILEIRO PERCEBER QUE SOMOS UMA NAÇÃO INDEPENDENTE E SOBERANA E QUE A RIQUEZA GERADA AQUI É DE TODOS NÓS, QUE SOMOS REPRESENTADOS POR POLITICOS QUE SÃO ELEITOS POR NOSSA ESCOLHA E QUE ESTES MESMOS POLITICOS,NA SUA MAIORIA, SÃO AQUELES QUE NOS ROUBAM, VAMOS INICIAR NOVA FASE DE CRESCIMENTO E SENTIMENTO DE BRASILIDADE.
AMAMOS O PAÍS, AMAMOS O POVO, AMAMOS A NOSSA NAÇÃO.
VAMOS INICIAR MOVIMENTO PARA QUE NOSSO VOTO SEJA ÚTIL E POSSAMOS COM ISTO TERMOS REPRESENTANTES DIGNOS E CONFIÁVEIS TRABALHANDO PELO NOSSO FUTURO.
CHEGA DE PASSIVIDADE E IGNORÂNCIA. CHEGA DE CORONELISMO E FEUDOS. CHEGA DE IMPUNIDADE.
VAMOS PROCLAMAR NOVAMENTE A INDEPENDENCIA DO BRASIL POIS ELA AINDA NÃO CHEGOU.
ANTES DEPENDIA DE PORTUGAL. DEPOIS PASSOU A DEPENDER DE POLITICOS CORRUPTOS E GANANCIOSOS LADRÕES. LADRÕES DE NOSSAS RIQUEZAS, DE NOSSA VIDA DIGNA, DE NOSSOS SONHOS DE NAÇÃO!
VIVA A BRASÍLIA! VIVA O BRASIL! SOMOS O MELHOR PAÍS DO MUNDO!
VIVA NOSSO POVO! VIVA NOSSAS DIFERENÇAS!

20 de abril de 2010

Lula errou de mulher!!!

Por Petrônio Souza Gonçalves

O furacão Katrina arrasou os Estados Unidos. No Brasil, um furacão chamado Dilma anda arrasando palanques, alianças e candidaturas. Com sensibilidade de um elefante em uma loja de cristais, Dilma segue causando constrangimento, desentendimento e apreensão por onde passa. Foi assim em Belo Horizonte, foi assim em São Paulo, está sendo assim Brasil afora.

O maior problema de Dilma é ela mesma, sua falta de trato, sua maneira de enxergar a vida e de lidar com os que estão à sua volta. É uma figura tão diferente de Lula... Marina Silva, não, é a versão feminina de Lula. Fundadora do PT no Acre, segue ela em sua solitária peregrinação Brasil afora. É uma candidata retirante, uma bóia fria da política nacional.

Marina tem uma história próxima da de Lula. Bastaria ele dizer, pelos palanques do Brasil, que esta é a minha candidata, pois ela é como eu, é como vocês companheiros, veio do norte, venceu desafios, é uma guerreira, uma trabalhadora brasileira. Eu nasci no sertão, ela na floresta. Somos filhos do Brasil, da pobreza, do esquecimento. Sabemos o que é a fome, a falta de estudo, de saúde, de emprego. E, no entanto, estamos aqui, por que passamos por todos os desafios e queremos dar um futuro melhor para cada um de vocês, por que nós sofremos na pele o que vocês sofrem todos os dias, nós vivemos a sua realidade diária. Por isso precisamos do seu voto, para mudar tudo isso...
Mestiça, Marina Silva tem a humildade dos vencedores e não a arrogância dos perdedores. Tem os olhos tristes dos oprimidos e o sorriso aberto dos que acreditam na luta diária, na superação dos desafios. Tem um jeito brejeiro de mulher sofrida, como se lê nos vincos de seu rosto.
Me parece claro que se a candidata de Lula à presidência da República fosse a Marina, teríamos uma transferência imediata de votos, um entrelaçamento de imagens, de depoimentos, de histórias, o que causaria comoção junto à população e um casamento natural entre os personagens.
Dilma, não. É uma imagem que destoa da de Lula, que não lembra sua espontaneidade, sua popularidade, seu jeito matreiro de fazer política. São imagens que não colam, que não se correspondem, que não se assemelham, que não se harmonizam.


O grande problema é que Marina não é submissa, não é serviçal, tem luz própria. Lula não queria uma candidata independente, pois ele tem muitos compromissos e precisa assegurar aos companheiros o esquema implantado dentro do governo federal dos milhares de cargos criados, do repasse sistemático de verbas para as ONGs petistas, da onisciência de José Dirceu no governo lulista.
Como diz o adágio popular, “quando a esperteza é demais, ela cresce e engole o dono”. Enquanto isso, vamos assistindo a crônica diária da candidata Dilma, a gata borralheira que sonha se tornar princesa.


Fonte: Gazeta do Sul

Lema de Serra "inspira" vídeo comemorativo da Rede Globo

Vídeo comemorativo dos 45 anos da empresa buscou inspiração no mote da campanha do candidato tucano José Serra, "O Brasil Pode Mais". Durante 30 segundos, artistas e jornalistas da Globo repetem variações sobre esse tema. Para jornalista Paulo Henrique Amorim, "deve ter sido uma retribuição ao agasalhamento do terreno que a Globo invadiu por 11 anos e o Serra transformou numa escola técnica para formar profissionais para a Globo".

O vídeo comemorativo dos 45 anos da Rede Globo que foi ao ar na noite deste domingo buscou inspiração no mote inicial da campanha do candidato tucano José Serra, “O Brasil Pode Mais”. Durante 30 segundos, artistas e jornalistas da Globo repetem sucessivamente os bordões: “Todos queremos mais”, “Brasil muito mais”, “Saúde, Educação, queremos muito mais”, “É por você que a gente faz sempre mais”. Outra referência direta à campanha de Serra é o 45, número do PSDB nas votações. Veja o vídeo e tire suas conclusões.

Comentário do jornalista Paulo Henrique Amorim sobre a incrível “coincidência”: “Deve ser uma retribuição ao agasalhamento do terreno que a Globo invadiu por 11 anos e o Serra transformou numa escola técnica para formar profissionais para a Globo. Uma mão lava a outra. E cada vez “mais !”.

No final da tarde desta segunda, a Rede Globo decidiu suspender a campanha institucional dos seus 45 anos, para “não ser acusada de tendenciosa”, informou nota publicada no portal Terra. A nota assinala que o coordenador da campanha de Dilma Rousseff (PT) na internet, Marcelo Branco, criticou a mensagem subliminar da propaganda, acusando-a de inspirar-se no lema de Serra, “o Brasil pode mais”.

Na verdade, não se trata de uma acusação, mas sim de uma constatação. Basta ver e ouvir o texto do comercial e compará-lo com o discurso de Serra. Segundo a Globo, a propaganda foi elaborada em novembro de 2009, “quando não existiam candidaturas muito menos slogans”. Tanto pior. Uma vez que já há pré-candidaturas e slogans, a empresa, em nome da isenção que alega valorizar, deveria cuidar para que seus comerciais institucionais não se confundam com uma delas.

Bah pessoal! Tendencionista? É claro! A Rede Globo está acostumada a "colocar e tirar" presidentes. Por favor fiquemos atentos e não nos deixemos levar por essa alienante!

19 de abril de 2010

Aílton, o outro filho do Brasil

Por Júlio Meira, especial para o Yahoo! Brasil
Fotos de Tuca Vieira

A "noite" de toda cidade é invariavelmente habitada por um elenco enorme de figuras e folclores. Mesmo para o viajante, é fácil muitas vezes pinçar de imediato, de dentro de um mundo tão repleto de opções, um rosto, uma personalidade destacada. O taxista que não olha para a frente, o barman de amizade rápida, o amigo cujo nome ninguém sabe, o desconhecido simpático e o conhecido antipático... Tudo isso, afinal, são pessoas e tipos comuns, que compõem, digamos assim, a constelação noturna de qualquer um de nós.

A cantora invariavelmente gorda e o velho solitário que dela não desgruda... O homem que fala muito alto, o casal que discute muito alto, as cocotas que fofocam como se estivessem sós no banheiro de uma delas, o bêbado que tromba e tropeça, sempre na moça mais bonita e entojada do lugar, o furador de espera, o fortão irritadiço que organiza um motim contra a hostess, a perua maquiada que apóia o fortão, cutucada pelo "maridão" banana...
O interessante sobre esse "ligeiro" Aílton é que o seu transparente carisma não habita uma face de grandes ou largos sorrisos, ao contrário do que o anedotário talvez preferisse. O homem fala pouco, e fala baixo. Impressiona pela extrema rapidez e agilidade com a qual se desloca entre as mesas do bar, corre de ponta a ponta, leva pratos, pega copos, conversa com uns, abraça outros, olha firme nos olhos de todos.
"Nunca dei para trabalhar de dia", rememora quando enfim conversamos um pouco. "Sei que, assim, vivo no contra-fluxo. Mas vivo bem. Muito bem, acho eu". Ninguém joga xadrez sobre o piso preto-e-branco do salão, mas Aílton, parrudo, é obviamente o rei desse estreito tabuleiro. Ou talvez o bispo, a julgar pelas diagonais improváveis que ele traça entre as mesas, entre os braços, entre os gestos cada vez mais espalhados da sua fiel clientela.

Duas décadas de noite

A vida em São Paulo, para Aílton Manoel da Silva começou há mais ou menos 20 anos. A família, a origem, é humilde. Aílton nasceu no agreste, em Pernambuco, na minúscula cidade de Panelas de Miranda, latitude mediana entre Caruaru, ao norte, e a celebrizada Garanhuns, ao sul. A mãe era "severa", diz ele: "honesta e sabida. Hipertensa". O pai bebia muito, só parou aos 45 anos, e hoje, com quase 75, é um amigo querido de quem tem saudades. "Mas trazer o meu pai para cá, para São Paulo, a essa altura... É coisa que até já pensei em fazer, mas não tem cabimento... Tirá-lo de lá, fazê-lo dependente de mim? Acho que seria egoísta...", pondera.

A mãe morreu há pouquíssimo tempo, pouco mais de um ano. O pai "está forte" e ainda "capina", na roça "de subsistência", embora esteja cego de um olho. Distante da família original e perto da família construída, assim vive Aílton a vida, que descreve "pacata". Mora em Cotia, cidade da Grande São Paulo.


Casado com pernambucana, conheceu-a em São Paulo: "mulher de garra, totalmente dedicada à família e ao trabalho". Tem dois filhos, Gabriela e João, o menino é um bebê recém-nascido. Folga às segundas, dorme às 7h e acorda cotidianamente às 14h. Fica em casa, com o filho, até as 19h: a menina, nesse horário, está na escola.

Trabalha diariamente das 21h até "o último cliente". Antes de começar, bebe um café expresso, já no balcão do bar, mas ainda "à paisana". Fuma um cigarro. Troca de roupa no vestiário: gravata borboleta preta sobre camisa branca, colete branco de três bolsos, calça preta folgada e fresca, mocassin também preto. Às 6h, "mais ou menos" está "de volta", em casa. Não se atreve a sair de Cotia, exceto em fins de semana, porque o trânsito "proíbe". "A pontualidade é uma coisa que acabou. Não é mais possível", alerta. "Eu vejo, no bar, a quantidade de pessoas que estão esperando, esperam por alguém que não chega. Trocam-se telefonemas, as pessoas estão presas, aqui e ali, demoram".

"Quando tenho mais tempo", conta, "vou ao centro de São Paulo. Gosto de lá, dos prédios, da arquitetura. Acho que é o pedaço mais bonito da cidade". Para chegar até ali, no entanto, "só aos sábados e domingos, de vez em quando: o trânsito de São Paulo é a pior coisa da cidade. Não há nada pior do que isso. E a tendência, na minha opinião, é piorar".

Em Miranda, Aílton cresceu em casa simples. Não tem grandes coisas a contar daquele tempo. Ou não quer. A vida para ele parece ter mesmo começado, ou recomeçado no sudeste, em meados dos anos 80, quando chegou a São Paulo, aguardado e abrigado por um primo que morava no Bixiga, na rua São Vicente. "Minha realidade é a realidade da grande maioria do povo nordestino que vem para cá", teoriza.

"Sempre existe um parente mais próximo, que veio antes". O primeiro emprego de Aílton foi já "no serviço": copeiro do lendário restaurante paulistano Gigetto, não ficou, no entanto, muito tempo na casa. "Trabalhava de dia, e sofria. Me sentia muito só, na cidade, à noite", confessa, noturno.

Da copa do Gigetto, onde esteve por apenas 2 meses, passou para o restaurante Piolim, "rua Augusta 88", onde ficou por 7 anos, aparentemente saudosos: "O serviço de bar, naquela época, era como se fosse uma carreira mesmo. Você tinha uma sequência, entendeu? Um aprendizado, os profissionais mais velhos. O meu professor foi o velho Zé Mussum, mâitre do salão de lá", recorda com carinho.

"Foi lá, e com ele, que peguei esse gosto por trabalhar com gente... Assim no meio das pessoas". A carreira de Aílton envolveu muitos bares e casas, em toda a capital paulista: Cantina do sargento, Cantina do Lelis, Panino giusto, cantina Vecchia Roma, Cervejaria Continental. A carreira o levou até mesmo à Ilhabela, no litoral do Estado, num hotel onde enfim conheceu os donos do bar onde hoje trabalha. Um bar que então não existia e do qual, reza a lenda, Aílton foi "o nº 1", o primeiro contratado: "Em 10 de abril de 2000, abrimos as portas daqui. Há 10 anos".

A alma do bom garçom

O escritor Paulo Mendes Campos dizia: "Todo frequentador de bar tem o direito de embriagar-se convenientemente uma vez por outra. Quem vende bebida deve ser linchado quando exige de seus clientes comportamento de casa de chá".

Às duas da manhã, garoa (afinal é São Paulo), e Aílton se aperta com dois outros homens, entre um toldo e a copa rala de uma árvore miúda, numa pausa de trabalho, com cigarro, do lado de fora da casa.

"O uísque não me interessa", dizia também Mendes Campos, "o que me interessa é a criatura humana, esta pobre e arrogante criatura...". Sem ler ou conhecer o escritor brasileiro, a filosofia profissional desse Aílton de 40 anos, consiste mais ou menos no seguinte: "O garçom é responsável pelo embriagado e deve ser solidário com ele. As pessoas, em geral, chegam sóbrias aos bares, certo?". Certo. "E é pelo garçom que se embebedam, certo?". Certo. "Não se pode dispensar, abandonar um cliente que excedeu. Tem que tomar conta. A vida ensina isso. Já levei até gente para casa, no meu próprio carro", conta, divertidamente.

Essa espécie de código pessoal de conduta foi originalmente construído e formulado por Aílton ao longo de seus 22 anos de experiência "pública". Sobre a possibilidade de "controlar" um beberrão contumaz, sua filosofia pessoal propõe um paradoxo irônico e bem-humorado: "Você acha possível tornar alguém consciente de que não está mais consciente?". É impossível não pensar que, em tempos de "Lei seca", um "mâitre" como esse é tudo de que uma cidade precisa. "O engraçado é justo eu, que tenho uma história familiar de bebida, ganhar minha vida 'administrando' essas coisas, né?". Outra coisa que Aílton parece querer administrar muito bem é o "carinho": para ele, o valor supremo do ofício, das regras do "bem servir".

"É o valor essencial da coisa. Porque tudo o que as pessoas querem é serem bem tratadas. Para agradar, satisfazer, já topei até tirar um sanduíche, de mortadela, metade quente metade frio", gargalha.

"O serviço se simplificou bastante nos últimos anos, em termos de regra, de talheres, de louças, de copos, de obrigações de fazer assim ou assado. Mas há coisas que permanecem. Num homem não pode faltar caráter, bondade e fibra. Num garçom, além disso, tem que sobrar gentileza".

Por fim, "uma coisa melhorou demais: o garçom hoje é um profissional muito mais bem tratado do que foi em outros tempos. Ninguém vai perder o emprego por servir um cafezinho friozinho", comemora. São três horas da manhã, e o bar de Aílton transformou-se finalmente num autêntico "inferninho" (sem tabaco), bem ao gosto das crônicas de Mendes Campos.

Ajeitando o colarinho, ele apaga e pisoteia uma bituca, limpa o suor do rosto e corre para continuar a regência da orquestra. Baixinho, some na multidão. A conversa foi rápida. O que, afinal, parece distinguí-lo, na massa dos seus noturnos, é uma enorme elegância corporal, estranha, na verdade, para um corpo tão compactado. Estamos tão acostumados a modelos de elegância longilínea... Aílton emana um sentido geral de cortesia que todos ao redor parecem perceber, mesmo que inconscientemente. Vai nisso algo das mitologias sobre a hospitalidade afável do brasileiro.

Diz o dito popular que o bom garçom é como o "craque": tem um ou dois olhos na nuca, existe para servir aos colegas. Se isso é de fato verdade, Aílton parece "bem servir" por estar igualmente bem servido, de olhos e de espírito. Talvez seja isso.

16 de abril de 2010














"... A senhora me desculpe, mas no momento não tenho muita certeza. Quer dizer, eu sei quem eu era quando acordei hoje de manhã, mas já mudei uma porção de vezes desde que isso aconteceu. (...) Receio que não possa me explicar, Dona Lagarta, porque é justamente aí que está o problema. Posso explicar uma porção de coisas mas não posso explicar a mim mesma..." - Lewis Carroll.

Amor, I Love You!

Venho por meio deste blog com o intuito de escrever sobre uma temática um tanto banalizada nos dias atuais, mas ainda assim almejada por seres humanos de todas as idades, cores e valores: o amor. Ah, o amor! É involuntário dar um suspiro ao pensar no tamanho do significado dessa simples palavrinha. Bom, pelo menos comigo é assim haha. Aos românticos e xexelentos de plantão, um aviso: esse texto que está sendo escrito não trará nenhuma idealização! Portanto, se espera ler coisas inspiradoras sobre o amor, dê o fora e compre um romance.
Em suma, gostaria de fazer uma pergunta simples, porém difícil de ser respondida: O que realmente é o amor? Caso você, leitor, seja extremamente curioso como eu, tente fazer uma pesquisa na Internet sobre o amor. Serão encontradas inúmeras definições possíveis, que vão de Shakespeare a anônimo/desconhecido, mas nenhuma delas é exata. São hipóteses, versões, viagens provindas do uso de substâncias ilícitas, ou apenas viagens de pessoas pensantes,...

Enfim, o que estou querendo dizer é que não existe uma explicação totalmente verdadeira sobre a definição de tal sentimento, uma vez que ele é vivido por inúmeras pessoas de inúmeras formas possíveis. Existe tanto tipo de amor, tal como o melancólico, o platônico, o obsessivo, o xexelento, o fraternal, o paternal, o maternal, o "de verão", e por aí vai... Assim, tentar achar uma única definição não passaria de uma generalização.
Bom, o fato é que cada pessoa tem um jeito único de amar, de modo que nele existem intrínsecas várias neuroses e inseguranças, o que quebra qualquer teoria defendendo a idéia de que o amor seja um sentimento perfeito. Se tem algum sentimento, se é que podemos chamar o amor de sentimento, que não seja perfeito é esse. Todos nós carregamos conosco nossos traumas, nossas crenças, nossos valores morais, nossos desejos, e sobretudo, nossas expectativas. Somando-se a isso a dificuldade de se relacionar com outrém, nota-se o quanto amar é complicado.

Quando amamos, preocupamo-nos, ficamos ansiosos, sentimos medo, saudade, raiva, tesão, admiração, repulsa, enfim, tudo possível, ao passo que o amor é a soma de todas as sensações existentes. Alguns costumam defender a idéia de que o oposto ao amor é o ódio, mas eu discordo. A indiferença, vulgo ausência de sentimentos, é que se opõe ao nobre sentimento em questão.
Tentando definir um pouquinho do que pode ser o amor: Amar é se importar, é fazer questão de estar junto, é fazer questão de saber como foi o dia, é surpreender, é ouvir, é aconselhar, é valorizar cada mínimo detalhe, é sorrir, é brigar e fazer as pazes, é ficar preocupado quando as coisas não estão dando certo e propor resoluções, é ter medo de perder, é torcer, é chorar por quaisquer razões, é abrir mão de inúmeras convicções e hábitos, é abstrair, é ter paciência, é se entregar de corpo e alma, é TUDO.
Mesmo que o amor não seja certo, sinta, grite, assuma. Por mais que a sensação de arrependimento venha depois, caso não houver a reciprocidade, amar só atrai coisas boas. A princípio, pelo menos. Ninguém disse que amar é algo romântico, perfeito, eterno. Não é isso que eu estou argumentando.

Na minha família, costuma-se dizer que quem ama cuida. Desde criança cresci ouvindo isso, logo, penso que quem ama faz, não diz. Conheço inúmeras pessoas extremamente teóricas, que adoram banalizar o tal do "eu te amo", que dizem por dizer, ou por qualquer outra razão que não faça juz ao que realmente é importante. A esses indivíduos digo apenas uma coisa: saber-se amado é uma coisa, sentir-se amado é outra completamente diferente. Por isso, o amor é uma grande responsabilidade.

Não obstante, como demonstrar o amor? Como diria Martha Medeiros, "A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e verbalização, apesar de não sonharmos com outra coisa: se o cara beija, transa e diz que me ama, tenha a santa paciência, vou querer que ele faça pacto de sangue também? " Hahahaha, concordo em gênero, número e grau.

Para finalizar esse textículo meia boca, colocarei uns trechos de um texto da Martha que eu sou completamente apaixonada. Aos que ficam, um beijo e um abraço. Ah, quero deixar uma dica: o medo é o maior inimigo do amor, portanto, carentes do mundo inteiro (uni-vos! hahaha NOT), abram seus corações de maneira realista e se entreguem. Nada de beber porque amar é difícil haha. Hasta la vista, babies.

"Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro e que não transformam a mágoa em munição na hora da discussão. Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente bem-vindo, que se sente inteiro. Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada, aquele que sabe que não existe assunto proibido, que tudo pode ser dito e compreendido. Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, sem inventar um personagem para a relação, pois personagem nenhum se sustenta muito tempo. Sente-se amado quem não ofega, mas suspira; quem não levanta a voz, mas fala; quem não concorda, mas escuta. Agora sente-se e escute: eu te amo não diz tudo."
 
Escrito por Isadora C.  http://adoraisescrever.blogspot.com/

Adorei essa foto! rsrsrsrs

Oneroso, Congresso parece dar pouca atenção aos eleitores

Qui, 08 Abr, 05h56. Por Tiago de Oliveira, especial para o Yahoo! Brasil

O Congresso Nacional tem um dos custos mais elevados do mundo: é o que mais pesa no bolso do contribuinte. E mesmo dispendioso e oneroso, tem dificuldades em agir de acordo com os interesses do cidadão. O projeto de iniciativa popular de "ficha limpa", que desagrada a maior parte dos deputados federais, teve sua votação adiada esta semana pelas lideranças partidárias.

Essa má vontade é o retrato de um Congresso que só perde para o Parlamento dos Estados Unidos no custo total. Detalhe: os congressistas norte-americanos pesam menos no bolso de cada cidadão do país. Os dados são de um estudo realizado pela ONG Transparência Brasil, com dados de 2007, que comparou o orçamento do Congresso brasileiro com os da Alemanha, Argentina, Canadá, Chile, Espanha, França, Grã-Bretanha, Itália, México, Portugal e EUA.

O estudo mostra que o Legislativo brasileiro custa R$ 11,5 mil por minuto aos contribuintes. Considerando a relação com o salário mínimo anual, o Brasil tem o Congresso mais caro, com percentual de 0,66%. No Reino Unido, o último colocado, esse percentual é de 0,06%.

Ainda de acordo com a ONG, em termos de PIB per capita, o gasto de cada brasileiro é o mais alto, com percentual de 0,18%. O valor é 8,4 vezes maior que o da Espanha, o último da lista, com percentual de 0,02%.

Em uma conta rápida de todos os benefícios a que os congressistas têm direito, chega-se a um valor aproximado de cerca de R$ 119,7 mil por mês com cada senador e de R$ 48 mil a R$ 62 mil para os deputados. Apenas o salário de cada parlamentar é de R$ 16, 5 mil (pago quinze vezes ao ano).

Além disso, cada deputado tem direito a uma verba mensal que varia de R$ 23 mil a R$ 34, 2 mil, dependendo do seu Estado de origem, destinada para passagens aéreas, gastos de escritório e alimentação, e cota postal e telefônica. Cada deputado tem direito ainda a um auxílio-moradia de R$ 3 mil, ou a um apartamento funcional em área nobre de Brasília. Todos têm como benefício ainda a R$ 60 mil mensais para contratação de até 25 funcionários. Além de tudo isso, todos os congressistas podem a usar a estrutura médica do Congresso.

Caso não fiquem satisfeitos, no entanto, eles podem usar serviços externos e depois pedir ressarcimento. Líderes partidários têm direito a verbas mensais ainda maiores, devido à cota postal e telefônica significativamente maior. Os valores pagos para os senadores são semelhantes, mas lá, não há como fazer todo um detalhamento dos benefícios. Com tudo isso e mais despesas de milhares de funcionários, o orçamento do Congresso pode ser comparado ao da capital gaúcha, Porto Alegre.

De acordo com a lei orçamentária de 2010, os gastos com as duas Casas baterão recorde neste ano. O orçamento da Câmara será de R$ 3,82 bilhões (8,2% a mais do que 2009), e o do Senado, de R$ 3,05 bilhões (aumento de 11,3%).


Estrutura  do Congresso

Com um sistema bicameral, o Congresso tem como principais funções a legislativa e a fiscalizatória - ou seja, exerce o papel de fazer leis e fiscalizar as atividades externas, por meio do Tribunal de Contas da União.

As duas casas são o Senado Federal e a Câmara dos Deputados. A primeira representa os estados brasileiros, e os seus integrantes, são eleitos pelo sistema majoritário. A segunda representa o povo, sendo que seus integrantes são eleitos pelo sistema proporcional.

A Câmara é formada por 513 deputados, escolhidos de quatro em quatro anos. O atual presidente da Casa, eleito para um mandato de dois anos, é o deputado Michel Temer (PMDB-SP). De acordo com a linha sucessória, ele é o segundo a suceder o Presidente da República, depois apenas do vice-presidente.

Já o Senado é formado por 81 senadores, três para cada uma das 27 unidades da federação (26 estados mais o Distrito Federal). Eles são eleitos para mandatos de oito ano, sendo que são renovados em uma eleição um terço e na outra eleição dois terços. O atual presidente da Casa é José Sarney (PMDB-AP), também eleito para um mandato de dois anos.

Para se eleger senador, é preciso ter, no mínimo, 35 anos. Normalmente, a Casa abriga ex-presidentes da República, como Fernando Collor de Mello (PTB-AL) e José Sarney (PMDB-AP), e ex-governadores, como Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), Cristóvam Buarque (PDT-DF), Eduardo Azeredo (PSDB-MG), Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) e Marconi Perillo (PSDB-GO).

O período atual de trabalho dos parlamentares é de 02 de fevereiro a 17 de julho e de 01 de agosto a 22 de dezembro. Normalmente, as sessões deliberativas no plenário, ou seja, aquelas com votações, acontecem de terça a quintas-feiras.

Além do plenário, cada Casa também é composta por diversas comissões temáticas, como a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) e CFFC (Comissão de Fiscalização Financeira e Controle). São elas as responsáveis pela maior parte das discussões das propostas legislativas. Elas também têm autonomia para convocar audiências públicas com ministros e secretários de Estados, por exemplo.

As propostas apreciadas pelo Congresso são as PECs (propostas de emenda constitucional), leis complementares, leis ordinárias, medidas provisórias, decretos legislativos e as resoluções. Todas essas normas são apreciadas pelas duas Casas, em conjunto ou separadamente.

Os projetos que tramitam conjuntamente nas duas Casas são os relativos às leis orçamentárias - Plano Plurianual, Lei de Diretrizes Orçamentárias, Lei Orçamentária Anual e suas alterações e as Medidas Provisórias editadas pelo Poder Executivo. Além disso, ainda submetem-se à deliberação das duas Casas, em sessão conjunta, os vetos presidenciais e a criação de créditos adicionais.

O Senado conta com 3.516 funcionários tercerizados, pertencentes a 34 empresas cujos contratos custam anualmente R$ 155 milhões de reais, e aproximadamente 2.500 servidores de carreira. Já a Câmara com quase 17 mil funcionários, dos quais 12 mil secretários parlamentares, 3.500 efetivos e 1.500 com cargos de confiança.

"Ficha limpa"

Com a assinatura de 1,6 milhão de eleitores, a proposta original do projeto ficha limpa, elaborado pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, previa a proibição de candidatura de condenados em primeira instância. Bom, não? Mas os deputados decidiram flexibilizar a proposta alegando que era impraticável aplicá-la. (óh coitados, fala sério!)

Depois de estar pronto para a análise de plenário, uma manobra capitaneada por partidos governistas, PT e PMDB incluídos, devolveu a proposta para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) sob argumento da necessidade de análise de emendas. (sim, pra ver se o titio vai deixar)  O curioso é que projetos de interesse dos deputados, como os que tratavam do marco regulatório da exploração do petróleo da camada pré-sal tiveram emendas analisadas em plenário.

O deputado Índio da Costa (DEM-RJ), relator do projeto de lei de iniciativa popular, propôs inelegibilidade para políticos condenados em segunda instância. Mesmo assim, nenhum acordo. O deputado José Genoino (PT-SP), réu no processo do mensalão que corre no Supremo Tribunal Federal, fez um discurso duro no plenário ontem condenando a proposta. Ele comparou a ideia com as cassações políticas praticadas pela ditadura militar. (pior é que tem gente que ainda vai votar nesse idiota)

Para o projeto "ficha limpa" ter efeito na eleição de outubro, ele precisa ser aprovado na Câmara e no Senado até junho. A previsão é que a CCJ vote as emendas até 29 de abril e o plenário só aprecie em maio. Com o prazo enxuto, é improvável que políticos com ficha suja sejam impedidos de concorrer. (ata, e o que é que vão fazer? Deixar correr o prazo os espertinhos)

Fundação

O Congresso Nacional passou a funcionar em Brasília maio de 1960. A capital do país foi inaugurada no mesmo ano pelo então presidente Juscelino Kubitschek.

O edifício do Congresso foi projetado por Oscar Niemeyer, assim como a maioria dos prédios oficiais da cidade (Palácio do Planalto, Itamaraty, Ministérios e Catedral). Na semiesfera à esquerda está localizado o Senado, e no hemisfério à direita está localizada a Câmara.

Conflito Agrário se intensificou no governo Lula

Nos últimos 25 anos, o período com o maior número de conflitos agrários no País foi o do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com estudo divulgado ontem pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), a média anual de conflitos registrados entre 2003, quando Lula assumiu, e 2009 chegou a 929. O recorde anterior havia sido observado no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, com a média de 800 conflitos por ano.
"O período entre 2003 e 2009 é claramente o de maior conflitividade desde o início da redemocratização do País, em 1985", disse o geógrafo Carlos Walter Porto-Gonçalves, pesquisador da Universidade Federal Fluminense (UFF) e autor do estudo que aponta o grau de tensão no campo em diferentes fases da história recente do País.

Na avaliação de Porto-Gonçalves, esse aumento das tensões na zona agrária nos últimos sete anos tem uma correlação direta com o avanço da democracia. "A eleição de Lula, um operário ligado ao Partido dos Trabalhadores, significou a afirmação do processo de redemocratização, criou enormes expectativas de mudanças e, ao mesmo tempo, açulou o medo das oligarquias rurais, que passaram a reagir com maior intensidade e mais violência", disse o pesquisador.

"Mas não foi só a violência do poder privado que aumentou. No período recente houve um crescimento notável no número de famílias despejadas de áreas ocupadas, o que significa que a violência do poder público também aumentou." A média anual de famílias despejadas quase dobrou, passando de 11.781 nos dois últimos anos do governo Fernando Henrique para 22 mil nos 7 anos do governo Lula.
Os números da pesquisa foram apresentados em São Paulo, durante evento organizado para marcar os 25 anos de séries estatísticas da CPT sobre conflitos no campo. Na ocasião, o presidente da comissão, bispo Ladislau Biernaski, também divulgou o relatório de 2009 - indicando que a tensão aumentou em relação a 2008. O número de conflitos, envolvendo invasões, mortes, despejos e outros acontecimentos, subiu de 1.170 para 1.184.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

14 de abril de 2010

"Tu és eternamente responsável por aquilo que cativas" - Aula de Filosofia

Ontem na aula de Filosofia do Direito o professor Jean Mauro Menuzzi, colocou essa frase, "Tu és eternamente responsável por aquilo que cativas" do livro O Pequeno Príncipe, no quadro e pediu que escrevêssemos sobre ela:

Quando eu era criança na minha escola, e eu meus colegas prantamos algumas árvores no barranco, cada grupinho era responsável por cuidar  da sua mudinha de pau-Brasil. Passávam-se os dias e nós íamos lá olhá-la, dar água, podar, colocar pedrinhas ao redor. A professora nos ensinou que quando colocamos uma semente na terra ou uma muda, ela, até ser forte o suficiente, dependerá de nossa ajuda, se não dermos água ela morrerá de sede ou se não cuidarmos as formigas a cortarão.Tínhamos cativado a existência da pequena árvore que observávamos todos os dias.
Assim como uma mãe que coloca uma criança no mundo, quando fazemos um amigo e na relação entre a família.
No Direito cativamos as pessoas que confiam em nós e a Justiça, somos responsáveis pela sua efetividade. Acredito que só pelo fato de termos nascido, cativamos a vido e o mundo e temos a responsabilidade sobre o que cacontece e pelo que podemos fazer.

"Tu és eternamente responsável por aquilo que cativas" (Antoine de Saint-Exupéry)

Por Gabriel Neves

O motivo pelo qual se aprende tanto cada vez que se lê O Pequeno Príncipe, na minha opinião, é que ele fala sobre a construção de relações que não são aquelas que comumente vivenciamos no mundo de hoje.
Não estou falando sobre vidas alheias. Estou falando de mim, de você e de quase todas as pessoas ao nosso redor. É incrível o quanto a gente é capaz de se distrair com detalhes e deixar que o mais importante se perca. É triste, triste demais!
“Tu és eternamente responsável por aquilo que cativas”
É uma máxima simples. Somos responsáveis por aqueles com quem criamos laços. Mas por que?
Porque o nosso coração, quando cultivado, fica mais sensível a tudo o que vem daquela pessoa. Porque o que ela diz passa a ter um significado diferente, porque o que ela é passa a importar muito mais do que o que são os outros. Porque o carinho, as críticas, as vontades, as escolhas, as atenções, tudo isso passa a ser muito mais importante.
“A gente só conhece bem as coisas que cativou. Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas”
Não temos mais tempo de conhecer coisa alguma. Não dá para conceber isso! Quem não tem tempo de ir ao aniversário do amigo, quem não tem tempo pedir desculpa, quem não tem tempo de mandar um e-mail, quem não tempo de tomar “aquela breja” com os amigos, quem não tem tempo de almoçar com a família, quem não tem tempo de pensar sobre o mundo, quem não tem tempo para amar, quem não tem tempo para lutar pelos seus ideais… será que tem tempo de viver?
Outra questão é disposição. Somos cada vez mais comodistas. Queremos bastante, lutamos pouco, realizamos menos ainda. Mas cativar requer disposição, precisamos ter atitude, iniciativa, prestar atenção! Precisamos gastar energia (e para isso precisamos ter energia para gastar).
Não dá, mesmo, para fazer tudo e ao mesmo momento. Mas não estou falando de grandiosas obras! Estou falando de atitudes que podem demorar alguns segundos, poucos minutos ou umas horas, no máximo. Será que o que ocupa o nosso tempo atualmente é mais importante (seja para a sobrevivência ou por alimento a alma) do que o que deixamos de fazer? Será que estamos gastando energia no que realmente vale a pena?
E, o mais importante, qual é a conseqüência destas nossas atitudes em relação às pessoas que cativamos? Obviamente elas nos perdoam. Foram cativadas. Mas o quanto será que estaremos afetando a sua crença em relação ao mundo, a amizade, ao quanto ela pode contar com você, ou quanto sua presença é real. É bom sonhar: mas viver os sonhos é melhor ainda. Nada substitui a presença, que às vezes se manifesta pela simples disponibilidade da outra pessoa em partilhar com você. Sim, quantas vezes temos corpos ao nosso lado e pessoas distantes, e quantas vezes temos corpos distantes e pessoas ao nosso lado?
Levo dentro de mim todas as pessoas que me são especiais. Mas a própria felicidade de carregá-las no coração contém, intrinsecamente, uma certa angústia pelas limitações diretas que me impedem de tê-las por perto.
Não quero deixar isso acontecer comigo. Não quero deixar de ter tempo ou energia para cuidar daqueles que cativei.
Mas as escolhas não dependem só de mim. Tentarei entender o momento e o contexto de cada um, e tenho consciência de que, às vezes, os caminhos levarão as pessoas para longe, sim. O problema é que essa consciência não faz doer menos.


Avatar conta uma história que preferimos esquecer

O artigo é de George Monbiot.
Avatar é, ao mesmo tempo, tolo e profundo. É tolo porque a exigência de um final feliz engendra um enredo previsível que arranca o coração do filme. E é profundo porque, como outros filmes sobre alienígenas, é uma metáfora sobre o contato entre culturas humanas diferentes. Nesse caso a metáfora é consciente e precisa: esta é a história do engajamento europeu com os povos nativos das Américas. Essa é uma história que ninguém quer escutar, por causa do desafio que oferece ao modo como escolhemos ver a nós mesmos. A Europa enriqueceu maciçamente com os genocídios nas Américas; as nações americanas foram fundadas neles. Essa é uma história que não podemos aceitar.
O destino dos nativos americanos é tratado com mais proximidade histórica do que a história contada em outro filme novo, The Road (John Hillcoat, 2009), no qual pessoas sobreviventes de um cataclismo fogem aterrorizadas enquanto são caçadas até a extinção.

Em seu livro Holocausto Americano, o acadêmico estadunidense David Stannard documenta os maiores atos de genocídio que o mundo já experienciou. Em 1492, 100 mil povos nativos viviam nas Américas. No fim do Século XIX, quase todos eles tinham sido exterminados. Muitos morreram de doenças. Mas a extinção em massa também foi empreendida.

Quando os espanhóis chegaram nas Américas, eles descreveram um mundo que dificilmente teria sido muito diferente do seu próprio. A Europa foi devastada pela guerra, pela opressão, escravidão, fanatismo, doença e fome. As populações que encontraram eram saudáveis, bem nutridas e em sua maioria (com exceções, como os Astecas e Incas), pacíficas, democráticas e igualitárias. Pelas Américas, os primeiros exploradores, inclusive Colombo, observaram a extraordinária hospitalidade dos nativos. Os conquistadores ficaram maravilhados com as impressionantes estradas, construções e com a arte que encontraram, a qual em alguns casos ia além de tudo o que tinham visto antes. Nada disso os impediu de destruir tudo e todos que encontraram pelo caminho.
 
O açougue começou com Colombo. Ele abateu o povo nativo da Hispaniola (hoje Haiti e República Dominicana) por meio de uma brutalidade inimaginável. Seus soldados arrancaram bebês de suas mães e espatifaram suas cabeças em pedras. Jogaram seus cachorros sobre crianças vivas. Numa ocasião, eles enforcaram 13 índios em honra a Cristo e aos 12 discípulos, num cadafalso na altura em que seus dedos tocassem o chão, então os estriparam e queimaram vivos. Colombo ordenou que todos os nativos entregassem uma certa quantia de ouro a cada três meses; quem não o fizesse teria suas mãos cortadas. Por volta de 1535, a população nativa da Hispaniola havia caído de 8 mil para zero; parte como consequência de doença, parte como de assassinato, sobrecarga de trabalho e fome.

Os conquistadores espalharam sua missão civilizatória ao longo das Américas Central e do Sul. Quando não conseguiam dizer onde seus tesouros míticos estavam escondidos, os povos indígenas eram açoitados, afogados, desmembrados, devorados por cachorros, enterrados vivos ou queimados. Os soldados cortavam os seios das mulheres, devolviam as pessoas a suas cidades com suas mãos e narizes cortados, ao redor de seus pescoços e índios caçados por seus cães, por esporte. Mas a maior parte foi morta pela escravidão e doença. Os espanhóis descobriram que era mais barato fazer os índios trabalharem até a morte e substituí-los, do que mantê-los vivos: a expectativa de vida nas minas e plantações era de três a quatro meses. Um século após sua chegada, em torno de 95% da população da América Central e do Sul tinha sido destruída.

Na Califórnia, ao longo do Século XVIII a Espanha sistematizou o extermínio. Um missionário franciscano chamado Juniperro Serra deu cabo de uma série de “missões”: na realidade, de campos de concentração usando trabalho escravo. A população nativa foi arrebanhada pela força das armas e posta a trabalhar nos campos, com um quinto das calorias de que os afro-americanos escravos no Século XIX se nutriam. Eles morriam de tanto trabalhar, de fome e doença em índices alarmantes, e eram continuamente substituídos, limpando etnicamente as populações indígenas. Juniperro Serra, o Eichmann da Califórnia, foi beatificado pelo Vaticano em 1988. Neste momento esperam mais um só milagre seu para torná-lo santo.
 
Enquanto a colonização espanhola foi orientada pelo lustro do ouro, a Norte-Americana foi pela terra. Na Nova Inglaterra eles renderam as vilas dos nativos americanos e os assassinaram enquanto dormiam. Enquanto o padrão oeste de genocídio se espalhava, era endossado em níveis cada vez mais altos. George Washington ordenou a destruição total das casas e da terra dos Iroquois. Thomas Jefferson declarou que as guerras de sua nação com os índios deveriam continuar até que cada tribo “seja eliminada ou jogada para além do Mississipi”. No Massacre de Sand Creek, de 1864, tropas no Colorado abateram povos desarmados com a bandeira branca em mãos, matando crianças e bebês, mutilando seus corpos e guardando as genitálias das vítimas para usar como porta-tabaco ou amarrar seus chapéus. Theodore Roosevelt chamou a esse evento de “o feito mais correto e benéfico jamais ocorrido na fronteira”.

O abatedouro ainda não acabou: no mês passado, o Guardian reportou que fazendeiros brasileiros na Amazônia oeste, depois de abaterem a todos, tentaram mantar o último sobrevivente de uma tribo da floresta. Ainda assim, os maiores atos de genocídio da história raramente perturbam nossa consciência coletiva. Talvez tivesse vindo a ser isso o que teria ocorrido caso os nazistas houvesse vencido a Segunda Guerra Mundial: o Holocausto teria sido denegado, desculpado ou minimizado da mesma maneira, mesmo se continuasse a ocorrer. As pessoas das nações responsáveis – Espanha, Inglaterra, EUA e outros – não tolerarão comparações, mas as soluções finais empreendidas nas Américas foram muitíssimo melhor sucedidas. Aqueles que cometeram ou as endossaram ainda perseveram como heróis nacionais. Aqueles que fustigam nossa memória são ignorados e condenados.

É por isso que a direita odeia Avatar. No neocon Weekly Standard, John Podhoretz reclama que o filme parece “um western revisionista”, no qual “os índios se tornam caras bons e os Americanos, os caras ruins”. Ele diz que o filme questiona “as raízes da derrota dos soldados americanos nas mãos da insurgência”. Insurgência é uma palavra interessante para uma tentativa de resistir à invasão: insurgente, como selvagem, é como é chamado alguém que tem alguma coisa que você quer. L'Observatore Romano, jornal oficial do Vaticano, condenou o filme, chamando-o de “apenas...uma parábola anti-imperialista e anti-militarista”.

Mas ao menos a direita sabe o que está atacando. No New York Times, o crítico liberal Adam Cohen elogia Avatar por defender a necessidade de se ver claramente. O filme revela, diz ele, “um princípio bem conhecido do totalitarismo e do genocídio, que o oponente é melhor oprimido quando não podemos vê-lo”. Mas, numa formidável ironia inconsciente, ele contorna estrondosamente a metáfora óbvia e, em vez de falar dela, ele enfatiza as atrocidades nazistas e soviéticas. Nós nos tornamos todos hábeis na arte de não ver.

(*) George Monbiot é jornalista e escritor. Texto publicado na página do autor.
Tradução: Katarina Peixoto

13 de abril de 2010

69 Dicas!

Por Minha Vida
http://yahoo.minhavida.com.br/
Se a comunicação entre homens e mulheres já é complicada no dia-a-dia, imagine entre quatro paredes, quando o blablablá é o que menos importa. E aí, meu caro, haja paciência para adivinhar o que está ou não agradando na cama - isso, claro, considerando que você ainda não levou um belo pé no traseiro em resposta ao desempenho amador.

É, as mulheres são cruéis. A não ser que estejam muito apaixonadas, dificilmente vão te dar uma segunda chance se, na estréia, você não conseguir gerar níveis apocalípticos de prazer. Ficou tenso? Não precisa. Minha Vida reuniu um time de moças muito bem resolvidas na cama e perguntou o que não pode faltar numa transa inesquecível. O bate-papo rendeu 69 dicas quentíssimas, que você confere a seguir.

1. Massagem é uma delícia, mas detesto ter que pedir. Gosto quando ele me vira de costas e começa fazendo carinho no pescoço, com as pontas dos dedos e, aos poucos, vai usando a mão toda para massagear toda a parte de trás do meu corpo.
2. Adoro sentir a língua do meu namorado, passeando por todo o meu corpo. Saber intercalar movimentos suaves a outros mais rápidos é fundamental.
3. Um elogio, feito na hora certa, acende qualquer transa. A gente fica horas pensando na lingerie que vai usar com o cara, elogiar é o mínimo que ele pode fazer.
4. Tomar a inciativa de apagar ou diminuir a luz é legal, principalmente no começo. Fico mais à vontade e consigo me envolver melhor. Sei que os homens preferem transar com as lâmpadas acesas, então valorizo quando algum deles presta atenção e cede para me agradar.
5. Fazer surpresas é sempre divertido. Gosto quando ele oferece algum acessório para a gente usar, juntos. Mas isso tem que acontecer sem pressão, já teve situações em que recusei o brinquedinho que ele inventou de comprar.
6. Homem tem que ter pegada e saber o que está fazendo. Perguntar se pode tirar a blusa, se pode pôr a mão aqui ou ali azeda completamente o clima.

7. Cama? Haja paciência para ficar só por ali. Gosto quando meu namorado toma a iniciativa e propõe uns lugares ousados para a gente ficar junto.
8. Ter criatividade na hora de colocar a camisinha é muito legal. Já fiquei com caras que fingem não lembrar dela e eu tenho que perguntar se ele tem. Isso corta o barato. Seria muito mais legal ele pegar e me conviar para colocar junto com ele.

9. Língua e dedo formam uma combinação mágica. Mas o cara precisa ter paciência e entender os exercícios como um aquecimento. Como todo preparo, só indo com calma para fazer efeito sem machucar.

10. Uns bons apertões no bumbum e nos seios são uma delícia. Mas cada um a seu tempo, sem parecer que você vai virar fumaça daqui a pouco. Os dois precisam curtir os amassos.

11. Mulher sofre para fazer depilação, os caras deveriam seguir o exemplo e, pelo menos, dar uma parada nos pêlos. Adoro quando percebo que ele tomou esse tipo de cuidado.

12. Interromper tudo para ir ao banheiro é o fim do mundo, eles precisam entender que demoramos para pegar embalo. Por isso, é melhor aproveitar a temperatura mais caliente.

13. Quando o cara conhece umas posições diferentes e ensina como ficar nelas, acho o máximo. Sinto segurança e me entrego completamente.

14. Perco os sentidos quando meu namorado me coloca de costas e começa a dar uns puxõezinhos de leve no meu cabelo. Mas tem que ter cuidado para não me deixar com dor-de-cabeça.

15. É muito gostoso quando ele começa a falar umas bobagens no meu ouvido, principalmente quando eu tenho que responder, seja com palavras ou com algum gesto.

16. Deixar umas bebidas à disposição é muito bom. Às vezes, estou me sentindo meio travada e, basta tomar uns goles, que tudo se resolve.

17. Fico excitada quando ele dá um jeito de me irritar, critcando alguma coisa que fiz ou reclamando do tempo que demoro para me vestir, por exemplo. A gente briga feio e, de repente, ele me agarra e tudo se resolve.

18. Pequenas mordidinhas, em lugares onde não consigo enxergar, me deixam louca. Atrás da coxa, no bumbum e nas costas, perto do ombro, são meus lugares favoritos.

19. Adoro quando ele esfria a boca com umas pedras de gelo e, depois, vem me beijar. O choque de temperatura entre minha pele e a língua dele me deixa toda arrepiada.

20. Gosto quando ele faz mil peripécias nas preliminares e, depois de abusar da criatividade, coloca uma venda nos meus olhos e me obriga a ficar quietinha, esperando que ele tome conta da situação.

21. Uma vez, meu namorado amarrou minhas mãos e não me deixou fazer nada, nem tirar a roupa. Ele fazia tudo bem devagarinho, demorando uma hora para abrir cada botão da minha blusa. Nem preciso dizer que, quando não restava mais nada e ele me soltou, parti para cima com o maior tesão do mundo.

22. Escolher a música certa é aposta garantida para um clima fervilhante. Mas nada daquela chateação de ficar trocando o CD ou pulando os arquivos, o cara precisa pensar nisso tudo antes e já montar uma seleção na ordem correta.

23. Esquentar o clima numa banheira com água bem morninha é muito bom. Ajuda a relaxar e transforma até um papai-e-mamãe numa brincadeira superinteressante.

24. Ganhar carinho depois de tudo é muito bom, fico me sentindo querida e ainda mais desejada. O cara mostra que não é homem para uma noite só e isso me incentiva a pensar em maneiras de incendiar nossas ficadas.

25. Adoro usar espartilho, porque me sinto mais sensual. Acho incrível quando meu namorado vai tirando cada peça e comentando, no meu ouvido, como fico bem com elas.

26. Com as luzes totalmente apagadas, enlouqueço quando ele resolve brincar de esconde-esconde. No nosso jogo, quem conseguir encontrar o outro tem a direito a fazer um pedido que será atendido imediatamente.

27. Joguinhos de sedução sempre me deixam mais acesa. Às vezes, marco de sair com meu namorado e, durante o caminho, ele fica me mandando mensagens picantes pelo celular. Na maioria das vezes, demoramos um pouco para pôr os pés fora de casa.

28. Fomos jantar na casa dos pais dele contra minha vontade, porque detesto minha sogra. Mas, mal sabia, que ele tinha me reservado uma surpresa. No meio da noite, demos um jeito de escapar para o quarto que era dele na infância. Lá, ele tinha montado um esquema genial, com um monte de flores espalhadas na cama e no chão. Acho que nunca senti tanto apetite na minha vida.

29. Filmes pornôs normalmente são insuportáveis, mas uma boa história erótica é sensacional para ativar a libido. Normalmente, elas rendem boas inspirações para o resto da semana.

30. Para a transa funcionar, o cara tem que olhar nos meus olhos. Se ele fica disfarçando, acho que ele está com o pensamento nas nuvens e não consigo me envolver. E, fechar os olhos, só quando já está quase chegando lá.

31. Apimentar o sexo oral é sempre legal, gosto quando o cara chupa um drops extra-forte e, depois, toma um gole de água. É parecido com gelo, mas um pouco mais excitante.

32. Passar uma camada bem fininha de óleo de massagem (e transar com ele espalhado pelo corpo) é de enlouquecer. Mas tem que ser aqueles produtos cheirosinhos, ou a gente se sente um verdadeiro pote de margarina.

33. Na hora h, gosto quando o cara comenta (em voz baixa), como é gostoso o movimento que estou fazendo. Esse tipo de elogio faz com que eu me empenhe ainda mais para agradar.

34. Vou ao delírio quando, antes de tirar minha calcinha, o cara fica brincando com ela. Vale puxar as alcinhas, brincar com os lacinhos, puxar para um dos lados, acho que é uma das coisas que mais me deixa excitada.

35. Dançar só de camisola, bem agarradinhos, é uma delícia. Num dia bem frio, já estava deitada com meu marido. De repente, ele se levantou e ligou o som com uma música bem sexy. Foi até a cama e me puxou (nem tive tempo de reagir) e começamos a dançar, bem coladinhos. Antes da música acabar, já tínhamos voltado para a cama. Só que, desta vez, dispensamos o edredon.

36. Gosto quando o cara me deixa ficar por cima durante toda a transa. Melhor ainda quando ele me deixa fazer as coisas no meu ritmo e dá sinais de que está curtindo.

37. Iniciativas ousadas são sempre as melhores, mas o cara precisa segurar a onda e insistir. Teve um dia que fui a um bar e fiquei trocando olhares com o vocalista da banda que estava tocando. Num dos intervalos, a gente se encontrou na pista, ele me reconheceu e, num puxão forte, segurou no meu braço e me levou até o banheiro de deficientes. O perigo de sermos descobertos transformou aquela rapidinha numa transa inesquecível.

38. Odeio calcinhas que marcam a roupa e, às vezes, saio sem. Numa ocasião dessas, coloquei uma saia e, no restaurante, avisei meu namorado que estava sem roupa íntima. Ele foi ao máximo! Com muito cuidado, aproximou a cadeira da mesa, levantou a perna e começou a se esfregar em mim. Mas me fiz de difícil e fiz com que ele esperasse pela refeição completa, com direito a duas sobremesas - a segunda, no motel.

39. Meu namorado é super-romântico e adora levar meu café-da-manhã na cama, quando dormimos juntos. Teve um dia, que ele preparou o meu suco preferido: abacaxi com hortelã e, na hora de pôr a bandeja no meu colo, acabou derrubando tudo em cima de mim. Em poucos segundos, ele resolveu a situação e, com muita disposição, começou a lamber todo o líquido derramado.

40. Eu sou vidrada em tatuagens, mas meu namorado detesta. Um dia, no entanto, ele me surpreendeu. Chegou em casa dizendo que tinha feito duas, bem pequeninhas, em lugares inusitados. Para encontrar, eu ia dizendo as regiões do corpo e ele respondia se estava quente ou frio. Quando a temperatura subia, ele me recompensava com bons amassos até que, no final, desisti de descobrir onde estavam as tatuagens. Chegar perto ficou muito mais divertido.

41. Na maioria dos meus looks, incluo uma meia-calça - uma peça simples que deixa as pernas muito mais sensuais, na minha opinião. Mas meu namorado detesta e nem encosta nas minhas pernas quando estou de meia. Num dia de revolta, ele partiu para cima de mim no carro e rasgou a meia inteira com as mãos. Fiquei boquiaberta e reagi na hora, precisamos até parar no acostamento.

42. Gosto muito de brincar com aqueles dadinhos do amor. Minha melhor experiência aconteceu quando meu namorado levou um amigo para jogar com a gente e me deixou livre para escolher com qual dos dois queria cumprir o destino surgido a cada arremesso. Nossa relação ficou muito mais forte depois daquele dia.

43. Tive um ex que me achava parecida com a Mel Lisboa, que eu acho linda. Num dia, ele apareceu em casa com a Playboy dela e sugeriu que a gente imitasse as poses da revista. Para ele me fotografar. Fiquei me sentindo uma diva.

44. Provocar (e ver que as provocações estão surtindo efeito) é uma das melhores sensações de esquenta. Depois do banho, levo horas passando cremes pelo corpo e, quando meu namorado está em casa, façoisso em posições para lá de insinuantes. Vou às estrelas no momento em que ele não agüenta mais olhar e parte para cima.

45. No meu caso, paciência é fundamental. Na primeira vez que saí com meu atual namorado, foi incrível: a gente tomou um banho delicioso na hidro, com muita espuma, depois ele fez massagem no meu corpo todo e, quando a gente não aguentava mais segurar, ficamos juntos. Foi a melhor noite da minha vida.

46. Preciso sentir o cara por inteiro junto comigo. Adoro quando, em vez de ficar passeando com a mão, ele segura firme na minha cintura e vai apertando e soltando meu quadril de acordo com os movimentos que a gente faz.

47. Homem que grita ou fala palavrão na cama é um horror. Adoro quando o cara sabe falar umas sacanagens, mas tem que ser baixinho e no meu ouvido. Uns gemidos na hora certa também empolgam.

48. Sugerir novas posições é um jeito diferente de mostrar que está a fim. Para mim, quando o cara faz isso, mostra que ficou pensando no momento que a gente ia ficar juntos de novo e arrumou uma maneira de transformar aquilo num encontro único. Ah, mas não precisa ser uma pose de contorcionista ou a gente corre o risco de se machucar e acabar não fazendo a parte mais divertida do exercício.

49. Alguns sabores abrem o apetite. Na minha lista, chocolate e champagne estão no topo. Uma calda bem cremosa, espalhada pelo corpo, atiça qualquer libido. E a bebida mata a sede, depois do esforço.

50. Ganhar presentes é ótimo em qualquer situação, mas receber um conjunto de lingerie ou uma camisola supersexy (e ter a chance usar em seguida) é uma delícia. Meu namorado sempre faz isso e já sabe vestir e arrancar meus sutiãs melhor do que eu.
51. Perfumes me deixam louca, adoro quando dou a sorte de ficar com um cara muito cheiroso que, só de me abraçar, já transfere aquele cheiro para mim. Grudo nele e só me separo quando o suor é tanto que não conseguimos mais ficar agarrados.

52. A nuca, para mim, é uma zona mágica. Meu namorado já descobriu e aproveita. Ás vezes, estamos num bar e ele esfrega um copo com drink bem gelado no meu pescoço. Fico toda arrepiada. A seqüência inclui esfregadinhas com os dedos até chegar no delírio absoluto, quando ele me beija com todos movimentos e velocidades possíveis de que uma língua é capaz.
53. Fico superexcitada quando, antes de transar, meu namorado permite que eu fique me arrastando inteira sobre o corpo dele, sentindo o toque das pernas, do peito, dos braços com outras partes do meu corpo, além da mão. São outros tipos de toque, que revelam o grau da nossa intimidade.
54. Gosto quando dou sorte de sair com caras que não tenham preconceito quando a mulher toma a iniciativa. Meu ex-namorado sempre elogiava minha ousadia e, com isso, eu vivia pesquisando coisas novas para a gente experimentar.
55. Viver personagens na cama me leva à loucura. Usando fantasias e sendo chamada por um nome que não é meu, adquiro uma personalidade nova e fico muito mais descontraída. Mas prefiro quando o homem toma a iniciativa e providencia todos os preparativos.
56. Adoro dar ordens e ser obedecida, claro. Na hora H, meu namorado segue direitinho a minha cartilha, beijando, apalpando e esfregando onde eu quero e do jeito que eu peço.
57. Deixar o computador num ângulo em que a webcam possa captar todas as nossas pegadas me deixa louca. Costumo gravar tudo e assistir em seguida. É ótimo para aprimorar o desempenho - e para receber elogios também.
58. Acho as velas um item bastante romântico, gosto de transar com a luz apagada e algumas chamas espalhadas pelo quarto, em locais estratégicos. Quando o clima está pegando fogo, vou ao delírio se o cara pega uma delas e pinga umas gotinhas de cêra na minha barriga ou nas minhas costas. Mas tem que ser de surpresa para fazer efeito

59. Um bom colo, com carinho e uma pegada forte, é meio caminho andado para uma transa inesquecível. Se o cara tiver mesmo a manha, tudo se resolve ali mesmo, sentados (e com muito conforto).

60. O meu maior afrodisíaco chama-se ciúmes. Ainda não consegui ficar com nenhum cara que topasse outro homem na nossa cama. Então, normalmente, faço a festa quando meu namorado aceita que eu fique usando uns brinquedinhos na frente. Se ele me der uma mãozinha, então...
61. Este é meu teste para saber se vale a pena investir no cara. A gente começa as preliminares na sala e, enquanto isso, deixo o ar condicionado do quarto no mínimo. Quando nós dois já estamos para explodir, arrasto ele para a cama e continuamos o namoro por lá. No meu teste, são aprovados os homens que não me deixam sentir frio.

62. Em casa, meu namorado dorme separado de mim por imposição dos meus pais. Mas, no meio da noite, ele escapa e vem parar na minha cama. Transamos sem fazer o menor ruído. A sensação de perigo e a obrigação de ficar quietos aumentam nossa tensão - e o meu tesão.

63. Uma mordida no lugar certo é uma delícia, desperta um instinto animal que, normalmente, eu não revelo nem sob pressão. Onde é o lugar certo? Dependo do cara e da posição em que ele me pega.
64. Bancar a streaper é muito legal, desde que o cara aceite as regras e espere o momento de agir. Vale rebolar na frente dele, esfregar as pernas e insinuar depravações. Mas ele tem que assistir a tudo quietinho. Quando eu também não agüento mais esperar, dou o sinal verde.
65. Depois que consigo intimidade, gosto de amarrar as mãos dele e as minhas. Assim, sem o apoio delas, temos de dar um jeito de encontrar um encaixe que funcione perfeitamente. Até hoje, nunca falhou.

66. Aguçar a percepção dele é diversão certa na minha cama. Coloco uma faixa nos olhos dele e deixo uma série de frutas, sucos e comidinhas por perto. Passo os ingredientes no meu corpo e peço que ele prove. Até adivinhar que sabor está degustando. Depois disso, é a vez de estimular o meu tato.

67. Contos eróticos são munição certa para a nossa imaginação. Gosto quando, à noite, meu namorado abre um dos meus livros (tenho pilhas deles) e começa a ler um trecho. A gente começa mordendo os lábios, vai chegando mais perto, mexendo as mãos... mas só deixo que ele parta para a definitiva quando o capítulo termina - a essa altura, já estou a mil quilômetros por segundo.
68. Sem pressa, é o máximo quando meu namorado consegue tirar minha roupa só usando a boca e os dentes. Para deixá-lo mais animadinho, prefiro usar uma saia nesses dias - afinal, se o desespero for muito (ou a habilidade for pouca), conseguimos continuar a aventura sem decepção.

69. Verdade imbatível: adoro os homens que são (ou parecem) insaciáveis. Não existe nada pior do que o terrível cigarro com soninho após uma transa, por mais maravilhosa que seja. Se o cara cansar mesmo, que pelo menos guarde o mínimo de energia para fazer carinho em mim, até que dois adormeçam.