12 de maio de 2009

Influência

A raios de ódio atacando minha esfera, sinto o cheiro do vento soprando o medo, sinto anciãs na minha cabeça, mas continuo inerte.
Imagino as copas das árvores, enegrecidas de corvos, que rodeiam minha proteção, quero gritar, mas ninguém me escuta.
Não a sol e nem lua, o que vejo é somente silencio, destilado pelas gargantas rasgadas desses seres humanos que de humano só ficou o ser.
Eles batem os punhos contra a minha morada, usam suas armas mais sofisticadas, mas a minha defesa resiste.
Seus olhares singelos e doces não me atraem mais, minha mente protegida expele seus pensamentos profanos.
Plantam rosas em meu jardim, esperando que na primavera eu as pegue, rapidamente eu me recolho ao quarto mais escuro e finjo não ver nada.
Dessa gente daninha só nos resta a distância, sigo na minha redoma de vidro frágil, com meus valores intactos, sabendo da onde vim e pra onde vou, e sempre esperando algo de alguma coisas que eu não sei o que é.

Autor desconhecido

8 de maio de 2009

Pensar


Terrível é o pensar.
Eu penso tanto
E me canso tanto com meu pensamento
Que às vezes penso em não pensar jamais.
Mas isto requer ser bem pensado
Pois se penso demais
Acabo despensando tudo que pensava antes
E se não penso
Fico pensando nisso o tempo todo.

MILLÔR FERNANDES


A cultura mostra daonde vem a união.

Conheci o texto abaixo há muito tempo já. Não me lembro onde foi que o vi pela primeira vez, já até falei sobre ele num programa de rádio que participei quando eu fazia parte do Interact Club em Seberi/RS. O mais interessante é que sempre que vejo alguma coisa escandalosa na TV (o que não é nada difícil passar) eu lembro do comecinho desse texto e não me impressiono mais. Penso que finalmente alguém percebeu, ou começou a compreender o porque dessa diferença que as pessoas do Rio Grande do Sul têm. E ninguém mais ninguém menos que Arnaldo Jabor. Eu não poderia esquecer de postar esse texto:

"Pois é.
O Brasil tem milhões de brasileiros que gastam sua energia distribuindo ressentimentos passivos.
Olham o escândalo na televisão e exclamam ‘que horror’.
Sabem do roubo do político e falam ‘que vergonha’.
Vêem a fila de aposentados ao sol e comentam ‘que absurdo’.
Assistem a uma quase pornografia no programa dominical de televisão e dizem ‘que baixaria’.
Assustam-se com os ataques dos criminosos e choram ‘que medo’ E pronto!
Pois acho que precisamos de uma transição ‘neste país’.
Do ressentimento passivo à participação ativa.
Pois recentemente estive em Porto Alegre, onde pude apreciar atitudes com as quais não estou acostumado, paulista/paulistano que sou.
Um regionalismo que simplesmente não existe na São Paulo que, sendo de todos, não é de ninguém.
No Rio Grande do Sul, palestrando num evento do Sindirádio, uma surpresa. Abriram com o Hino Nacional. Todos em pé, cantando.
Em seguida, o apresentador anunciou o Hino do Estado do Rio Grande do Sul. Fiquei curioso. Como seria o hino? Começa a tocar e, para minha surpresa, todo mundo cantando a letra!
"Como a aurora precursora /
do farol da divindade, /
foi o vinte de setembro /
o precursor da liberdade"
Em seguida um casal, sentado do meu lado, prepara um chimarrão. Com garrafa de água quente e tudo. E oferece aos que estão em volta. Durante o evento, a cuia passa de mão em mão, até para mim eles oferecem. E eu fico pasmo. Todos colocando a boca na bomba, mesmo pessoas que não se conhecem. Aquilo cria um espírito de comunidade ao qual eu, paulista, não estou acostumado. Desde que saí de Bauru, nos anos setenta, não sei mais o que é ‘comunidade’.
Fiquei imaginando quem é que sabe cantar o hino de São Paulo. Aliás, você sabia que São Paulo tem hino? Pois é… Foi então que me deu um estalo. Sabe como é que os ‘ressentimentos passivos’ se transformarão em participação ativa? De onde virá o grito de ‘basta’ contra os escândalos, a corrupção e o deboche que tomaram conta do Brasil? De São Paulo é que não será.
Esse grito exige consciência coletiva, algo que há muito não existe em São Paulo. Os paulistas perderam a capacidade de mobilização. Não têm mais interesse por sair às ruas contra a corrupção.
São Paulo é um grande campo de refugiados, sem personalidade, sem cultura própria, sem ‘liga’. Cada um por si e o todo que se dane.
E isso é até compreensível numa cidade com 12 milhões de habitantes.
Penso que o grito - se vier - só poderá partir das comunidades que ainda têm essa ‘liga’. A mesma que eu vi em Porto Alegre. Algo me diz que mais uma vez os gaúchos é que levantarão a bandeira. Que buscarão em suas raízes a indignação que não se encontra mais em São Paulo.
Que venham, pois. Com orgulho me juntarei a eles. De minha parte, eu acrescentaria, ainda:
‘…Sirvam nossas façanhas, de modelo a toda terra…‘

Arnaldo Jabor


Hino Do Rio grande do Sul

Quantas gaúchas e quantos gaúchos conhecem o verdadeiro hino do Rio Grande do Sul? O hino completo? Muitos não conhecem, por nos terem ensinado incompleto na escola no ensino fundamental (mesmo assim, parabéns pra quem pelo menos sabe cantar o hino não-completo). Mas por que nos ensinaram 'errado' e ensinam assim até hoje?
Tem uma passagem histórica por trás da parte que as pessoas esquecem do nosso hino. Porque na época da ditadura muita coisa foi mudada, proibida, censurada, não sei se Realmente aquele trechinho foi censurado na época, mas que por causa da opressão muitas pessoas deixaram de cantar, de ensinar e de se lembrar do hino completo...isso foi! Porém, o regime de opressão (pelo menos explícita) já passou, então vamos reconhecer o hino completo, e cantá-lo! Somos quase que os únicos que conhecemos o hino do nosso Estado, então não deixemos que isso acabe!

Conheça, então:


Como a aurora precursora 
do farol da divindade, 
foi o vinte de setembro 
o precursor da liberdade.


Mostramos valor, constância | Estribilho
nesta ímpia e injusta guerra; 
sirvam as nossas façanhas 
de modelo a toda a terra.


Entre nós revive Atenas 
para assombro dos tiranos; 
sejamos gregos na glória, 
e na virtude, romanos.


Mas não basta ser livre 
ser forte, aguerrido e bravo 
o povo que não tem virtude, 
acaba por ser escravo.


letra de Francisco Pinto da Fontoura

2 de maio de 2009

Pegadas



Ponha-se a caminhar...
Olhe o horizonte.
Visualize quantas oportunidades...
É incrível!
O surpreendente é que, quando avançares para atingir alguma etapa da jornada, novos caminhos se abrirão.
Terás que escolher muitas vezes.
É importante que imponhas um ritmo, mas a velocidade nem sempre é determinante.
Surgirão obstáculos com muita freqüência.
Tudo dependerá de como encará-los...
Aproveite-os para enriquecer o trajeto; tire proveito das dificuldades.
Aparecem também atalhos, facilidades. Cuidado.
Existem muitos desvios perniciosos e ilusórios.
Fique atenta à sinalização.
Continue Persista. Caminhe sempre!
Isto é a essência da caminhada.
Não se preocupe com aquela sensação de que parece que nunca vai chegar, pois o importante é o caminho em si.
E mais do que isso: que tipo de arcas você deixará pelo caminho.
Poderás ser aplaudida ao longo do longo trajeto, mas é muito mais importante que sempre tenhas o aplauso da tua consciência.
Com Carinho!
João Carlos Prestes
19/12/2008


E então ficava ali
Com medo da página branca.
Desde quando gente tem medo de papel?
Desde o dia que inventaram que gente
tinha que escrever.
Desde o momento que um sujeito
Angustiado
Problemático
Desesperado
inventou que a vida de dentro
precisava sair:
Ou sai ou morre
Ou sai ou explode de vez
Ou sai ou nem adianta seguir
E todos os medos saem junto
Quando o preto da tinta
Resolve beijar o papel.

Clarice Casado


Estagnados

É preciso falar pouco, porque é tudo muito óbvio.
Quem é que nunca abriu a janela e desejou não ver mais nada daquilo?
Quem é que nunca se inconformou com a metódica vida moderna, resultante de mais erros que acertos?
Quem é que nunca se viu frustrado ao ouvir histórias e não participar delas?
Quem é que entende o ridículo da nossa geração? Os braços cruzados, a falta de ação, a falta da busca por alma, a troca de tudo por papel?
E o mais importante, quem é que vê futuro para essa "evolução" desenfreada e devastadora?
Ao menos ainda restam algumas pessoas que tem grandeza demais para o vazio dos novos dias. Eu não acredito em remédio para as mentes; mas acredito que os poucos que restam podem fazer espetáculos nesse teatro caindo aos pedaços.


Autor desconhecido

Animais

Até mesmo os animais
Ao homem tem amizade
Se adapta ao seu convivo
Demonstra não ser covarde
Enquanto o homem canalha
Espanca o outro metralha
É terror da humanidade.
Anisio

Há certas horas...


"Há certas horas, que não precisamos da paixão desmedida
Não queremos beijo na boca
E nem desejamos corpos a se encontrar
na maciez da cama...
Há certas horas,
Que só queremos a mão no ombro,
O abraço apertado
Ou mesmo o estar ali, quietinho, ao lado
Sem nada dizer....
Há certas horas,
Quando estamos quase pra chorar,
Que desejamos a presença amiga,
A nos ouvir paciente,
A brincar com a gente,
A nos fazer sorrir...
Alguém que ria de nossas piadas mais sem graça
Que ache as nossas tristezas as maiores do mundo
Ou que nos teça elogios sem fim...
Mas que apesar de todas essas mentiras úteis,
Nos seja de uma sinceridade inquestionável...
Alguém que nos mande calar a boca
Ou nos evite um gesto impensado
Alguém que nos possa dizer:
Acho que estás errado, mas estou ao teu lado...
Ou alguém que apenas diga: amo você."

Club da Luta


Eu vejo aqui as pessoas mais fortes e inteligentes.
Vejo todo esse potencial desperdiçado.
A propaganda põe a gente pra correr atrás de carros e roupas.
Trabalhar em empregos que odiamos para comprar merdas inúteis.
Somos uma geração sem peso na história.
Sem propósito ou lugar.
Nós não temos uma Guerra Mundial.
Nós não temos uma Grande Depressão.
Nossa Guerra é a espiritual.
Nossa Depressão, são nossas vidas.
Fomos criados através da tv para acreditar que um dia seriamos milionários, estrelas do cinema ou astros do rock.
Mas não somos.
Aos poucos tomamos consciência do fato.
E estamos muito, muito putos.
Você não é o seu emprego.
Nem quanto ganha ou quanto dinheiro tem no banco.
Nem o carro que dirige.
Nem o que tem dentro da sua carteira.
Nem a porra do uniforme que veste.
Você é a merda ambulante do Mundo que faz tudo pra chamar a atenção.
Nós não somos especiais.
Nós não somos uma beleza única.
Nós somos da mesma matéria orgânica podre, como todo mundo.
Estamos apenas vivendo dentro de um mundo de dor sem nos darmos conta que alguém morre de fome enquanto outros desperdiçam comida, que alguém morre de sede enquanto outros se esbanjam em aguas cristalinas, que alguém pede socorro enquanto outros tapam os ouvidos, que alguém têm valor e necessita ser reconhecido enquanto outros não compreendem o verdadeiro valor do mundo, o amor ao próximo...

Trecho de O Clube da Luta

De Luiz Fernando Veríssimo

"Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode,que o medo impeça de tentar.
Desconfie do destino e acredite em você.
Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando, porque embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu."

Crônica do Amor

Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.
O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar. 

Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais. 

Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca. 

Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera. 

Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco. 

Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no 
ódio vocês combinam. Então? 

Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome. 

Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a 
menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo. 

Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama 
este cara? 

Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor. 

É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura 
por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível. 

Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor? 

Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados. 

Não funciona assim. 

Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível. 

Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó! 

Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.


Arnaldo Jabor


Enquanto a cor da pele for mais importante que o brilho dos olhos haverá guerra.

1 de maio de 2009

Porto Seguro

Às vezes eu sinto
que meu coração bate mais forte
penso em você como a única
para a vida toda

Sonho com o dia
em que te encontrarei mais uma vez
como um lindo filme
um beijo debaixo da chuva

Eu estarei sempre com voce
você é meu porto seguro
minha estrela guia
o motivo de toda minha felicidade
eu te amo

Eu quero sempre estar contigo
em todos os pequenos momentos
pois quando eu vejo seu sorriso
eu esqueço o mundo
só penso em você
meu porto seguro

Quando estou contigo
tudo fica tao calmo
a lua está cada vez mais bonita
as estrelas mais brilhantes
e seu sorriso me faz sentir ainda melhor.

Música de Eduardo Elsenbach Schmidt








Por que a programação da TV no Brasil tem um nível tão baixo? E por que as pessoas se fixam nesses assuntos e programas fúteis que são transmitidos para a massa da população? O que esse "acegamento" das pessoas pode causar para o futuro do nosso país? O que poderia ser feito para melhorar o nível da programação?

Perguntas que não querem calar e que não me deixam descansar...
Só para começo...vamos escolher melhor os programas na televisão aberta, ou nem assistir, melhor ainda!

Mas...será que estou errada em achar que 90% dela é composta por porcarias e lixo cujo único objetivo é manter o interesse comercial da programação, e manter o "pão e circo" encomendado por quem tem real interesse e destinado às camadas mais baixas da população, que não tem acesso a lazer de qualidade, tampouco nível intelectual capaz de manter postura crítica ou rechaçar as mensagens e a deseducação cultural que está por trás dos programas?

Por falar em programação de baixo nível, lixo puro, procurando sobre o assunto encontrei em um forum na internet a opinião de Bruno Ribeiro: "Por falar nisto, existe lixo, inutilidade e tédio maior do que aquele programa VÍDEO SHOW, onde os atores vão lá e fazem aquela cara de quem está discutindo algo importante, sobre a vidinha, detalhes e a rotina vazia de atores e atrizes, e cenas de novelas, tipo: "o que fulano fazia antes de ser ator...", ou "agora vocês vão se vestir de galinha e vamos ver quem faz melhor o som da galinha..." etc. LIXO DA PIOR QUALIDADE!!!!"

É...é bom pensar! Quero opiniões.

Sonhe

“Não basta ter belos sonhos para realizá-los. Mas ninguém realiza grandes obras se não for capaz de sonhar grande. Podemos mudar o nosso destino, se nos dedicarmos à luta pela realização de nossos ideais. É preciso sonhar, mas com a condição de crer em nosso sonho; de examinar com atenção a vida real; de confrontar nossa observação com nosso sonho, de realizar escrupulosamente nossa fantasia. Sonhos: acredite neles.” 

Lênin