30 de novembro de 2017

Para a devida continuidade...

Retomando às coisas boas, interessantes e de preencher a alma, eu gostaria de trazer aqui um texto da Morena Cardoso, idealizadora do movimento Danza Medicina, que recebi na newsletter.

Convido a ler e visitar o site da Danza Medicina.

Hermana,
 


Este é um momento de reconexão com nosso corpo de mulher e com toda a sabedoria que ele carrega. 
Não deveríamos mais nos importar tanto com as formas, tamanhos, presença ou falta de qualquer estética em nosso corpo... Não deveríamos mais nos iludir com qualquer padrão de beleza, ostentação e juventude eterna.
Está na hora de crescer como mulher, como humanidade, e se conectar com o que é real e verdadeiro.
Já não conhecemos mais o verdadeiro cheiro de uma mulher; protegidas por sabonetes íntimos para "retirar o odor natural", a indústria se vangloria com um feminino em verniz pasteurizado.
Pouco lembramos sobre como o corpo de uma mulher madura se parece; a retirada de nossos pêlos é estimulada desde muito novas... A única fase em que uma mulher não tem pêlos é antes da puberdade; O que estaríamos incentivando aqui? 
Agora é a hora de honrar o nosso útero e despertar toda a memória da humanidade que existe dentro dele. 
Está no momento de honrar o nosso sangue, nossa menstruação, sabendo que é através deles que existe a renovação e a continuidade da vida na Terra. 
Está na hora de acalmar um pouco este capitalismo patriarcal e dar mais tempo aos nossos tempos! Tempo para menstruar em paz, tempo para parir naturalmente, para amamentar sem pressa, tempo para ser mãe e para vermos nossos filhos crescerem, tempo para abençoar nossa família, cuidar de nossos ancestrais, para envelhecer com sabedoria... para se repousar, se recolher e perceber o sentido sagrado de tudo isso; em nossos corpos, mentes e espírito. 
Pare para ouvir o conhecimento silencioso que espera para ser recuperado. 
Renascendo na essência de mulher cíclica, com a Terra e com a Lua. 
Resgatado nossa intuição, nossa força visionária e nosso poder de decisão sobre tudo aquilo que é importante para nós: nossos corpos sagrados, nosso valioso tempo, nossos rezos, nossos pequenos e grandes sonhos... Resgatando, passo por passo, nossa confiança e auto estima para prosseguir crescendo e transformando!
Tome graciosamente o seu poder pelas mãos, fazendo o tempo girar mais lento... E se torne testemunha desta bela revolução do feminino e de seu amor gentil. 
Te honro em profundo agradecimento, com todas bênçãos da Deusa. Fico te esperando mais tarde!
Morena

I'm back!

Faz um tempão que não publico nada no blog. 
Estava com a cabeça aleatória, tentando encontrar um lugar de pouso. Meses que esqueci o que fiz nesse tempo todo, focada em negócios que não eram meus, em tensões e preocupações desnecessárias que não eram minhas, na tentativa de acertar o tal compromisso diário que todos exigem de nós.
Oito meses depois, me conhecendo bem mais e melhor, vejo o que me serve e o que quero que fique pra trás. Voltando pra dentro de mim, posso encontrar meu caminho para um lugar bonito e, com a paz que a tranquilidade na alma nos trás, retornar ao Retalhos.

Retalhos de uma vida,
Retalhos de ideias,
Retalhos de sonhos,
Retalhos de uma confecção de alegrias.

I'm back!

17 de fevereiro de 2017

Em contato com a natureza: Construção alternativa, preservação e ecoturismo atraem visitantes para o oeste de Santa Catarina

A região oeste de Santa Catarina se tornou um ponto para visitantes e turistas que buscam se integrar à natureza e conhecer ações alternativas
Matéria colaborativa escrita por Daniela Prado, jornalista e Bibiana Rabaioli Prestes, advogada
Região oeste de Santa Catarina: você já ouviu falar? Não! Pois então você não sabe o que está perdendo! Esta região é essencialmente agrícola e por muitos anos não figurou como ponto turístico. Atualmente, no entanto, está se destacando pelas diversas opções para visitação e vivência, todas em contato com a natureza.
Embarque conosco nesta aventura e conheça um pouco do que esta região tem para te oferecer!
A casa viva no município de Guaraciaba
No interior do Município de Guaraciaba, na Linha Indiozinho, residem Ricardo Scalco e Letícia Sanzovo, ambos permacultores, em uma casa alternativa, construída a partir de técnicas de bioconstrução e permacultura
Casa viva bioconstruída tem atraído diversos visitantes para a região. Foto de Daniel Augusto Michel



O primeiro contato com a propriedade de Ricardo e Letícia traz à mente a sensação grata de que é possível passar por este mundo vivendo em harmonia com a natureza. A casa de bioconstrução, que se tornou ponto de visitação para curiosos e interessados na permacultura e levou três anos para ser construída, da à propriedade a cara dos permacultores que estiveram presentes e auxiliaram em todas as etapas da construção.
E imagine só: a principal fonte de sustentação da casa viva é terra, argila, palha, madeiras, pedras e materiais recicláveis como garrafas de vidro. Da pra acreditar? Pois é, vale a visita!
Ricardo e Letícia, de forma autodidata e com a ajuda de outros permacultores por meio de vivências em institutos de permacultura, estiveram presentes – e realizaram – desde o planejamento até a finalização da obra alternativa, que segundo eles nunca ocorrerá de fato, uma vez que a casa é viva e estará em contínuo aperfeiçoamento.
A edificação possui diversas técnicas e espaços alternativos como o telhado verde, que substitui os telhados convencionais por terra e grama; os tanques de evapotranspiração, que possibilitam a minimização dos impactos ocasionados pelos dejetos produzidos na casa. Além disso, a casa possui várias entradas de luz e ar, o que diminui o consumo de energia.
Além dos materiais que possibilitaram a edificação da casa e foram escolhidos considerando-se o menor potencial de impacto e agressividade à natureza e ao entorno da propriedade, praticamente todos os móveis também foram ou criados pelos permacultores ou são móveis inutilizados por outras pessoas, que foram resgatados, reaproveitados, reciclados e personalizados pelos próprios permacultores. Ainda, a propriedade conta com recursos naturais, como um riacho, uma cachoeira e uma agrofloresta plantada pelo casal a poucos metros da casa.
Tudo o que já foi realizado pelo casal faz parte de um projeto maior de permacultura, que visa à produção abundante de alimentos orgânicos. A educação também é ponto chave do projeto, que pretende levar estes conhecimentos aos agricultores familiares, jovens e a quem estiver interessado pois, a intenção dos permacultores é estruturar cursos para difundir este modo de qualidade vida. Estas ações buscam uma mudança em nível de região, fomentando a permacultura como opção alternativa de vida saudável.
Foto de Daniel Augusto Michel


Visitação na propriedade de Ricardo e Letícia
Os permacultores estão de portas abertas para receber visitas agendadas de todos os públicos, basta entrar em contato pelo endereço www.facebook/bioconstrucao ou pelo whatsapp 49 988081599 (Ricardo).
Ainda no oeste de Santa Catarina, uma Rota que apresenta as belezas naturais da região
Cerca de 40 quilômetros da cidade na qual os permacultores Ricardo e Letícia construíram sua casa, na cidade de Anchieta, no mesmo dia o grupo participou de uma Rota de Turismo Ecológico promovida pela Ar Livre Ecoturismo, a Rota dos Cânions, que visa demonstrar as belezas da região que é composta por planaltos com superfície elevada.
Com saída na sede da Ar Livre Ecoturismo, a Rota dos Cânions possui cinco pontos de visitação e é guiada por uma Kombi personalizada pelo organizador Anderson Cavasin que também conta com a ajuda de amigos e familiares para a concretização deste sonho antigo.

Foto de Daniel Augusto Michel

A Rota dos Cânions acontece desde o ano de 2010 na região movimenta a economia do município e traz novas possibilidades aos agricultores, uma vez que todos os pontos de visitação estão localizados na zona rural do Município. Para os próximos anos a ideia é a realização de uma Rota que envolva a gastronomia e a produção dos agricultores do município.

Os pontos de visitação
Dada a largada, a primeira parada foi a Gruta Cordilheira, uma queda d’água composta por cavernas com estalactites em formação, onde pode-se respirar um ar fresco enquanto o guia Anderson conta a história do lugar. Depois dali, mais um pedaço de chão até o Mirante dos Cânions, um lugar com ampla vista panorâmica, de onde é possível observar-se os planaltos da região e cidades próximas.
Foto de Daniel Augusto Michel
A poucos metros do Mirante dos Cânions, existe um Jabuticabal Nativo, com mais de cem árvores que foram provavelmente plantadas por indígenas há cerca de 200 anos, como relata Cavasin. Os agricultores da região aproveitam as jabuticabas para fazer doces, geleias, compotas e licores, que são comercializados nas feiras da cidade.
Foto de Daniel Augusto Michel
Andando por uma estrada com paisagens naturais exuberantes, chega-se ao quarto ponto turístico, a Cachoeira do Zamin, uma grande queda d’água onde se pode tomar banho. E, para finalizar a Rota, a chamada “luz de ouro” do pôr do sol brinda os participantes, a qual deu nome ao último ponto turístico da Rota, o Morro do Sol. No Morro do Sol, pilotos da Ar Livre Ecoturismo e da região também praticam o voo de parapente.
Voo de parapente no Morro do Sol. Foto de Daniel Augusto Michel

Foto de Daniel Augusto Michel
Foto de Daniel Augusto Michel
Contato da Ar Livre Ecoturismo – Rota dos Cânions:
São organizadas rotas periodicamente pela página do facebook: www.facebook.com/arlivreanchieta
Parceria entre os permacultores e a Ar Livre Ecoturismo
No próximo ano a equipe da Ar Livre Ecoturismo e os permacultores Ricardo e Letícia pretendem realizar PDCs (Cursos de Design em Permacultura) em parceria a fim de propagar as técnicas alternativas utilizadas pelo casal na sua propriedade.
#RotadosCânions #Bioconstrução

21 de janeiro de 2017

"Primeiro fique sozinho.
Primeiro comece a se divertir sozinho.
Primeiro amar a si mesmo.
Primeiro ser tão autenticamente feliz, que se ninguém vem, não importa; você está cheio, transbordando.⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀⠀ ⠀ ⠀
Se ninguém bate à sua porta, está tudo bem –
Você não está em falta.
Você não está esperando por alguém para vir e bater à porta.
Você está em casa.
Se alguém vier, bom, belo.
Se ninguém vier, também é bom e belo
Em seguida, você pode passar para um relacionamento.
Agora você se move como um mestre, não como um mendigo.
Agora você se move como um imperador, não como um mendigo.
E a pessoa que viveu em sua solidão será sempre atraída para outra pessoa que também está vivendo sua solidão lindamente, porque o mesmo atrai o mesmo.
Quando dois mestres se encontram – mestres do seu ser, de sua solidão -felicidade não é apenas acrescentada: é multiplicada.
Torna-se uma tremendo fenômeno de celebração.
E eles não exploram um ao outro, eles compartilham.
Eles não utilizam o outro.
Em vez disso, pelo contrário,
ambos tornam-se UM e
desfrutam da existência que os rodeia." Osho

16 de janeiro de 2017

“A natureza tem tudo”

Cultivo de alimentos pelo sistema de agroflorestas possibilita o equilíbrio biológico promovendo naturalmente o controle de pragas e doenças nas plantas
Por: Eder Calegari (eder.calegari@folhadonoroeste.com.br)
Fotos - Vanessa Harlos
À primeira vista pode parecer simplesmente uma propriedade rodeada por uma mata. Mas não se engane, é preciso adentrar para perceber que entre árvores, existem alimentos. Assim é metade da área de 10 hectares na linha São Dimas, em Cristal do Sul, que pertence a Adilson do Prado Martins. O professor de história e filosofia, é agricultor quando não está dedicando-se a sala de aula. Com a ajuda dos pais que residem próximos, da filha e também da esposa, Juciana de Azevedo Martins, eles plantam diversos alimentos consorciados a floresta. A prática também foi certificada pela Rede Ecovida de Agroecologia.
Os sistemas agroflorestais nada mais são do que cultivos agrícolas junto com espécies arbóreas utilizadas para restaurar matas e recuperar áreas degradadas. A tecnologia ameniza limitações do terreno, minimiza riscos de degradação inerentes à própria atividade agrícola além de otimizar a produtividade. Existe ainda, naturalmente, uma diminuição na perda de fertilidade do solo e no ataque de pragas.
A experiência deu tão certo que o agricultor não precisa nem mesmo utilizar biofertilizantes nas plantas. “Quando adquirimos a área o solo era degradado e hoje não necessita de mais nada. A floresta é uma grande aliada, a natureza tem tudo! A partir do manejo conseguimos produzir uma diversidade de frutas como laranja, vergamotas, pêssegos, abacate, banana. Colhemos açafrão, feijão, mandioca, milho. Nas áreas abertas, contornadas pela mata, plantamos o trigo. Tudo sem agrotóxico ou fertilizante industrial” destacou. A venda compensa. O quilo do trigo por exemplo, é comercializado pelo dobro do valor, comparado ao convencional.
A técnica
A utilização de árvores é fundamental para a recuperação das funções ecológicas, uma vez que elas possibilitam o restabelecimento de boa parte das relações entre as plantas e animais. Martins explica que usa árvores exóticas ou então introduz espécies que naturalmente contribuem na produção. Também faz a roçada da vegetação. “Vou aperfeiçoando. Faço a poda das arvores maiores e assim controlo a luminosidade. É incalculável a quantia de minerais que a mata proporciona neste sistema enquanto a agricultura convencional trabalha basicamente com Nitrogênio, Potássio e Fósforo, o famoso NPK. A natureza é muito mais ampla”, relatou.
Para o membro de comunicação do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Marcos Corbari, a diversidade é uma marca do sistema. O agricultor consegue comida saudável, renda para a propriedade e praticamente não compra alimentos no supermercado. “Dois aspectos centrais: o primeiro é o respeito ao ciclo da vida. O segundo, a conotação política de cultivo contrariando um sistema hegemônico propondo o sistema coletivista. Entendemos que as palavras comida e veneno não podem ser utilizadas na mesma frase, quanto mais, dentro do mesmo cultivo” destacou Corbari.
Conforme o MPA, o movimento possui atualmente aqui na região, 379 áreas no sistema de agroflorestas que totalizam cerca de 500 hectares.