17 de fevereiro de 2017

Em contato com a natureza: Construção alternativa, preservação e ecoturismo atraem visitantes para o oeste de Santa Catarina

A região oeste de Santa Catarina se tornou um ponto para visitantes e turistas que buscam se integrar à natureza e conhecer ações alternativas
Matéria colaborativa escrita por Daniela Prado, jornalista e Bibiana Rabaioli Prestes, advogada
Região oeste de Santa Catarina: você já ouviu falar? Não! Pois então você não sabe o que está perdendo! Esta região é essencialmente agrícola e por muitos anos não figurou como ponto turístico. Atualmente, no entanto, está se destacando pelas diversas opções para visitação e vivência, todas em contato com a natureza.
Embarque conosco nesta aventura e conheça um pouco do que esta região tem para te oferecer!
A casa viva no município de Guaraciaba
No interior do Município de Guaraciaba, na Linha Indiozinho, residem Ricardo Scalco e Letícia Sanzovo, ambos permacultores, em uma casa alternativa, construída a partir de técnicas de bioconstrução e permacultura
Casa viva bioconstruída tem atraído diversos visitantes para a região. Foto de Daniel Augusto Michel



O primeiro contato com a propriedade de Ricardo e Letícia traz à mente a sensação grata de que é possível passar por este mundo vivendo em harmonia com a natureza. A casa de bioconstrução, que se tornou ponto de visitação para curiosos e interessados na permacultura e levou três anos para ser construída, da à propriedade a cara dos permacultores que estiveram presentes e auxiliaram em todas as etapas da construção.
E imagine só: a principal fonte de sustentação da casa viva é terra, argila, palha, madeiras, pedras e materiais recicláveis como garrafas de vidro. Da pra acreditar? Pois é, vale a visita!
Ricardo e Letícia, de forma autodidata e com a ajuda de outros permacultores por meio de vivências em institutos de permacultura, estiveram presentes – e realizaram – desde o planejamento até a finalização da obra alternativa, que segundo eles nunca ocorrerá de fato, uma vez que a casa é viva e estará em contínuo aperfeiçoamento.
A edificação possui diversas técnicas e espaços alternativos como o telhado verde, que substitui os telhados convencionais por terra e grama; os tanques de evapotranspiração, que possibilitam a minimização dos impactos ocasionados pelos dejetos produzidos na casa. Além disso, a casa possui várias entradas de luz e ar, o que diminui o consumo de energia.
Além dos materiais que possibilitaram a edificação da casa e foram escolhidos considerando-se o menor potencial de impacto e agressividade à natureza e ao entorno da propriedade, praticamente todos os móveis também foram ou criados pelos permacultores ou são móveis inutilizados por outras pessoas, que foram resgatados, reaproveitados, reciclados e personalizados pelos próprios permacultores. Ainda, a propriedade conta com recursos naturais, como um riacho, uma cachoeira e uma agrofloresta plantada pelo casal a poucos metros da casa.
Tudo o que já foi realizado pelo casal faz parte de um projeto maior de permacultura, que visa à produção abundante de alimentos orgânicos. A educação também é ponto chave do projeto, que pretende levar estes conhecimentos aos agricultores familiares, jovens e a quem estiver interessado pois, a intenção dos permacultores é estruturar cursos para difundir este modo de qualidade vida. Estas ações buscam uma mudança em nível de região, fomentando a permacultura como opção alternativa de vida saudável.
Foto de Daniel Augusto Michel


Visitação na propriedade de Ricardo e Letícia
Os permacultores estão de portas abertas para receber visitas agendadas de todos os públicos, basta entrar em contato pelo endereço www.facebook/bioconstrucao ou pelo whatsapp 49 988081599 (Ricardo).
Ainda no oeste de Santa Catarina, uma Rota que apresenta as belezas naturais da região
Cerca de 40 quilômetros da cidade na qual os permacultores Ricardo e Letícia construíram sua casa, na cidade de Anchieta, no mesmo dia o grupo participou de uma Rota de Turismo Ecológico promovida pela Ar Livre Ecoturismo, a Rota dos Cânions, que visa demonstrar as belezas da região que é composta por planaltos com superfície elevada.
Com saída na sede da Ar Livre Ecoturismo, a Rota dos Cânions possui cinco pontos de visitação e é guiada por uma Kombi personalizada pelo organizador Anderson Cavasin que também conta com a ajuda de amigos e familiares para a concretização deste sonho antigo.

Foto de Daniel Augusto Michel

A Rota dos Cânions acontece desde o ano de 2010 na região movimenta a economia do município e traz novas possibilidades aos agricultores, uma vez que todos os pontos de visitação estão localizados na zona rural do Município. Para os próximos anos a ideia é a realização de uma Rota que envolva a gastronomia e a produção dos agricultores do município.

Os pontos de visitação
Dada a largada, a primeira parada foi a Gruta Cordilheira, uma queda d’água composta por cavernas com estalactites em formação, onde pode-se respirar um ar fresco enquanto o guia Anderson conta a história do lugar. Depois dali, mais um pedaço de chão até o Mirante dos Cânions, um lugar com ampla vista panorâmica, de onde é possível observar-se os planaltos da região e cidades próximas.
Foto de Daniel Augusto Michel
A poucos metros do Mirante dos Cânions, existe um Jabuticabal Nativo, com mais de cem árvores que foram provavelmente plantadas por indígenas há cerca de 200 anos, como relata Cavasin. Os agricultores da região aproveitam as jabuticabas para fazer doces, geleias, compotas e licores, que são comercializados nas feiras da cidade.
Foto de Daniel Augusto Michel
Andando por uma estrada com paisagens naturais exuberantes, chega-se ao quarto ponto turístico, a Cachoeira do Zamin, uma grande queda d’água onde se pode tomar banho. E, para finalizar a Rota, a chamada “luz de ouro” do pôr do sol brinda os participantes, a qual deu nome ao último ponto turístico da Rota, o Morro do Sol. No Morro do Sol, pilotos da Ar Livre Ecoturismo e da região também praticam o voo de parapente.
Voo de parapente no Morro do Sol. Foto de Daniel Augusto Michel

Foto de Daniel Augusto Michel
Foto de Daniel Augusto Michel
Contato da Ar Livre Ecoturismo – Rota dos Cânions:
São organizadas rotas periodicamente pela página do facebook: www.facebook.com/arlivreanchieta
Parceria entre os permacultores e a Ar Livre Ecoturismo
No próximo ano a equipe da Ar Livre Ecoturismo e os permacultores Ricardo e Letícia pretendem realizar PDCs (Cursos de Design em Permacultura) em parceria a fim de propagar as técnicas alternativas utilizadas pelo casal na sua propriedade.
#RotadosCânions #Bioconstrução

21 de janeiro de 2017

"Primeiro fique sozinho.
Primeiro comece a se divertir sozinho.
Primeiro amar a si mesmo.
Primeiro ser tão autenticamente feliz, que se ninguém vem, não importa; você está cheio, transbordando.⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀⠀ ⠀ ⠀
Se ninguém bate à sua porta, está tudo bem –
Você não está em falta.
Você não está esperando por alguém para vir e bater à porta.
Você está em casa.
Se alguém vier, bom, belo.
Se ninguém vier, também é bom e belo
Em seguida, você pode passar para um relacionamento.
Agora você se move como um mestre, não como um mendigo.
Agora você se move como um imperador, não como um mendigo.
E a pessoa que viveu em sua solidão será sempre atraída para outra pessoa que também está vivendo sua solidão lindamente, porque o mesmo atrai o mesmo.
Quando dois mestres se encontram – mestres do seu ser, de sua solidão -felicidade não é apenas acrescentada: é multiplicada.
Torna-se uma tremendo fenômeno de celebração.
E eles não exploram um ao outro, eles compartilham.
Eles não utilizam o outro.
Em vez disso, pelo contrário,
ambos tornam-se UM e
desfrutam da existência que os rodeia." Osho

16 de janeiro de 2017

“A natureza tem tudo”

Cultivo de alimentos pelo sistema de agroflorestas possibilita o equilíbrio biológico promovendo naturalmente o controle de pragas e doenças nas plantas
Por: Eder Calegari (eder.calegari@folhadonoroeste.com.br)
Fotos - Vanessa Harlos
À primeira vista pode parecer simplesmente uma propriedade rodeada por uma mata. Mas não se engane, é preciso adentrar para perceber que entre árvores, existem alimentos. Assim é metade da área de 10 hectares na linha São Dimas, em Cristal do Sul, que pertence a Adilson do Prado Martins. O professor de história e filosofia, é agricultor quando não está dedicando-se a sala de aula. Com a ajuda dos pais que residem próximos, da filha e também da esposa, Juciana de Azevedo Martins, eles plantam diversos alimentos consorciados a floresta. A prática também foi certificada pela Rede Ecovida de Agroecologia.
Os sistemas agroflorestais nada mais são do que cultivos agrícolas junto com espécies arbóreas utilizadas para restaurar matas e recuperar áreas degradadas. A tecnologia ameniza limitações do terreno, minimiza riscos de degradação inerentes à própria atividade agrícola além de otimizar a produtividade. Existe ainda, naturalmente, uma diminuição na perda de fertilidade do solo e no ataque de pragas.
A experiência deu tão certo que o agricultor não precisa nem mesmo utilizar biofertilizantes nas plantas. “Quando adquirimos a área o solo era degradado e hoje não necessita de mais nada. A floresta é uma grande aliada, a natureza tem tudo! A partir do manejo conseguimos produzir uma diversidade de frutas como laranja, vergamotas, pêssegos, abacate, banana. Colhemos açafrão, feijão, mandioca, milho. Nas áreas abertas, contornadas pela mata, plantamos o trigo. Tudo sem agrotóxico ou fertilizante industrial” destacou. A venda compensa. O quilo do trigo por exemplo, é comercializado pelo dobro do valor, comparado ao convencional.
A técnica
A utilização de árvores é fundamental para a recuperação das funções ecológicas, uma vez que elas possibilitam o restabelecimento de boa parte das relações entre as plantas e animais. Martins explica que usa árvores exóticas ou então introduz espécies que naturalmente contribuem na produção. Também faz a roçada da vegetação. “Vou aperfeiçoando. Faço a poda das arvores maiores e assim controlo a luminosidade. É incalculável a quantia de minerais que a mata proporciona neste sistema enquanto a agricultura convencional trabalha basicamente com Nitrogênio, Potássio e Fósforo, o famoso NPK. A natureza é muito mais ampla”, relatou.
Para o membro de comunicação do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Marcos Corbari, a diversidade é uma marca do sistema. O agricultor consegue comida saudável, renda para a propriedade e praticamente não compra alimentos no supermercado. “Dois aspectos centrais: o primeiro é o respeito ao ciclo da vida. O segundo, a conotação política de cultivo contrariando um sistema hegemônico propondo o sistema coletivista. Entendemos que as palavras comida e veneno não podem ser utilizadas na mesma frase, quanto mais, dentro do mesmo cultivo” destacou Corbari.
Conforme o MPA, o movimento possui atualmente aqui na região, 379 áreas no sistema de agroflorestas que totalizam cerca de 500 hectares.
 

10 de janeiro de 2017

Quem quer aposentadoria aos 65 anos nunca cortou cana ou carregou cimento

Por Leonardo Sakamoto, escrito em 12/09/2016.

Normalmente quem defende a imposição da idade mínima de 65 anos para aposentadoria somos nós, jornalistas, cientistas sociais, economistas, administradores públicos e privados, advogados, políticos.
Afinal de contas, o que são 65 anos para nós, que trabalhamos em atividades que nos exigem muito mais intelectualmente?
Diante da incapacidade de se colocar no lugar do outro, do trabalhador e da trabalhadora que dependem de sua força física para ganhar o pão, no campo e na cidade, esquecemos que seus corpos se degradam a uma velocidade muito maior que a dos nossos.
Ou seja, a menos que tenham tirado a sorte grande na loteria da vida, eles tendem a ter uma vida mais curta (e sofrida) que a nossa. No Maranhão, a média da expectativa de vida masculina é de 66 anos.
Já fiz esse debate por aqui, mas quero retomá-lo por conta da notícia de que o governo federal quer priorizar as mudanças no INSS entre todas as reformas que pretende tocar.
''Eu pessoalmente, e penso que falo em nome do presidente Temer, penso que nós não devemos nesse momento trazer para um debate mais amplo nenhum tema que não seja a reforma fiscal e a reforma da Previdência'', afirmou o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, nesta segunda (12). ''Penso que nós vamos centrar fogo neste momento até nós conseguirmos aprovar essas duas reformas, que são fundamentais para o Brasil.''
Você que está, neste momento, fazendo mimimi para isso, provavelmente não costuma carregar sacos de cimento nas costas durante toda uma jornada de trabalho, cortar mais de 12 toneladas de cana de açúcar diariamente, queimar-se ao produzir carradas de carvão vegetal para abastecer siderúrgicas e limpar pastos ou colher frutas sob um sol escaldante.

Carvoaria em Minas Gerais. Foto: João Roberto Ripper
 Carvoaria em Minas Gerais. Foto: João Roberto Ripper

Ou, se teve uma vida com essas provações e, mesmo assim, concorda com os doutores que defendem essa mudança em nome dos cofres públicos, achando que ''quem quer se aposentar antes dos 65 é vagabundo'', parabéns. Você consegue, como ninguém, exercer o papel de cão de guarda do capital alheio.
Aos 14 anos, muitos desses trabalhadores já estavam na luta e nem sempre apenas como aprendizes, como manda a lei. Às vezes, começaram no batente até antes, aos 12, dez ou menos. Afinal, no Brasil, acredita-se que o ''trabalho molda o caráter da criança''.
Os sábios que estão discutindo no Ministério da Fazenda a questão da imposição da idade mínima como requisito, além, é claro, do tempo de contribuição e/ou de serviço, deveriam ter que explicar a proposta, cara a cara, para um grupo de cortadores de cana ou de pedreiros.
Sem meias palavras, sem enganações. Se sair inteiro de lá, pode tocar.
O ideal seria, antes de fazer uma Reforma da Previdência Social, garantirmos a qualidade do trabalho no Brasil, melhorando o salário e a formação de quem vende sua força física, proporcionando a eles e elas qualidade de vida – seja através do desenvolvimento da tecnologia, seja através da adoção de limites mais rigorosos para a exploração do trabalho. O que tende a aumentar, é claro, a produtividade.
Mas como isso está longe de acontecer (basta ver a ''vida'' dos empregados de frigoríficos em todo o país, que são aposentados por invalidez aos 30 e poucos anos por sequelas deixadas pelo serviço), a discussão talvez passe por um regime diferenciado para determinadas categorias. E, mesmo assim, não será simples, pois em algumas delas os profissionais são levados aos limites e aposentados por danos psicológicos – ou chegam aos 60 sem condições de desfrutar o merecido descanso.
Há milhões de pessoas, fundamentais para o crescimento do país, que se esfolam a vida inteira e não devem ser deixadas na beira da estrada quando deixarem a população economicamente ativa.
Infelizmente, o governo federal acha que o Brasil é um grande escritório com ar condicionado.

11 de dezembro de 2016

OSHO TARÔ ZEN DO MOMENTO CELEBRAÇÃO



CELEBRAÇÃO

Estas três mulheres dançando ao vento e na chuva, nos fazem lembrar de que uma celebração nunca precisa ficar na dependência de circunstâncias exteriores. Não é preciso esperar por um feriado especial ou por uma ocasião formal, nem por um dia de sol sem nuvens. A verdadeira celebração nasce de uma alegria que primeiro é experienciada profundamente dentro do seu ser, e que se derrama num transbordamento de canto e dança, de riso, e até mesmo de lágrimas de gratidão.

Quando você tira esta carta, é um sinal de que está se tornando cada vez mais disponível e aberto às muitas oportunidades que existem para celebrar na vida e contagiar outras pessoas. Não se preocupe em programar uma festa na sua agenda. Deixe o cabelo ao natural, tire os sapatos, e comece a pular nas poças d`água agora mesmo. A festa está acontecendo à sua volta, a cada momento!

OSHO 'INSIGHT'

A vida é um momento para ser celebrado, desfrutado. Torne-a divertida, uma celebração, e então você entrará no Templo. Esse templo não é para os tristes e desanimados, nunca foi para eles. Olhe para a vida: você vê tristeza em alguma parte? Você já viu uma árvore deprimida? Você já encontrou um pássaro movido por ansiedade? Já viu um animal neurótico? Não, a vida não é assim, absolutamente. Só o homem é que seguiu um caminho errado, se desviou em algum lugar, porque ele se considera muito sábio, muito esperto. 
Sua esperteza é o seu mal. Não seja sábio demais. Lembre-se sempre de parar; não vá a extremos. Um pouco de tolice e um pouco de sabedoria fazem bem, e a combinação certa faz de você um buda...